Segunda-feira, 21 de Março de 2016

Do ano 303 ao ano 395 d.c. (1000 anos d.c.)

Ano 303 - "Grande Perseguição" aos cristãos, desde este ano até ao ano seguinte.

Em 23 de Fevereiro, na festa das Terminalia, há perseguição aos cristãos em Nicomedia, e a Igreja de Nicomedia é arrasada.

A perseguição à Igreja é baseada na acusação feita aos cristãos de terem tentado pôr fogo ao Palácio Imperial.

 Na sua luta contra o cristianismo, Diocleciano subestima no seu cálculo doutrinário a eficácia das medidas persecutórias o que, em verdade, é a única vez que sucede. Deste modo a sua perseguição contra os cristãos este ano e seguinte, é inútil.

. As Comunidades cristãs peninsulares (Ibérica) reúnem-se no Concílio de Elvira (Granada), este ano, tendo já 19 bispos e 24 presbíteros. Três dos bispos são da Lusitânia: Libério de Mérida, Vicente de Ossónoba e Quinciano de Évora.

. Este ano, dá-se o Início da Perseguição aos Judeus.

 

Ano 313 - O Edicto de Milão, promulgado por Constantino Magno, proíbe a perseguição ao cristianismo no Império Romano.

 

Ano 314 - Este ano, Constantino manda reunir um Sínodo em Arles (Provença), com vista a dilucidar alguns aspectos internos da Igreja que ameaçam adquirir relevância política. Seja, por exemplo, a polémica Donastie (assim chamada pelo nome do bispo Donato de Cartago, que insiste na exclusão da Igreja de todos os pecadores).

. Ano do Édito de Milão; pelo qual o Imperador Constantino declara a protecção Oficial das Autoridades Romanas ao Cristianismo.

 

Ano 332 - Devido à Tradição que situa a sepultura de Pedro ao pé da colina do Vaticano, Constantino manda aí erguer uma Basílica, este ano.

. A partir deste ano os arrendatários, ficam vinculados à gleba. Os donos dos domínios passam a ter poder senhorial e de governo, muitas vezes por simples usurpação.

 

Ano 350 - Desde este ano, Tribos germânicas Ocidentais mais pequenas (por exemplo: Sálios, Camavos, Bructeros, Usípios, Ansivários), que no seu conjunto se chamam "Francos", estendem-se desde os rios Ems, Lips, Reno, Mosela, passando pelo Mosa e Escalda, até chegarem ao Soma; Dinastia Merovíngia.

 

Ano 354 - Santo Agostinho, desde este ano até ao ano 430, o mais influente de todos os teólogos latinos, argumenta que os judeus, por sua mera existência, são parte do Plano de Deus, de vez que são testemunhas da verdade do cristianismo, com sua falha e humilhação simbolizando o triunfo da Igreja sobre a Sinagoga.

 

Ano 366 - O Pagão Amiano Marcelino comenta este ano a mundanização do clero cristão: “Quem tiver a sorte de alcançar a dignidade de bispo de Roma tem o futuro garantido. Recebe prendas das matronas, anda de carro, veste esplendidamente e faz que lhe sirvam banquetes magníficos, de modo que a sua mesa ultrapassa em muito a de um rei!” (Amiano Marcelino, 27,3,14.)

 

Ano 373 - O século IV vê a heresia instalada na África do Norte (Santo Agostinho passa a ser maniqueísta desde este ano), Ásia Menor, Grécia, Ilíria e até na Gália e Espanha.

 

Ano 395 - Divisão do Império de Roma: Império do Ocidente e do Oriente.

. Invasão da Grécia pelos Visigodos.

. Ao morrer Teodósio I, este ano em Milão, deixa dois filhos de tenra idade, e confia a sua juventude ao Vandalo Stilicon, marido de sua sobrinha, e cujos talentos e serviços o elevaram à dignidade de Capitão General do exército. Segundo as intenções do príncipe Teodósio I, seus dois herdeiros devem exercer o Poder Soberano sem divisões, e reinar em capitais diferentes, sem romper a unidade do Império. O Governo do Ocidente cabe a Honório, mas Arcádio (o mais velho dos dois irmãos), coloca-o em Constantinopla de baixo da tutela do Galo Rufino, Prefeito do Pretório.

. Teodósio I, morre em Milão em Janeiro e foi no espaço de mais de meio século, o único Imperador que, com a sua habilidade militar e força de carácter, exerceu um controlo pessoal contínuo sobre o Império Romano. De certo modo é irónico que a sua morte deixe o Império nas mãos de duas nulidades como são seus filhos. Arcádio, que detém nominalmente o poder em Constantinopla, e Honório, Imperador em Milão. O controlo dinástico de Teodósio sobre o Império Portucalense, ainda mais com o seu casamento-após a morte da sua primeira mulher-com Gala, filha de Valentiniano I.

. Quando Teodósio morre repentinamente em Milão, este ano, o "renascimento" teodosiano acaba. Os seus dois filhos, Arcádio e Honório, vão dividir o Império Romano, entre si. Arcádio passa a Imperador do Oriente; Honório, a Imperador do Ocidente. Como governantes, serão incompetentes, meros joguetes das suas cortes.

.Átila, nascido por volta deste ano, vai-se impor como senhor de um vasto Império Bárbaro e tentar impor a sua autoridade a todos os Germanos. Por uma incursão até aos muros de Constantinopla, vai impor a sua suserania ao Império do Oriente, depois voltar-se-á para o Ocidente.

