Sexta-feira, 26 de Dezembro de 2008

1000 anos a.C. (70 a.c. a 61 a.c.)


Ano 70 a.C. - Nascimento em Mântua, sob o consulado de Crasso e Pompeu, de Virgílio (Publius Vergilius Maro).
* Volta-se, nos pontos essenciais, à ordem de coisas existentes antes da restauração de Sila. A multidão da capital é novamente alimentada pelo tesouro, isto é; pelas províncias. O poder dos tribunos dá de novo aos demagogos a facilidade de agitar o Estado; a nobreza de dinheiro entra novamente em posse dos arrendantes das rendas e do controle judiciário sobre os arrendamentos.
* Nos últimos dias deste ano, Pompeu entrega seu consulado e retira-se dos negócios públicos, após o licenciamento de seus soldados.
* A condenação de C. Verres, este ano, após três anos de desgoverno na Sicília, ocorre apesar da obstrução por parte dos optimares. Neste famoso caso o processo é liderado por Cícero, cujo discurso cantra Verres continua a ser considerado uma das mais duras acusações de malversão oficial de todos os tempos.
* Mitridates é expulso da província da Ásia por Lúculo.
* Pompeu e Crasso unem esforços e embora suspeitem um do outro, decidem candidatar-se em conjunto aos consulados deste ano. Pompeu não está legalmente qualificado para o cargo, pois tem apenas 36 anos e não exerceu qualquer outra magistratura (nem sequer é ainda membro do Senado). Por esta altura Pompeu é já uma figura imensamente poderosa, popular, dotado e bem-parecido.
* Crasso e Pompeu tornam-se consules graças à popularidade de Pompeu junto do exército e ao dinheiro de Crasso. Antes de tomar posse do lugar, Pompeu perante a Assembleia afirma solenemente a sua fidelidade ao Programa Democrático. E, com efeito, os dois novos democratas introduzem logo que entram em funções uma série de Reformas Politicas de acordo com o Programa do Partido. A autoridade do senado é de novo limitada e aos tribunos do povo são concedidas as suas antigas prerrogativas, precisamente as que Sila lhes retirara. Desaparecem assim quase todas as Reformas de Sila. O povo aplaude o regresso à liberdade e canta louvores a Pompeu o seu benfeitor. Com 35 anos Pompeu torna-se o primeiro dos Romanos.
* “Não existe um local, por mais afastado que seja, onde as arbitrariedades e a opressão de Roma não penetrem”, diz Cícero no discurso contra o explorador Verres, proconsul e pesadelo dos Sicilianos. Este discurso pronunciado este ano por C. Cícero, apresenta queixa contra Verres, em nome de quase toda a população Siciliana.

Ano 69 a.c. -
Novas famílias de origem italiana acedem, com Augusto, a posições de destaque no Senado e a cargos públicos criados para homens da Ordem Equestre. M. Sálvio Otão, filho de um cavaleiro, pertence a uma velha família Etrusca e entrou para o Senado no tempo de Augusto; o seu filho torna-se Imperador este ano. Do mesmo modo, Vitélio, outro dos imperadores deste ano; descende de P. Vitélio de Nucéria, na Campânia, que fora procurador de Augusto.
* Cleópatra VII, nasce este ano, no seio da família Macedónia dos Lágidas, filha de Ptolomeu Auletes.

Ano 68 a.c. (686) - Veleda, profetisa e inspiração de Brúcteros, uma tribo transreana, toma parte na revolta de Civilis.
* Antídio Veto, novo governador da H. Ulterior, trás no seu estado-maior, Júlio César, questor. Júlio César visita o templo de Hércules na ilha de Sanctipetri, ao largo de Cádis, e lamenta-se, diante de uma estátua de Alexandre Magno que ali vê, por não ter ainda realizado nada notável com 32 anos, idade em que o rei da macedónia já tinha conquistado meio mundo.
* Lúculo está numa situação difícil e cada dia mais perigosa. Apesar de seus brilhantes sucessos, não está Roma contente com ele. O Senado ressente-se da independência da sua conduta; o partido dos capitalistas, que ele desprezou, faz todos os esforços pela intriga e pela calúnia para chamá-lo de volta.

