Segunda-feira, 21 de Março de 2016

Do ano 303 ao ano 395 d.c. (1000 anos d.c.)

Ano 303 - "Grande Perseguição" aos cristãos, desde este ano até ao ano seguinte.

Em 23 de Fevereiro, na festa das Terminalia, há perseguição aos cristãos em Nicomedia, e a Igreja de Nicomedia é arrasada.

A perseguição à Igreja é baseada na acusação feita aos cristãos de terem tentado pôr fogo ao Palácio Imperial.

 Na sua luta contra o cristianismo, Diocleciano subestima no seu cálculo doutrinário a eficácia das medidas persecutórias o que, em verdade, é a única vez que sucede. Deste modo a sua perseguição contra os cristãos este ano e seguinte, é inútil.

. As Comunidades cristãs peninsulares (Ibérica) reúnem-se no Concílio de Elvira (Granada), este ano, tendo já 19 bispos e 24 presbíteros. Três dos bispos são da Lusitânia: Libério de Mérida, Vicente de Ossónoba e Quinciano de Évora.

. Este ano, dá-se o Início da Perseguição aos Judeus.

 

Ano 313 - O Edicto de Milão, promulgado por Constantino Magno, proíbe a perseguição ao cristianismo no Império Romano.

 

Ano 314 - Este ano, Constantino manda reunir um Sínodo em Arles (Provença), com vista a dilucidar alguns aspectos internos da Igreja que ameaçam adquirir relevância política. Seja, por exemplo, a polémica Donastie (assim chamada pelo nome do bispo Donato de Cartago, que insiste na exclusão da Igreja de todos os pecadores).

. Ano do Édito de Milão; pelo qual o Imperador Constantino declara a protecção Oficial das Autoridades Romanas ao Cristianismo.

 

Ano 332 - Devido à Tradição que situa a sepultura de Pedro ao pé da colina do Vaticano, Constantino manda aí erguer uma Basílica, este ano.

. A partir deste ano os arrendatários, ficam vinculados à gleba. Os donos dos domínios passam a ter poder senhorial e de governo, muitas vezes por simples usurpação.

 

Ano 350 - Desde este ano, Tribos germânicas Ocidentais mais pequenas (por exemplo: Sálios, Camavos, Bructeros, Usípios, Ansivários), que no seu conjunto se chamam "Francos", estendem-se desde os rios Ems, Lips, Reno, Mosela, passando pelo Mosa e Escalda, até chegarem ao Soma; Dinastia Merovíngia.

 

Ano 354 - Santo Agostinho, desde este ano até ao ano 430, o mais influente de todos os teólogos latinos, argumenta que os judeus, por sua mera existência, são parte do Plano de Deus, de vez que são testemunhas da verdade do cristianismo, com sua falha e humilhação simbolizando o triunfo da Igreja sobre a Sinagoga.

 

Ano 366 - O Pagão Amiano Marcelino comenta este ano a mundanização do clero cristão: “Quem tiver a sorte de alcançar a dignidade de bispo de Roma tem o futuro garantido. Recebe prendas das matronas, anda de carro, veste esplendidamente e faz que lhe sirvam banquetes magníficos, de modo que a sua mesa ultrapassa em muito a de um rei!” (Amiano Marcelino, 27,3,14.)

 

Ano 373 - O século IV vê a heresia instalada na África do Norte (Santo Agostinho passa a ser maniqueísta desde este ano), Ásia Menor, Grécia, Ilíria e até na Gália e Espanha.

 

Ano 395 - Divisão do Império de Roma: Império do Ocidente e do Oriente.

. Invasão da Grécia pelos Visigodos.

. Ao morrer Teodósio I, este ano em Milão, deixa dois filhos de tenra idade, e confia a sua juventude ao Vandalo Stilicon, marido de sua sobrinha, e cujos talentos e serviços o elevaram à dignidade de Capitão General do exército. Segundo as intenções do príncipe Teodósio I, seus dois herdeiros devem exercer o Poder Soberano sem divisões, e reinar em capitais diferentes, sem romper a unidade do Império. O Governo do Ocidente cabe a Honório, mas Arcádio (o mais velho dos dois irmãos), coloca-o em Constantinopla de baixo da tutela do Galo Rufino, Prefeito do Pretório.