. Neste ano nasce Átila, vai suceder a seu tio Rugas no trono dos Hunos. Vangloriando-se de ter recebido a sua espada directamente do Deus dos Hunos. Considerar-se-á que é designado para assegurar "O Império do Universo" e vai apresentar-se como o "Punho de Deus, do qual o céu se serve para castigar as nações". avançara primeiro sobre o Império do Oriente, forjando um imenso reino desde o mar Cáspio ao Reno. Em seguida porá o Império do Ocidente a ferro e fogo, reclamando metade das suas terras como dote pelo seu casamento com Honória, irmã do Imperador, que lhe envia o seu anel. Com os Francos e os Vândalos, invade a Gália. Saqueia Metz, mas vai poupar Paris, onde Santa Genoveva persuadira os habitantes a permanecer na cidade. Atingindo o Loire, Átila cerca Orleães e o assalto final estará já decidido quando, a 24 de Junho, surgem os exércitos coligados de Valentiniano, sob as ordens de Aécio e de Teodorico I, rei dos Visigodos. Obrigado a levantar cerco, Átila retira-se para Troyes, nos Campos Cataláunicos, onde recomeça o combate. Será uma autêntica carnificina para ambos os lados e Átila, vencido, reagrupa as suas forças para lá do Reno.

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. Este ano Teodósio partilha o Império entre os seus dois filhos, ninguém tem consciência de que se trata de uma ruptura definitiva, entre o Oriente e o Ocidente. Não é a primeira vez que uma tal medida é tomada por razões de eficácia administrativa de resto, a língua e as instituições permanecem romanas. Não obstante, a divergência de interesses surge rapidamente, tanto no domínio económico como no cultural e religioso. Constantinopla prospera e afasta-se de Roma, submersa pelos bárbaros.

. Esteano, Alarico I, à cabeça dos Godos, arrasa a Trácia, a Macedónia, a Tessália e o Peloponeso, até que Estilicão o derrota em Foloé. Alarico dirige-se então contra Honório. Em duas investidas invade a Itália do Norte, mas Estilicão vence-o em Plaisance e em Verona. Alarico lança-se sobre Roma, onde entra de surpresa a 24 de Agosto.

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Penso: ... preocupada com a reviravolta da humanidade

PublicadoPor lazulli às 20:39
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Quarta-feira, 10 de Fevereiro de 2010

Do ano 69 ao ano 97 (1000 anos DC )

Ano 69 (821) - São poucos os acontecimentos históricos, ocorridos no decurso do Alto Império e relacionados com a Hispânia. Após a proclamação de Galba como imperador feita pelas legiões estabelecidas no extremo noroeste da Península, este ano, passa a ficar uma só legião, a VII Gemina, que se fixa no acampamento situado no lugar da Leão actual, conforme é estipulado por Vespasiano.
* Otão decide partir ao encontro de Vitélio, e é batido (vencido) no Norte de Itália, suicidando-se na sequência da derrota. Vitélio é o novo imperador, mas logo nas províncias orientais Vespasiano é aclamado pelas suas tropas e também ele marcha sobre Roma.

* Este ano, Vespasiano, depois de desbaratar as forças do seu adversário, assume a púrpura imperial, fundando a dinastia dos Flávios. Esta primeira guerra civil do período imperial é na realidade bem diferente das suas congéneres dos fins da República. Não se trata de todo, de um confronto entre cidadãos armados, defendendo perspectivas diferentes, corporizadas em prestigiados chefes político-militares entre generais que comandavam tropas profissionalizadas, dispostas a seguir os seus líderes, desde que fossem devidamente compensadas. A este respeito, são bem sintomáticas as pilhagens empreendidas pelas tropas de Vitélio no Norte da Península Itálica, ou a brutal ocupação da cidade de Roma que se segue à vitória sobre Otão. Em todo este conflito a Península Ibérica, contribuiu, afinal, com dois imperadores efémeros, que governaram, respectivamente, sete e três meses.
* A política de Otão, se bem que necessária, é demasiado severa e parcimoniosa para compensar o seu carácter desagradável. Depois de perder a primeira escaramuça contra as tropas de Vitélio, Otão suicida-se a 19 de Abril, sem esperar a chegada à Itália das legiões da Ilíria, que poderiam tê-lo salvo. Contudo Vitélio em breve se vê defrontado com a ameaça cuidadosamente organizada de Vespasiano, que foi proclamado pelos exércitos do Leste no princípio de Julho. O próprio Vespasiano vai para Alexandria, de onde pode controlar o fornecimento de trigo a Roma, e ganha o apoio do Ocidente mediante uma grande demonstração de força nos Balcãs, combinada com um rápido ataque a Itália. Após a derrota em Bedriacum, a resistência de Vitélio começa a ficar cada vez desorganizada, e ele próprio é morto quando as forças de Vespasiano entram em Roma, a 20 de Dezembro deste ano, Domiciano, filho de Vespasiano, é proclamado como César, e agora Roma espera o seu novo Augusto, que vai chegar para o ano.
* No decurso deste ano, os exércitos romanos do Danúbio, assim como os do Oriente, aliam-se contra Vitélio e atribuem o título de Imperador a Tito Flávio Vespasiano (imperador deste ano ao ano 79) que comanda as legiões da Palestina. Os governadores da Síria e do Egipto reconhecem logo o competente general, que toma a seu cargo a repressão da sublevação judaica. A decisão final mantém-se em seu favor quando as legiões da Panónia se declararam partidárias, invadindo a Itália e pondo fim ao domínio de Vitélio em Roma.
* Guerra Civil que leva os Flávios ao Poder. Vitélio, enviado por Galba como governador da Baixa Germânia, é ali proclamado no início do ano. Um mês depois, Otão, a quem Galba não havia tido em conta para a sucessão, é proclamado em Roma, pela Guarda Pretoriana e Galba é morto.
* Morte de Galba, subida ao poder de Otão, Vitélio.
* Vespasiano, é proclamado Imperador e ascende ao poder; após as proclamações de outros candidatos na Hispânia, na Germânia, em África e em Roma. No fim do ano parte para Roma dando entrada lá a 20 de Dezembro, deixando seu filho mais velho, Tito, de vinte e nove anos, encarregado da fase final da campanha: o cerco e captura de Jerusalém, que duraram de Abril a Setembro do ano seguinte. Em 22 de Dezembro, o Senado reconhece a Vespasiano os privilégios tribunicos e proconsulares. Vespasiano justifica a sua notória sovinice pelo imenso custo que tinham representado para o Império as guerras-civis deste ano e ano seguinte. Mas efectuou gastos importantes na reconstrução de Roma.
* Na aldeia de Gellep, há a revolta das tropas “batavich” em Novembro. Travaram uma batalha sangrenta com os romanos, uma grande quantidade de ossos sem caixões ou qualquer oferendas, amontoados em pequenos túmulos.
* Os últimos focos de resistência são reprimidos e a rebelião de um comandante auxiliar da Batávia, Júlio Civil, na Renânia esmagada. Todos os exércitos têm a sua palavra a dizer e as guerras civis estão a chegar ao fim.
* A revolta na Judeia é interrompida pela proclamação de Vespasiano.