Ano 67 a.c. - Embora pareça ter feito as suas primeiras conversões entre as tropas de Pompeu durante a campanha contra os piratas da Cilícia e Comagerne, neste ano, o Mitraísmo não se estabelece no Ocidente senão muito mais tarde.
* Quando o fornecimento de trigo à cidade de Roma começa a escassear, a opinião pública exige medidas que levam, este ano, à nomeação de Pompeu para um comando especial contra os piratas. São-lhe atribuidos vastos poderes e recursos imensos em homens, dinheiro e abastecimentos. No prazo de 3 meses Pompeu livra completamente os mares dos piratas, façanha verdadeiramente assombrosa de organização táctica.
* Por causa dos piratas, o povo romano começa a protestar ruidosamente e os governantes são constrangidos a admitir que a dignidade do Estado exige o castigo desses bandidos. Para acabar com uma situação tão vergonhosa, um tribuno da plebe propõe este ano que se invista o grande Pompeu de poderes excepcionais não só no mar, mas também em todas as regiões costeiras do império romano. São entaão postos à sua disposiçao, cerca de 130.000 homens e 500 navios de guerra. Além disso é autorizado a levantar dinheiro dos cofres da capital e das províncias. O Senado opõem-se firmemente a semelhante proposta, pois não deseja que um poder tão grande seja colocado nas mãos de um só homem. Os senadores põem em prática todos os meios imagináveis para isso. Um dos optimates mais acérrimos pronuncia mesmo na Assembleia, um pungente discurso. Não devia arriscar-se a preciosa existência do grande Pompeu: “Que se passaria se o perdêssemos? Que outro general o poderia substituir?” “Tu”, respondem em uníssono os membros da Assembleia. O orador cala-se, admitindo a sua derrota. E a proposta é aceite apesar da persistente resistência dos Senadores. Pompeu recebe assim uma autoridade quase igual à de um rei. A rapidez com que Pompeu acaba com a pirataria ultrapassa todas as esperanças.

Ano 66 a.c. - Este ano, o tribunato C. Marúlio propõe que o mandato de Pompeu seja prolongado para lhe permitir pôr fim à guerra ciontra Mitridates, que continua em liberdade. A proposta de C. Marúlio, apoiado por Cícero (pretor) é aprovada por maioria esmagadora e o infeliz Lúculo cede o passo a Pompeu.
Catilina, líder do partido popular, inicia uma conspiração contra o Senado e a República. A conjuração de Catilina possui um programa revolucionário que prega a anulação das dívidas, a proscrição da nobreza senatorial e a realização de uma reforma agrária. Cícero, cônsul romano, denuncia ao Senado a conjuração de Catilina através de uma série de discursos, as Catilinárias. A descoberta da conjuração abriga Catilina a fugir de Roma, sendo morto, mais tarde, juntamente com três mil partidários na região de Pistóia.
* O fanatismo religioso e a esperança de que um messias haveria de trazer a libertação politica levam à sublevação geral contra Roma, este ano.
* A insurreição generaliza-se. Os nacionalistas ocupam Jerusalém, expulsam os colaboradores dos romanos, em particular o rei Agripa e o sumo sacerdote, e libertam a Palestina. Um exército de que é chefe Flávio José, autor de uma “História dos Judeus”, põe-se em pé de guerra para resistir a qualquer expedição romana.
* Archotes voadores sobre Roma.

Ano 65 a.c. - Chega ao fim o principado Macabeu, quando por obra de Pompeu, Roma anexa o que resta do Reino Seleucida e colocando no trono de Israel o Idumeu Herodes como homem de confiança,  de modo que Israel, se converte num dos Estados satélite de Roma, formando parte no Oriente “cordão protector desta.”
* A partir deste ano a Palestina faz parte do Império Romano