. Teodósio I, morre em Milão em Janeiro e foi no espaço de mais de meio século, o único Imperador que, com a sua habilidade militar e força de carácter, exerceu um controlo pessoal contínuo sobre o Império Romano. De certo modo é irónico que a sua morte deixe o Império nas mãos de duas nulidades como são seus filhos. Arcádio, que detém nominalmente o poder em Constantinopla, e Honório, Imperador em Milão. O controlo dinástico de Teodósio sobre o Império Portucalense, ainda mais com o seu casamento-após a morte da sua primeira mulher-com Gala, filha de Valentiniano I.

. Quando Teodósio morre repentinamente em Milão, este ano, o "renascimento" teodosiano acaba. Os seus dois filhos, Arcádio e Honório, vão dividir o Império Romano, entre si. Arcádio passa a Imperador do Oriente; Honório, a Imperador do Ocidente. Como governantes, serão incompetentes, meros joguetes das suas cortes.

.Átila, nascido por volta deste ano, vai-se impor como senhor de um vasto Império Bárbaro e tentar impor a sua autoridade a todos os Germanos. Por uma incursão até aos muros de Constantinopla, vai impor a sua suserania ao Império do Oriente, depois voltar-se-á para o Ocidente.

. Neste ano nasce Átila, vai suceder a seu tio Rugas no trono dos Hunos. Vangloriando-se de ter recebido a sua espada directamente do Deus dos Hunos. Considerar-se-á que é designado para assegurar "O Império do Universo" e vai apresentar-se como o "Punho de Deus, do qual o céu se serve para castigar as nações". avançara primeiro sobre o Império do Oriente, forjando um imenso reino desde o mar Cáspio ao Reno. Em seguida porá o Império do Ocidente a ferro e fogo, reclamando metade das suas terras como dote pelo seu casamento com Honória, irmã do Imperador, que lhe envia o seu anel. Com os Francos e os Vândalos, invade a Gália. Saqueia Metz, mas vai poupar Paris, onde Santa Genoveva persuadira os habitantes a permanecer na cidade. Atingindo o Loire, Átila cerca Orleães e o assalto final estará já decidido quando, a 24 de Junho, surgem os exércitos coligados de Valentiniano, sob as ordens de Aécio e de Teodorico I, rei dos Visigodos. Obrigado a levantar cerco, Átila retira-se para Troyes, nos Campos Cataláunicos, onde recomeça o combate. Será uma autêntica carnificina para ambos os lados e Átila, vencido, reagrupa as suas forças para lá do Reno.

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. Este ano Teodósio partilha o Império entre os seus dois filhos, ninguém tem consciência de que se trata de uma ruptura definitiva, entre o Oriente e o Ocidente. Não é a primeira vez que uma tal medida é tomada por razões de eficácia administrativa de resto, a língua e as instituições permanecem romanas. Não obstante, a divergência de interesses surge rapidamente, tanto no domínio económico como no cultural e religioso. Constantinopla prospera e afasta-se de Roma, submersa pelos bárbaros.

. Esteano, Alarico I, à cabeça dos Godos, arrasa a Trácia, a Macedónia, a Tessália e o Peloponeso, até que Estilicão o derrota em Foloé. Alarico dirige-se então contra Honório. Em duas investidas invade a Itália do Norte, mas Estilicão vence-o em Plaisance e em Verona. Alarico lança-se sobre Roma, onde entra de surpresa a 24 de Agosto.