Ano 70 (822) -
Em Agosto as legiões romanas implantam a sua bandeira no recinto sagrado dos judeus e fazem perante ela os seus sacrifícios. Apesar de metade de Jerusalém estar em poder do inimigo, das ruínas do Templo se elevarem para o céu colunas de fogo, os fanáticos judeus não se entregam.
* A rebelião judaica é derrotada (completada) por Tito com a destruição do Templo Herodiano de Jerusalém, e a sua queda. Tito ao conquistar Jerusalém manda demolir a dita fortaleza. Sobre as suas ruínas fazem-se mais tarde novas construções.
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Na Palestina, em 26 de Setembro, Tito consegue, com seis legiões e numerosas tropas auxiliares, conquistar Jerusalém, tenazmente defendida por forças judaicas. A cidade e o Templo são destruídos e 100 000 judeus tornam-se escravos, enquanto na guerra perderam a vida cerca de um milhão de judeus. O país é transformado em província romana, administrada a partir de Cesaria Palestina (em hebraico, Qesari), cidade da costa.
* Destruição de Jerusalém. Por represália, Tito manda destruir o segundo Templo Judaico. Os sobreviventes da rebelião entrincheiram-se em Masada.
* A destruição de Jerusalém e o estabelecimento no seu local da implantação da colónia romana de Aelia Capitolina, faz mais tarde desaparecer a cidade.

. Jerusalém é arrasada pelas legiões do Imperador, sob o comando de seu filho Titus. O Templo é saqueado e o conteúdo do lugar "mais sagrado dos sacros" é levado para Roma. Conforme descrição no Arco Triunfal de Titus, este conteúdo incluía o imenso candelabro de sete pontas, tão sagrado ao Judaísmo e possivelmente o Arco do Pacto.
* Em Outubro, Tito Flávio Vespasiano, o novo soberano chega a Itália depois de ter concluído a guerra contra os judeus e de ter confiado a seu filho Tito (39-81) a conquista de Jerusalém. Vespasiano e seu filho e sucessor Tito são duas personalidades relevantes no governo de Roma. Ambos são chefes competentes e prudentes de que necessita o império romano, pois se torna indispensável o cumprimento de tarefas de grande transcendência. Vespasiano em especial, tem de enfrentar graves problemas. Embora com as finanças imperiais arruinadas, tem de fazer face a duas dispendiosas guerras, que geram numerosas perdas.
* Depois deste ano, a vida judaica enfraquece muito, embora mantenha certa autonomia política. Continua existir uma academia e um tribunal supremo, primeiro em Jammia e depois noutras cidades, à frente das quais está um chefe com o título de nasi “Príncipe” Égvápxng, “Patriarca” que é reconhecido pelo Governo de Roma. Tem importantes atribuições.
A religião israelita sempre supriu uma forte motivação para trabalhar duro. À medida que amadurece para o judaísmo, torna-se maior a tónica, sobre o trabalho. Com a ascensão do judaísmo depois deste ano, seu impacto económico cresce.

