Segunda-feira, 17 de Setembro de 2007

1000 anos a.C (521 a 509)


Ano 521 a.C. - Dário I, o Grande, é rei a partir deste ano inclusive.

* Dário I, filho de Histapes, este ano, elimina com seis outros conjurados, o astrólogo Gautama, usurpador do trono, e herda o imenso Império Persa, que Ciro e Cambises haviam construído. Os conjurados haviam decidido que a coroa se destinaria àquele cujo cavalo fosse o primeiro a relinchar ao pôr do sol. Dário consegue-o, graças a um ardil do seu escudeiro, Zopyros. Começa  por criar um elo administrativo entre todos os seus povos, diferentes entre si, tanto pelos dialectos como pelos costumes.

* Dário I (Darayavaush) auxiliado pelos seus nobres leais, livra-se de Gaumata e também de outros possíveis usurpadores e sobe ao trono a 29 de Setembro .


Ano 520 a.C. -Com o pleno apoio do filho de Ciro, Dário, verifica-se neste ano, sob um líder oficial Zorobabel, cuja autoridade, como um descendente de David, é reforçada por sua designação, como governador persa de Judá. É essa a entrada na cena de Jerusalém da nova ortodoxia judaica, girando em torno de um templo único e centralizado e de seu culto. A obra do Templo começa imediatamente. É construído num estilo mais humilde que o de Salomão.

* O esforço dos Judeus regressados, limita-se muito tempo à construção do Templo de Jerusalém, que começa a sua construção em Outubro deste ano.

* Polícrates, governador de uma das cidades gregas, tirano aliado dos Pisístratos, morre este ano, vitima das suas ambições e Samos cai nas mãos dos persas.


Ano 517 a.C. - No Egipto, onde está por concluir o canal que foi iniciado por Necho , Dário ordena a sua conclusão e o magnífico curso de água, com uma largura de 45m e 60km de comprimento (desde os lagos Amargos até Bubástis , foi inaugurado este ano com grande cerimonia na presença do próprio Dário .

O grande canal favorece o Egipto e os portos fenícios mas exclui os da Jônia . Dário propõe a estes um grande território interriorano no lado oposto, nas regiões em torno do mar negro, Cítia e a Europa.


 

Ano 516 a.C.-Em seu 4º ano de reinado, Dário I dirige-se ao Egipto onde assume o título de faraó e cogita todos os meios de recuperar os danos de Cambise . em parte tem êxito nesta iniciativa, para a qual se apoia principalmente no clero da Saís.


Ano 515 a.C. - Reconstrução do Templo de Jerusalém.Terminada a sua construção a 12 de Maio, a coroa Persa consegue dele somas consideráveis de dinheiro mas também participa nos gastos do culto.


Ano 514 a.C. -A morte de Hiparco este ano numa querela, leva o irmão Hípias a endurecer a sua actuação e a tentar desarmar o povo. Para pagar a mercenários que o defendessem de qualquer revolta, Hípias necessita de dinheiro e introduz por isso um número considerável de impostos, como o lançado sobre o nascimento e a morte, que atinge praticamente todas as famílias.

Harmódio e Aristogíton assassinam Hiparco, um dos filhos de Pisístrato .


 

Ano 511 a.C. -É a pitagórica Crotona que, este ano, destrói a sua antiga aliada Síbaris : os habitantes são mortos, a cidade arrasada e o nome de Síbaris só vai sobreviver na lenda.

 

Ano 510 a.C. -Os Romanos derrubam o rei tirano, Tarquínio , o Soberbo, e fundam a sua famosa República. Tarquínio pede ajuda a Lars Porsena de Clúsio . Plínio, na sua História Natural, relata como Porsena dirigiu orações aos deuses que lançaram raios para destruírem Bolsena, a cidade mais rica da Toscânia; exactamente como o Senhor destruiu Sodoma e Gomorra.

Na Grécia o Governo inconstitucional imposto pela violência, a tirania de Pisístrato, que foi um homem hábil, deu à cidade uma época de paz, de prosperidade e de estabelidade - uma nova “idade de ouro”. Mas a queda da tirania dá-se este ano.

O inconformismo tanto do Demos como dos nobres, dá origem a 3 ou a 4 anos de lutas, de repressões e de intrigas atá que este ano uma conjura derruba a tirania e expulsa Hípias. Os Alcmeónidas, regressados do exílio tomam parte activa neste acontecimento.

Queda da tirania em Atenas, com a expulsão dos Pisístratos . Afastada a tirania, os aristocratas preparam-se para retomar, o jogo das facções no momento em que o haviam deixado no ano de 546. Sem demora formam-se dois grupos aristicráticos liderados por Clístenes e por Iságoras. O primeiro, um Alcmeónida filho de Mégacles e da filha do tirano de Sícion também chamado Clístenes. Iságoras, filho de Tisandro, pertence a uma antiga família eupátrida que permaneceu na Ática e colaborou com os Pisístratos, tem por si a vantagem da confiança e amizade do rei espartano Cleómenes que colaborou no afastamento da tirania e cujo exército ainda está acampado por perto.