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Penso: ... preocupada com a reviravolta da humanidade

PublicadoPor lazulli às 20:39
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Quarta-feira, 10 de Fevereiro de 2010

Do ano 69 ao ano 97 (1000 anos DC )

Ano 69 (821) - São poucos os acontecimentos históricos, ocorridos no decurso do Alto Império e relacionados com a Hispânia. Após a proclamação de Galba como imperador feita pelas legiões estabelecidas no extremo noroeste da Península, este ano, passa a ficar uma só legião, a VII Gemina, que se fixa no acampamento situado no lugar da Leão actual, conforme é estipulado por Vespasiano.
* Otão decide partir ao encontro de Vitélio, e é batido (vencido) no Norte de Itália, suicidando-se na sequência da derrota. Vitélio é o novo imperador, mas logo nas províncias orientais Vespasiano é aclamado pelas suas tropas e também ele marcha sobre Roma.

* Este ano, Vespasiano, depois de desbaratar as forças do seu adversário, assume a púrpura imperial, fundando a dinastia dos Flávios. Esta primeira guerra civil do período imperial é na realidade bem diferente das suas congéneres dos fins da República. Não se trata de todo, de um confronto entre cidadãos armados, defendendo perspectivas diferentes, corporizadas em prestigiados chefes político-militares entre generais que comandavam tropas profissionalizadas, dispostas a seguir os seus líderes, desde que fossem devidamente compensadas. A este respeito, são bem sintomáticas as pilhagens empreendidas pelas tropas de Vitélio no Norte da Península Itálica, ou a brutal ocupação da cidade de Roma que se segue à vitória sobre Otão. Em todo este conflito a Península Ibérica, contribuiu, afinal, com dois imperadores efémeros, que governaram, respectivamente, sete e três meses.
* A política de Otão, se bem que necessária, é demasiado severa e parcimoniosa para compensar o seu carácter desagradável. Depois de perder a primeira escaramuça contra as tropas de Vitélio, Otão suicida-se a 19 de Abril, sem esperar a chegada à Itália das legiões da Ilíria, que poderiam tê-lo salvo. Contudo Vitélio em breve se vê defrontado com a ameaça cuidadosamente organizada de Vespasiano, que foi proclamado pelos exércitos do Leste no princípio de Julho. O próprio Vespasiano vai para Alexandria, de onde pode controlar o fornecimento de trigo a Roma, e ganha o apoio do Ocidente mediante uma grande demonstração de força nos Balcãs, combinada com um rápido ataque a Itália. Após a derrota em Bedriacum, a resistência de Vitélio começa a ficar cada vez desorganizada, e ele próprio é morto quando as forças de Vespasiano entram em Roma, a 20 de Dezembro deste ano, Domiciano, filho de Vespasiano, é proclamado como César, e agora Roma espera o seu novo Augusto, que vai chegar para o ano.
* No decurso deste ano, os exércitos romanos do Danúbio, assim como os do Oriente, aliam-se contra Vitélio e atribuem o título de Imperador a Tito Flávio Vespasiano (imperador deste ano ao ano 79) que comanda as legiões da Palestina. Os governadores da Síria e do Egipto reconhecem logo o competente general, que toma a seu cargo a repressão da sublevação judaica. A decisão final mantém-se em seu favor quando as legiões da Panónia se declararam partidárias, invadindo a Itália e pondo fim ao domínio de Vitélio em Roma.
* Guerra Civil que leva os Flávios ao Poder. Vitélio, enviado por Galba como governador da Baixa Germânia, é ali proclamado no início do ano. Um mês depois, Otão, a quem Galba não havia tido em conta para a sucessão, é proclamado em Roma, pela Guarda Pretoriana e Galba é morto.
* Morte de Galba, subida ao poder de Otão, Vitélio.
* Vespasiano, é proclamado Imperador e ascende ao poder; após as proclamações de outros candidatos na Hispânia, na Germânia, em África e em Roma. No fim do ano parte para Roma dando entrada lá a 20 de Dezembro, deixando seu filho mais velho, Tito, de vinte e nove anos, encarregado da fase final da campanha: o cerco e captura de Jerusalém, que duraram de Abril a Setembro do ano seguinte. Em 22 de Dezembro, o Senado reconhece a Vespasiano os privilégios tribunicos e proconsulares. Vespasiano justifica a sua notória sovinice pelo imenso custo que tinham representado para o Império as guerras-civis deste ano e ano seguinte. Mas efectuou gastos importantes na reconstrução de Roma.
* Na aldeia de Gellep, há a revolta das tropas “batavich” em Novembro. Travaram uma batalha sangrenta com os romanos, uma grande quantidade de ossos sem caixões ou qualquer oferendas, amontoados em pequenos túmulos.
* Os últimos focos de resistência são reprimidos e a rebelião de um comandante auxiliar da Batávia, Júlio Civil, na Renânia esmagada. Todos os exércitos têm a sua palavra a dizer e as guerras civis estão a chegar ao fim.
* A revolta na Judeia é interrompida pela proclamação de Vespasiano.