* Depois da catástrofe deste ano, o culto sacrifical desaparece, a partir daqui, a vida religiosa centra-se à volta da Lei Tradicional, segundo a doutrina dos Fariseus. Os Saduceus, uma vez que a vida política e o exercício efectivo do sacerdócio, cessa, perdem a importância que tiveram até aqui. Também os Essénios e outros Grupos deixam de ter preponderância. Só os Samaritanos se mantêm até aos nossos dias. O Monoteísmo é o princípio religioso fundamental dos Judeus. O homem deve observar a Torah escrita e oral. Existiram apesar de tudo certas correntes de espiritualidade de tendência escatológica e mística.  Actividade dos doutores da lei, Tanaístas e Amorreus, na Palestina e na Babilónia, entre este ano e fins do séc.V, foi muito notável, tendo-se dedicado especialmente ao estudo e aplicação da Lei Tradicional segundo a interpretação farisaica.
* No decurso dos anos 70, Vespasiano consegue melhorar a situação, usando métodos de um verdadeiro Pai da Pátria, muitas vezes avaro e atento ao pormenor, mas cheio de vontade. Com a criação de novas fontes de impostos e a hábil aplicação dos recursos, demonstra verdadeira capacidade. No decurso do seu governo, a romanização das regiões Ocidentais do Império consolida-se. Atribuie a toda a Hispânia o chamado “direito latino”, que constitui um grau um pouco menor da cidadania romana, concedendo, assim, uma posição jurídica mais conforme com a importância que tem dentro do Império. Além disso, fundam-se novas Colónias e na área do rio Neckar são instituídos agri decumanes (terras do dízimo). Nesta época verifica-se também a construção do Coliseu de Roma e o alargamento do números de senadores para mil membros.
* Neste ano na fortaleza de Massada, após a destruição de Jerusalém, pelas legiões romanas há um suicídio colectivo dos últimos resistentes judeus ao domínio romano. Em seguida vem a Diáspora: a expulsão dos judeus da Palestina e sua dispersão pelo mundo romano. Relato do suicidio:
“Jerusalém havia caído, mas a luta arrastou-se por espaço de três anos na judeia, terminando com a captura da remota fortaleza de Massada, no deserto da judeia, na costa oeste do mar Salgado (mar morto). Foi aí que Eleazar, comandante do templo e chefe dos sicários, os extremistas zelotes, opôs sua última e desesperada resistência. A sofrer a morte às mãos dos romanos, aquela gente orgulhosa e resoluta preferiu o suicídio em massa. Depois de lacrimosos e comoventes adeuses, os homens mataram suas esposas e filhos. A seguir tiraram sortes, e um homem em cada vez matou nove, até que todos os 960 foram mortos – e o último homem mergulhou uma espada no próprio peito. Quando os romanos entraram não encontraram viva alma.
* Os romanos esmagam uma revolta dos judeus e destroem, pela segunda vez, o Templo de Jerusalém.
Serão os Sicários que, exasperando as paixões, suscitarão entre o povo judaico os movimentos de rebelião repetidos sem cessar e tão vãos, cujo final será a catástrofe deste ano.
* Os parentes dos sumos sacerdotes, estavam ligados ao poder, aproveitando a sua docilidade viviam também na opulência, como Marta, filha de Boethos, que adquiriu para o segundo marido Simão Ben Gamala, o cargo de sumo sacerdote por três qabs - cerca de sete litros - de dinheiro de oiro, que existia que estendessem tapetes diante de seus pés quando ia ao templo e que morreu, durante o cerco deste ano, não por uma flecha romana, mas por ter comido uma comida grosseira a que não estava habituada.
* Os escribas (casta sacerdotal, doutores da lei), pouco numerosos nas províncias, abundavam em Jerusalém. E a sua casta era tão unida, tão bem organizada, que conseguiram escapar em grande número à catástrofe deste ano, reagrupando-se, após a ruína de Jerusalém, na aldeola de Jamnia, ao sul do lago Tiberíades, que transformaram num centro religioso, onde se vai elaborar em grande parte o Talmude.
* Após a tormenta deste ano; os Essénios desaparecem totalmente da cena da história.
* A chamada Gemra de jerusalém constitui-se logo após a ruína da cidade santa neste ano, entre os doutores da lei refugiados nos arredores do lago Tiberíades.
* Os judeus estiveram aniquilados politicamente, após a destruição do Segundo Templo, por Tito, neste ano.
* A derrota da rebelião na Judeia, é completada por Tito este ano, com a destruição do Templo.
* O novo Augusto, chega a Roma em Outubro.
* O Arco de Tito em Roma, é erigido para comemorar o triunfo sobre a rebelião judaica, conseguida por

* Tito este ano, em nome de seu pai, Vespasiano. Os despojos do Templo destruído foram enviados para Roma em procissão triunfal
* Tito, destrói Jerusalém e arrasa o foco da fé judaica, o Templo, ficando apenas os alicerces.
* Conquista de Jerusalém por Tito.
* Jerusalém é arrasada pelas legiões do Imperador, sob o comando de seu filho Titus. O Templo é saqueado e o conteúdo do lugar “mais sagrado dos sacros” é levado para Roma.
* O Templo é saqueado por legiões romanas lideradas por Titus. Seu tesouro é roubado e levado para Roma, depois roubado de novo e levado para os Pirinéus.

Ano 71  (823) - Tito mostra claramente a Roma a grandeza da sua vitória, fazendo um desfile triunfal. No meio dos setencentos prisioneiros judeus, contam-se João de Grichala e Simão Bar Giora.

Ano 72 (824) - Sechem fica perto da actual Nablus, um nome derivado de nova cidade, ou Neápolis, que Vespasiano constroi após a reconquista da Palestina.
* É tomada Maqueronte (onde João morreu) um dos três centros da resistência Judaica. Fica situada no meio de um cenário selvagem e sombrio, na costa Oriental do mar morto, Flavius Silva põe-se em marcha contra a fortaleza de Masada com 15 mil soldados, respectivo séquito e escravos judeus.
* Quando o general romano Flávio Silva, finalmente toma posse de Masada (espectacular rocha de 400 metros de altura na orla do deserto da Judeia, que Herodes havia transformado em uma grande fortaleza) em fins deste ano, havia 960 insurgentes e refugiados na fortaleza, homens, mulheres e crianças.