Queda da tirania em Atenas.

Sob a pressão das armas espartanas, Hípias tem de fugir e, este ano, a tirania termina em Atenas. Esta operação político-militar foi organizada por uma das grandes famílias sacerdotais da Ática, os Alcme.


 

Ano 509 a.C. - Os Aristocratas tomam o Poder em Roma. Os patrícios constituem uma pequena minoria da população da cidade de Roma, há 136 famílias patrícias e só conseguem controlar o Estado devido ao apoio que recebem dos clientes. Os patrícios constituem eles próprios uma pequena minoria da população total da cidade.

Muitas das instituições cívicas estabelecidas sob o governo dos últimos reis devem ter caído em desuso quando os aristocratas tomam o Poder este ano em Roma.

Tarquínio, o Soberbo, último rei de Roma, é deposto por uma revolução que expulsa os etruscos, aboliu a Monarquia e implanta a República. Com a passagem da Monarquia para a República, ocorre a transferência do poder dos etruscos para os patrícios, que se transformam na classe dominante de Roma. Nesta época, a cidade já estendeu o seu domínio sobre a região do Lácio e a maioria da sua população é formada por agricultores, pastores e artesãos. No início da República Roma possui uma população de cerca de 100 mil habitantes.

O período monárquico de Roma, iniciou-se com a fundação de Roma e termina este ano, quando uma revolta da aristocracia depõe o último rei romano, Tarquínio, o Soberbo, de origem etrusca. E é proclamada a República.

O grande templo de Júpiter, Juno e Minerva foi construido pelos Tarquínios, e consagrado pelos primeiros cônsules, este ano. O edifício tem cerca de 64m de comprimento, 55m de largura e altura estimada em 40m, é um dos maiores templos arcaicos do mundo mediterrânico.

O rei romano Tarquínio II ou Tarquínio-o-Soberbo, filho ou neto de Tarquínio I; foi um rei brutal e despótico e é derrubado este ano por um grupo de aristocratas que establecem um governo republicano. Além disso é genro do seu antecessor, Sérvio, que foi assassinado por um golpe arquitectado por este.

Um grupo de aristocratas expulsa Tarquínio e põe fim à monarquia. Em seu lugar, estabelecem a curiosa instituição de uma magistratura colegial, em que dois homens partilham o Poder Supremo. Os cônsules, inicialmente onhecidos simplesmente por “pretores”. São eleitos pelos comitia centuriata e desempenham funções durante um ano. Os cônsules (pretores) têm imperium (sendo, no entanto, obrigados a submeter-se à formalidade do voto dos comitia centuriata) e herdaram dos reis todos os sinais exteriores da realeza, embora os fundadores da República, para não dar a impressão de terem substituido um rei por dois, determinassem que, os cônsules devem ser detentores dos fasces por turnos. Mas os poderes dos cônsules é limitado de outras formas mais importantes. Segundo a Tradição, logo no primeiro ano da República é aprovada uma lei que dá aos cidadãos o direito de apelar (provocatio) para o povo contra uma decisão de um magistrado.

Tarquínio, o Soberbo (rei etrusco de Roma) é deposto pelo Senado, a Assembleia dos Patrícios, sem dúvida por se ter mostrado favorável aos plebeus. A monarquia é então abolida e estabelece-se um novo regime, a República, que se manterá em Roma durante meio milénio.

L. Júnio Bruto, é cônsul este ano e um dos pais fundadores da República.

Data do Primeiro Tratado entre Cartago e Roma, é selada definitivamente a sorte da monarquia tartéssica, mas a sua civilização não morre, prossegue nas pequenas monarquias tíndetanas.

Este ano o povo entrega o governo a um dos membros dos Alcmeónidas, Clístenes. Será ele que, num conjunto de reformas, fará de Atenas uma democracia.

Este ano os reis são expulsos, nesta altura na pessoa de Tarquínio, o Soberbo, último representante da dinastia etrusca. Nesta altura o poderio Etrusco na Itália central e meridional entra em decínio. As populações itálicas, não menos que as colónias gregas, infligem ás coligações etruscas sucessivas derrotas. Roma é assim, “reconquistada”, ficando sob o domínio dos chefes de família, dos cidadãos mais ricos das tribos rústicas, e não do povo miúdo da cidade.

 

Os romanos, encontram-se no mesmo campo dos gregos, contribuindo para esmagar a coligação formada por Etruscos e Cartagineses, contra as cidades gregas do Ocidente.

 

 

Penso: sonolenta

PublicadoPor lazulli às 16:03
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