Ano  63 a.c.- Devido à conspiração de Catilina, em Dezembro, Cícero, depois de ter feito executar os seus cumplices, volta a sua casa entre aclamações populares, imaginando que reconstituiu unicamente pela força da sua palavra ao serviço da lei, a unanimidade da pátria.
* Fim de Mitridates Mitridates VI do Ponto, derrotado por Sila, Lúculo e Pompeu, em sucessivas campanhas, acaba por se suicidar este ano.
* Archotes voadores sobre Roma.
* Início de reinado de Augusto (Caio Júlio César Octaviano), vencedor da guerra civil que se seguiu à morte de César.
* Através do reino dos Selêucidas avança o general romano Pompeu na direcção da Palestina. Após um cerco de 3 meses, as legiões romanas entram em Jerusalém este ano. Judá converte-se numa província romana.
* César (Caius Julius Caesar) este ano, obtem o cargo vitalício de grande pontíficie, o que lhe confere um prestígio considerável.
* Octávio (Augusto - Caius Julius Caesar Octavianus) nasce em Roma este ano, de família modesta.
* Pompeu destrói Jerusalém depois de um cerco de 3 meses. Valendo-se do seu título de vencedor, entra no Templo para contemplar o “idolo” judeu. A judeia torna-se provincia romana e os hebreus são incluídos no vasto círculo da Pax Romana: rei, principe e sacerdotes são colocados sob a autoridade directa do governador da Síria.
* Crasso e César apoiam a proposta de um Tribuno para a compra de terras em Itália e nas provincias para a fixação dos pobres e dos veteranos das campanhas de Pompeu, que estão então a terminar, mas a lei é recusada com exito por Cícero, alegando que é uma ameaça aos interesses de Pompeu, pelos quais pretende zelar. As actividades de Crasso e César levantam profundas suspeitas nos circulos conservadores e há sinistros rumores de conspirações e ameaças à ordem pública. O principal alvo de tais recios é contudo um patrício desacreditado, chamado L.Sérgio Catilina, que se canditdata ao Consulado este ano com a promessa de uma Reforma Agrária e do cancelamento das dívidas. Esta ameaça leva as classes prósperas a unirem-se no apoio a um candidato rival, Cícero, que é triunfalmente eleito apesar de ser um “homem novo”.
* Uma crise violenta explode entre o judaismo oficial e os monges essénios: um mestre de justiça é executado e alguns membros do agrupamento refugiam-se em Damasco. Voltam ao Qumrân, quando a ocupação da Palestina pelos romanos de Pompeu, este ano, lhes permite nada temer dos seus adversários.
* Antípater via um acordo com roma, pelo qual sua família e outras insignes famílias prosperam sob a protecção romana, como muito preferível a uma guerra civil.Assim ese ano, chega a um acordo com o general romano Pompeu e a Judeia torna-se um estado-cliente romano.
* Este ano a Palestina é conquistada por Pompeu e transformada em província do Império Romano.
* Mitridates quer morrer como viveu, e manda seu harém tomar veneno; suas mulheres, suas concubinas e suas filhas, e entre estas últimas a jovem noiva do rei do Egipto e de Chipre, tiveram de sofrer a morte antes que a taça de veneno chegasse a ele, e como o veneno não agia com bastante rapidez, fez-se matar, por um soldado Celta, betuito. Assim morre este ano Mitridates Eupator, com a idade de 68 anos, depois de ter reinado 67 anos. Foi o posto avançado do Oriente contra o Ocidente, e deu início à
luta do Oriente contra o Ocidente. Tanto os vencedores como os vencidos compreenderam a sua morte não como o fim, mas sim o começo dessa luta.
* Pompeu manda as suas legiões invadirem a Palestina.
* M. Túlio Cícero, oriundo de uma família abastada de Arpinum, devido em grande parte ao seu extraordinário poder orador, chega ao consulado este ano e é um membro proeminente do Senado. Principal figura intelectual da sua geração Cícero escreve não apenas dois discursos mas também tratados de retórica e de filosofia.
* Pompeu conquista jerusalem.
* Tal como sucedeu noutros lados, a sorte bafeja Pompeu na Síria. Diante das muralhas de Jericó sabe que daqui em diante Roma está livre do seu mais temido inimigo. O velho Mitridates instalado nas margens do mar Azov e um dos seus filhos, que aqui instituíra um reino, obriga seu pai a suicidar-se. Este filho, Fárnaces, considera que lhe vale mais prevenir do que remediar e revolta-se imediatamente contra o velho déspota. Encerra o pai no palácio real. das muralhas do castelo, o velho suplica a seu filho que não suje as mãos com o sangue paterno. As suas suplicas não encontram, nenhum eco em Fárnaces. O pai compreende que está perdida toda a esperança por isso obriga as suas mulheres, a sua concubina que o acompanhara na sua fuga disfarçada de homem e as suas filhas entre as quais se encontra as esposas dos reis do Egipto e de Chipre, a esvaziarem a taça de veneno antes que ele próprio a leve aos lábios. Mas como ele se tinha imunizado completamente contra os efeitos do veneno, este não produz efeito nenhum, ordena portanto a um soldado que lhe corte a cabeça.Assim morre Mitridates, com 68 anos este ano. Todo o mundo romano solta um suspiro de alívio.