Ano 73 (825) - A fortaleza de Masada e o palácio de Herodes que a domina, são destruidos pelos romanos, neste ano, após o fim da guerra contra os judeus.
* Masada, última fortaleza judaica, cai depois de um longo e cruel cerco.
* Queda de Masada (conquista da fortaleza de Masada).
* Na época do Novo Testamento, os judeus sofrem a ocupação militar de Roma, cujas legiões esmagam impiedosamente todas as suas tentativas de revolta neste ano e num outro.
* Masada fica na história como o último refúgio, neste ano, dos judeus que se revoltam contra Roma.
* Os sobreviventes da rebelião, entrincheirados em Masada, preferem suicidar-se a render-se, neste ano.
* Desaparecimento do último foco de resistência com o suicídio colectivo da fortaleza de Masada, Os judeus expulsos da Palestina, dispersam-se pelo Império romano. Este acontecimento fica conhecido como Diáspora.
* Captura da fortaleza de Massada.

Ano 74 - É sob os Flávios que se promove significativamente a municipalização dos principais centros urbanos da Lusitânia. Vespasiano generaliza aos aglomerados urbanos da Península Ibérica a concessão do Direito Latino. A generalização deste privilégio desencadeia a criação de vários novos municípios, em lugares onde se erguem já relevantes centros regionais. Por exemplo Flaviae (Chaves) ou Flavia Coninbriga.
* Sob os Flávios, com a generalização da concessão do Direito Latino por Vespasiano, e com a consequente multiplicação dos municípios, os privilégios da cidadania difundem-se largamente. Esta decisão tem consequências contraditórias. Por um lado a liberalização do acesso à cidadania corresponde ao reconhecimento da dignidade das elites locais. Por outro lado, acarreta também uma inevitável desqualificação do anterior privilégio e mesmo do papel desempenhado pelas mais altas magistraturas do Império, que passam a revestir progressivamente um carácter essencialmente honorífico.


Ano 76 (828) -
Depois do assassinato de Domiciano, ascende ao trono, o Viejo Nerva.
* Nascimento de Públi Aulo Adriano, em Itálica, a actual Sevilha. Adoptado após a morte de seu pai, por Trajano, foi o seu lugar-tenente em todas as guerras que aquele empreendeu, vindo a desposar aos 24 anos, a sobrinha Víbia Sabina, por vontade da imperatriz Plotina.

Ano 79 (831) - Tito é Imperador de Roma, sucedendo a Vespasiano ainda vivo. Sob o domínio dos Flávios, o princípio de sucessão baseia-se na herança familiar;  assim é que à morte de Vespasiano  a 24 de Junho deste ano, sucede-lhe o filho, o popular mas malogrado Tito. Apesar de Vespasiano lhe ter legado um império consolidado e com renovado esplendor, o novo soberano pouco tempo reina tendo morrido no meio da consternação geral.
* Grande erupção do Vesúvio em 24 de Agosto deste ano..
* Programa de construção de Augusto em Roma, Coliseu dedicado.


Ano 80 (832) - Incêndio em Roma no reinado de Tito.
* A Domus Aurea (“casa Dourada”) é ocupada pelo Coliseu este ano.
* O circo Máximo situado no vale compreendido entre o Palatino e o Aventino; é inaugurado por Tito este ano. A princípio além das corridas de quadrigas, têm lugar também combates de cavaleiros entre gladiadores, assim como lutas entre animais selvagens. (na Idade Média vai receber o nome de Coliseu).
* O reinado de Tito é marcado pelas fortes somas despendidas sobretudo com a inauguração do Anfiteatro Flávio (o Coliseu) e com a reconstrução de Roma após um incêndio que assolou a cidade.
* O Anfiteatro Flávio (o Coliseu) é começado a construir por Vespasiano e terminado pelos seus filhos Tito e Domiciano.  Com mais de 50m de alt., cobre uma àrea elipsóide com 188x156m. É inaugurado este ano. Tem a capacidade para cerca de 70 000 espectadores.
* Deste ano ao ano 115, sob o regime de Raban Gamaliel II, a décima segunda bênção ou birkat ha-minim l” Benção relativa aos heréticos) é reformada para se aplicar aos cristãos e isso parece ser o elemento pelo qual os adeptos judaicos de cristo são mandados para fora da sinagoga.

Ano 81 (833) - Em 13 de Setembro deste ano, morre Tito filho de Vespasiano. O sucessor e irmão de Tito, Domiciano (Titus Flavius, imperador deste ano, ao ano 96), não apresenta tão boa imagem. Parece ser uma pessoa desequilibrada, isolada, acabando vitima do que é  chamado a “loucura dos Césares”, e fazendo-se chamar “Senhor e Deus”. Contudo não deixa de ter qualidades de governante e organizador. O seu carácter despótico manifestoa-se contra a aristocracia romana, que tem de suportar as consequências do temor sempre crescente de Domiciano pelas conspirações. Em contrapartida, a plebe das cidades e das províncias admiram-no e nomeia-o para as governar governadores competentes.
* Domiciano é uma personalidade complexa, em que o puritanismo moral e o arcaísmo religioso (manda sepultar viva uma virgem vestal adúltera) se combinam com uma intolerância tirânica.

Ano 86 (838) - Deste ano ao ano 92, guerras Dácias.

Ano 89 - Neste ano e seguinte, Domiciano tem de reprimir a revolta de António Saturnino na Germânia.

Ano 96 (848) - Domiciano, o imperador, tem uma intolerante tirania que faz com que os últimos anos do seu reinado degenerem uma perseguição sangrenta aos que expressam publicamente a sua oposição ao imperador, especialmente os filósofos.
* Domiciano acentua, a sua despótica atitude para com o Senado e a nobreza, é vítima de uma conspiração palaciana em que participa a sua própria esposa. Após o inesperado assassínio de Domiciano na conspiração palaciana de 18 de Setembro, aparece o atractivo Nerva como candidato imperial. Conspiradores e Senado agrupam-se, rapidamente, à volta do já septnagenário, senador Marco Coceio Nerva (Imperador deste ano ao ano 98), como pessoa geralmente apreciada e respeitada que é. Como não tem filhos sabe-se que o seu reinado será apenas uma espécie de transição. A dinastia Flávia termina com Domiciano, sob cujo império é conquistada a maior parte da Britânia, que passa a estar protegida por uma linha defensiva (limes), assim como a região decumana. Os Flávios trazem para Roma e para o Império numerosos benefícios. É uma época bem sucedida na defesa de todas as fronteiras do Império.
* Este ano S. Clemente, papa, escreve que Paulo veio ao extremo Ocidente.

Ano 97 (849) - Após um motim da guarda pretoriana, neste ano, Nerva adopta Marco Úlpio Trajano, comandante das legiões da Germânia Superior, personalidade de grande competência e a quem transfere os privilégios tribunicos e o direito de comando das províncias e do exército (imperium proconsulare maius). Além disso, outorga-lhe o título de César e nomeia-o oficialmente co-regente e sucessor. Trajano nasceu em Itálica, a mais antiga colónia romana na Hispânia, na actual Andaluzia.

* Trajano começa a reinar junto com Nerva.

Penso: ... mal com a nova e mesma Invasão do solo Europeu

PublicadoPor lazulli às 22:06
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Sábado, 17 de Outubro de 2009

Do ano 61 dC ao ano 68 dC (1000 dC)

Ano 61 (813) - No Ocidente, o culto do imperador não só foi encorajado pelo Estado como até se tornou popular. A organização podia ser deixada ao cuidado dos próprios provincianos, e os funcionários locais tinham todo o gosto em se tornarem sacerdotes de Augusto (flamines Augusti) e em serem reconhecidos como bons amigos de Roma. É significativo o facto de o Templo de Cláudio em Colchester ter sido arrasado como gesto simbólico de desafio, quando a rainha britânica Bodícia se revoltou contra Roma, este ano, provocando um revês romano na e.
* Assalto a Mona pelas tropas romanas. (liv. Os Celtas)

Ano 60 (812) - Estabelecem-se colónias aqui e além, pela Itália.
* Desenvolve-se a política de Nero.
* Nasce Trajano, de uma família nobre da província da Bética na Espanha.
* A subjugação da Britânia prossegue com dureza, o que leva à rebelião da Boudicea, neste ano e ano seguinte, sendo a ira dos Bretões dirigida em particular contra a colónia de veteranos de Camulodunm (Colchester) tida como símbolo de opressão romana, e contra a capital provincial, Londres.

Ano 62 (814) - Ano das leituras das poesias.
* Consules: P. Marius e L. Asinnius.

Ano 63 (815) - Não se respira durante os primeiros anos do reinado de Nero, mas para sentir com mais força o horror dos últimos nove anos. Nero poeta de talento, não é estranho à virtude.
* Incorporação da Palestina no Império Romano, por Pompeu.
* Numerosos Judeus pensaram chamar um árbitro. Constitui-se um “
terceiro partido” que envia uma delegação a um poderoso estrangeiro que se encontra então, na Primavera deste ano, em Damasco. Pouco depois, cada um dos dois irmãos inimigos vai junto do mesmo para que, mediante moeda sonante, aceitasse a ajudá-la. O estrangeiro a quem essas rãs oferecem tão ingenuamente um ceptro, não é outro senão Pompeu.
* Os convites dos Judeus para intervirem em sua casa não deixaPompeu indiferente.