Ano 62 a.c. (692) - No começo do ano, os cadáveres dos soldados de Catilina (contam-se três mil) cobrem as fileiras exactas da terra em que combateram; os oficiais e o general, no momento em que tudo está perdido, jogam-se sobre o inimigo. Procuram e encontam a morte.
* Quando E. Sérgio Catalina volta a falhar as eleições deste ano, tenta preparar um golpe de Estado, mas a tentativa é frustrada por Cícero, que consegue mandar prender os cabecilhas antes de o terem levado a cabo.
* Nos finais do ano, Pompeu desembarca em Brundisium aí dispensa as suas tropas, para alívio de todos, e regressa a Roma para celebrar o seu triunfo. Espera-o uma decepção.
* Caius Julius Caesar é Pretor. A este título goza de preponderância na justiça e procura servir-se dela contra o Senado para evitar a morte dos cúmplices de Catilina, que tentam tomar o Poder pela força e que ele secretamente favorece.
* No outono Pompeu faz-se ao mar para a Itália, enquanto Roma se prepara para receber o novo monarca, anuncia-se que Pompeu, chegado a Brundúsio, dispersara as suas legiões e dirigie-se para a capital com fraca escolta.
* Deve ser o último ano da República e o primeiro da monarquia.
* O plano dos revoltosos é, no momento das eleições consulares deste ano, às quais Catilina se apresenta, assassinar o cônsul que os vigiaria assim como os que deviam suceder-lhe, assegurar a qualquer preço as eleições de Catilina, e levar num dado momento, de Fésulas e de outros pontos da reunião, tropas armadas contra a capital, e quebrar com elas qualquer resistência.

Ano 61 a.c. 693 - Júlio César volta à H. Ulterior, agora como pretor. Decide submeter definitivamente os povos da Beira interior que continuam intermitentemente a atacar as regiões vizinhas. Alguns povos do norte, põem a salvo as mulheres, filhos e haveres do outro lado do Douro. Sabendo que na sua retaguarda, os habitantes das montanhas preparam uma emboscada para quando regressasse, Júlio César toma outro caminho, e vem atacá-los mais tarde. Derrota-os e persegue-os até ao mar. Um grupo acossado pelos romanos, foge até ao litoral, e daqui procura refúgio numa ilha junto à costa. Júlio César embarca algumas tropas que atacam a ilha, mas, tendo uma corrente afastado as jangadas para o largo, os primeiros legionários desembarcados não podem receber reforços e são mortos pelos Lusitanos, salvando-se apenas Públio Ceva, fugindo a nado.  Uns dias mais tarde Júlio César recebe naves vindas de Cádis, e ocupa sem dificuldade a ilha. A frota ruma então para norte, até à Corunha, antes de voltar a Cádis.
* Pompeu regressa do Oriente e entra triunfalmente em Roma. A República mantem-se de pé. Nunca até aqui um candidato à coroa teve tantos trunfos nas mãos como Pompeu. pPmpeu pisou o solo pátrio em Brindes, mal desembarca toma uma decisão que enche o povo de espanto,. licencia o seu exército deixando aos legionarios a liberdade de regressarem ao lar.
* O servilismo democrático não se satisfaz com o cortejo triunfal que, em 28 e 29 de setembro deste ano, quadragésimo sexto aniversário do nascimento de Pompeu, percorrre as ruas de Roma, realçado por uma infinidade de insígnias reais de Mitridates e dos filhos dos três mais poderosos reis da ásia, Mitridates, Tigranes e Fraate; concedeu ao seu general, que vencera vinte e dois reis, hontrarias reais, permitindo-lhe usar durante toda a vida a coroa de ouro e as insignias.

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PublicadoPor lazulli às 13:17
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