Ano 64 (816) - A Roma imperial é um enorme complexo, com uma população que talvez exceda o milhão, vivendo em grande parte em condições assustadoras. A miséria dos bairros pobres contrasta com a magnificência dos edifícios públicos construídos por sucessivos imperadores, a começar por Augusto:Augusto embelezou tanto a cidade que se justifica o seu alarde:” Encontrei uma cidade de tijolo e deixei uma cidade de mármore”. Uma nova transformação tem lugar no tempo de Nero, no seguimento do desastroso incêndio deste ano. Das 14 regiões em que Roma estava dividida, apenas 4 ficam intactas. Três são totalmente destruídas e nas outras sete, algumas casas sobrevivem ao incêndio, embora muito danificadas”.
* Em Julho, um grande incêndio destrói um terço de Roma e faz milhões de vítimas. O imperador Nero reconstrói a cidade, segundo um plano moderno. A cólera popular volta-se para os cristãos, que são submetidos a atrozes suplíci-os; revestidos de resina, servem para iluminar os jardins de Nero.
* O Grande incêndio de Roma começa a 18 de Junho deste ano e dura nove dias. Muitos pensam que tenha sido o próprio imperador que o inicia por isso; para afastar os rumores, Nero leva a tribunal e sujeita às suas refinadas torturas aqueles que o povo odiava, pelos seus crimes e chamava cristãos.
* Em 18/19 de Junho/Julho durante a lua cheia começam grande incêndio de Roma, que dura nove dias, no tempo de Nero (Lúcio Domicio), que é acusado do incêndio e que por sua vez acusa os cristãos e tortura-os. O povo odiava-os pelos seus crimes.
* Nero, para desviar a cólera do seu povo, acusa os cristãos de serem os autores da grande catástrofe deste ano que destruiu com o incêndio grande parte de Roma e leva a cabo a primeira perseguição sangrenta contra eles, durante a qual muitos cristãos são torturados e queimados, atados e postos, como tochas festivas. A multidão enfurece-se contra eles, mas esta perseguição não se repete. É difícil saber se a actuação de Nero é ou não popular. O espectáculo público que a morte dos cristãos no circo proporciona, entusiasma escumalha romana. Por outro lado a violência é praticada sobre uma minoria que se encontra em oposição absoluta com o Estado antigo, dado que, além de rejeitar o culto ao imperador (honras litúrgicas ao imperador divinizado) nega o politeísmo de tal modo que em vez do panteão greco-romano, considera que a crença num só Deus, no âmbito de uma crença que aspira à universalidade tende a estabelecer a unidade do homem e da natureza de um modo completamente novo.
* Aquando do incêndio que devasta a maior parte da cidade de Roma, os cristãos são acusados de o ter acendido voluntariamente, levados a isso pelo seu “
ódio ao género humano”.
* A expansão do cristianismo foi obra dos discípulos de Jesus, os apóstolos, que, através de suas pregações, difundem o cristianismo pelo mundo romano. Papel destacado no processo de difusão da
nova religião têm os apóstolos Pedro, considerado o fundador da igreja cristã e primeiro bispo
de Roma, e Paulo, realiza a conversão dos gentios. Ambos são mortos pelos romanos este ano.
* A actividade missionária de Pedro, leva-o a Roma. Não muito depois do incêndio, S. Pedro e S. Paulo são martirizados em Roma. Pedro é crucificado no Monte Vaticano, durante a perseguição de Nero.
* Após o grande incêndio de Roma, este ano, Nero percorre toda a Grécia em busca de obras de arte para embelezar a cidade restaurada, e é voz corrente entre os romanos que ele próprio tem alguma coisa a ver com o incêndio de Roma, que lhe permitiria construir uma grandiosa capital sobre as ruínas. Ao escolher os cristãos, seita nova e impopular, como incendiários plausíveis (acreditam no fim iminente do mundo pelo fogo), Nero verifica que os terríveis castigos que lhes impõe (morte pelo fogo na arena) lhes angaria simpatias e o torna a si próprio mais impopular.

Ano 65 (817) - A Síria torna-se província romana.
* A conspiração contra Nero é cruelmente reprimida. É o prenuncio do declínio dos últimos anos do seu reinado e o fim da linhagem Júlio-Claudiana.

Ano 66 (818) - Insurreição entre este ano e o ano 135 dc. Finalmente há as grandes revoltas na Palestina em grau superior e que agitam o império Oriental. Não há paralelismo a esta sequência de eventos em qualquer outro território governado por Roma. Após alguns anos de descontentamento, a Judeia revolta-se, sendo tal revolta reprimida por Vespasiano e por seu filho Tito. A grande revolta e o cerco de Jerusalém, constitui um dos eventos mais importantes e aterradores na história judaica. No fim deste ano, a revolta na Palestina, perturba também a calma do mundo Ocidental. Vespasiano, manda reprimir a Revolta, a um general mais poderoso que Corbulon.

. Ergue-se na Palestina uma Revolta contra o jugo romano.
* Nero empreende uma espectacular viagem pela Grécia, regressando a Roma com mais de 1600 coroas de vitórias teatrais e atléticas, mas a sua posição começa a detiorar-se.
* Séneca suicida-se.
* A comunidade é ameaçada pelos romanos na rebelião deste ano.
* Deste ano ao ano 70: “Fim dos tempos”
* O esquema de seu acampamento é defensivo e este é suprido com uma torre de observação e verdadeiramente, parece ter sido atacado e destruído pelos romanos quando o fim dos tempos adveio nestes anos.
* Os monges de Qumram, são Essênios
* Catástrofe
* A revolta começa na Cesaréia, não em Jerusalém, seguindo-se a um processo greco-judaico em que os gregos ganham.
* Primeira revolta judaica, deste ano até ao ano 73. A confrontação imediata com as tropas de ocupação romana (que na Palestina, são sobretudo, constituídas por gente de baixíssima extracção social), levou a duas terríveis guerras. Delas resulta que a Judeia fica praticamente transformada num deserto. Os judeus deixam de poder dispor do território do seu Estado. Uma destas guerras é a deste ano ao ano 70, sob Vespasiano e Tito. Contemporânea desta confrontação militar romano-judaica está a resistência dos cristãos à atitude dos romanos para com eles.
* Este ano há a primeira revolta judaica. A título de represália, os romanos destroem mais tarde Jerusalém e o seu templo.
* Após o massacre da guarnição em, Jerusalém, o embaixador romano na Síria, Céstio Galo, reúne uma grande força em Acre e marcha contra a cidade. Quando alcança os arrabaldes, fica aterrorizado com a força de resistência Judia e ordena uma retirada com uma força enorme, não menos de quatro legiões: a 5ª e 10ª, a 12ª e a 15ª, estando concentrada na Judeia, e um dos generais mais experientes do império, Tito Flávio Vespasiano, recebe o comando.

Ano 67 (819) - Nero passa na Grécia todo este ano.
* Principia a revolta geral contra os romanos, que leva à destruição de Jerusalém e do seu templo. Porém a rebelião não é completamente esmagada.
* Um grupo de rebeldes fanáticos, fixa-se em Masada, sob o comando de Eleazer Ben Ya’ir, e era uma questão de prestígio para Roma liquidar também este último ninho de resistência.
* Masada é um dos lugares altos da história do povo de Israel. É lá que no fim da revolta de (67-73) algumas centenas de Judeus se opõem numa derradeira e heróica resistência ao ocupante romano. Masada representa, por outro lado, uma das obras-primas arquitecturais e artísticas da Judeia da época herodiana, ao mesmo tempo que testemunha a fria determinação dos sitiantes romanos.
* Nos fins do mês de Outubro, a Galileia fica inteiramente dominada. Entre os prisioneiros conta-se também Josefo, o Generalíssimo. Amarram-no com cadeias e a partir deste momento ele contempla por ordem de Vespasiano e do quartel-general deste, todo o desenrolar da Campanha. Seis mil judeus são levados como escravos para Corinto, para a construção do canal.

Ano 68 - A 9 de Junho deste ano, Nero suicida-se (?) faz-se(?) matar por um liberto e ao expirar, murmura: "Que artista perde o mundo!" Deixando de ser imperador e ascende ao Poder Galba.
* As guerras civis deste ano e do ano seguinte, põem fim à dinastia Júlio-Claudiana, que vem desde o ano 14. Até esta data, o exército manteve a sua lealdade para com os herdeiros de Augusto. Com a morte de Nero, extingue-se a “dinastia” dos Augustos.
* Corte profundo na história do Principado. No entanto, este princípio político está tão arreigado em todo o Império que não volta a dar-se por qualquer acto em favor da República, embora o espírito republicano de modo algum tenha desaparecido como projecto. Mas a única verdadeira questão consiste em saber quem deve ser o novo príncipe e onde deve ele ser recrutado. No baixo Reno é preciso reprimir a perigosa sublevação dos Batavos, que quase leva à criação de um reino galo-romano que se estende por ambas as margens do rio. Vespasiano tem de levar a cabo esta acção com um exército que, desde as desordens deste ano, se transforma numa soldadesca indisciplinada, mais perigosa para os seus próprios concidadãos que para os inimigos externos.
* O período de guerra civil que se segue ao reinado de Nero, este ano, volta a trazer a Península Ibérica para a primeira linha dos acontecimentos da história do Império Romano. Este ano, Sulpício Galba, legado da Tarraconense, ergue-se contra Roma, com o apoio do seu amigo Sálvio Otão, legado da Lusitânia, e faz-se proclamar imperador na Hispânia. Galba instala-se em Roma e proclama Pisão seu herdeiro político, desprezando, portanto, o seu amigo Otão. Este promove uma rebelião palaciana, que vai culminar no assassinato de Galba e na sua proclamação como imperador de Roma. Enquanto estes acontecimentos têm lugar, Vitélio, um general da fronteira germânica, rebela-se por seu turno, e marcha com um poderoso exército sobre Roma.
* Há uma crise; a rebelião de Vindice. Na primavera, um senador gaulês chamado Júlio Vindex, que governa a província da Gália Lugdunense, contacta os comandantes provinciais, numa tentativa de os levar a revoltarem-se. O seu apelo é ouvido por Galba o velho governador da Hispânia Tarraconense, que acede a ser proclamado imperador com o apoio de Vindex e da pequena guarnição Hispânica, a que se junta uma outra legião, recrutada por ele próprio. Vindex é eliminado em Vesanção (Besançon), pelo governador da alta Germânia, Virginio Rufo, que é ele próprio proclamado imperador pelo seu exército, mas que se recusa a aceitar. Rufo apoia Galba, mas é substituido no cargo de governador.
* Deste ano ao ano seguinte; de Tácito, chega o conhecimento de Veleda, descrita como a profetisa e inspiração dos Brúcteros, uma tribo transreana que toma parte na revolta de Civilis estes anos. Veleda é uma palavra céltica que induz a função de vidente, mas o mais natural com os Brúcteros é que se trata mais de uma das antigas tribos celtas transrennas, nesse sentido germanicas, do que um povo de língua teutónica com um titulo adquirido fora, para o seu oráculo.
* Na Primavera, os Gauleses e Germanos da 10ª legião de Tito fazem no mar Morto, uma limpeza terrível. O mosteiro é parcialmente destruído, depois ocupado pelos soldados; os monges fogem ou são massacrados. Não sem esconderem nas grutas da falésia vizinha os seus mais preciosos tesouros, os seus livros sagrados.
* Após o suicídio de Nero (9 de Junho) Rufo apoia Galba mas é substituído no cargo de governador.
* Qumran, em cujas proximidades foram descobertos os manuscritos do mar Morto: A localidade de Qumran não é mencionada na Bíblia, pelo menos com este nome. Quanto à comunidade que aí se tinha instalado, e que está certamente na origem dos célebres manuscritos, parece que terá permanecido lá desde o ano 4 antes de Cristo até este ano. Este período corresponde ao da vida de Jesus e aos inícios da Igreja cristã. Nada sabemos sobre os inícios da comunidade do mar Morto, a não ser que ela, provavelmente, era constituída por Essénios.


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