Ano 70 (822) -
Em Agosto as legiões romanas implantam a sua bandeira no recinto sagrado dos judeus e fazem perante ela os seus sacrifícios. Apesar de metade de Jerusalém estar em poder do inimigo, das ruínas do Templo se elevarem para o céu colunas de fogo, os fanáticos judeus não se entregam.
* A rebelião judaica é derrotada (completada) por Tito com a destruição do Templo Herodiano de Jerusalém, e a sua queda. Tito ao conquistar Jerusalém manda demolir a dita fortaleza. Sobre as suas ruínas fazem-se mais tarde novas construções.
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Na Palestina, em 26 de Setembro, Tito consegue, com seis legiões e numerosas tropas auxiliares, conquistar Jerusalém, tenazmente defendida por forças judaicas. A cidade e o Templo são destruídos e 100 000 judeus tornam-se escravos, enquanto na guerra perderam a vida cerca de um milhão de judeus. O país é transformado em província romana, administrada a partir de Cesaria Palestina (em hebraico, Qesari), cidade da costa.
* Destruição de Jerusalém. Por represália, Tito manda destruir o segundo Templo Judaico. Os sobreviventes da rebelião entrincheiram-se em Masada.
* A destruição de Jerusalém e o estabelecimento no seu local da implantação da colónia romana de Aelia Capitolina, faz mais tarde desaparecer a cidade.

. Jerusalém é arrasada pelas legiões do Imperador, sob o comando de seu filho Titus. O Templo é saqueado e o conteúdo do lugar "mais sagrado dos sacros" é levado para Roma. Conforme descrição no Arco Triunfal de Titus, este conteúdo incluía o imenso candelabro de sete pontas, tão sagrado ao Judaísmo e possivelmente o Arco do Pacto.
* Em Outubro, Tito Flávio Vespasiano, o novo soberano chega a Itália depois de ter concluído a guerra contra os judeus e de ter confiado a seu filho Tito (39-81) a conquista de Jerusalém. Vespasiano e seu filho e sucessor Tito são duas personalidades relevantes no governo de Roma. Ambos são chefes competentes e prudentes de que necessita o império romano, pois se torna indispensável o cumprimento de tarefas de grande transcendência. Vespasiano em especial, tem de enfrentar graves problemas. Embora com as finanças imperiais arruinadas, tem de fazer face a duas dispendiosas guerras, que geram numerosas perdas.
* Depois deste ano, a vida judaica enfraquece muito, embora mantenha certa autonomia política. Continua existir uma academia e um tribunal supremo, primeiro em Jammia e depois noutras cidades, à frente das quais está um chefe com o título de nasi “Príncipe” Égvápxng, “Patriarca” que é reconhecido pelo Governo de Roma. Tem importantes atribuições.
A religião israelita sempre supriu uma forte motivação para trabalhar duro. À medida que amadurece para o judaísmo, torna-se maior a tónica, sobre o trabalho. Com a ascensão do judaísmo depois deste ano, seu impacto económico cresce.

* Depois da catástrofe deste ano, o culto sacrifical desaparece, a partir daqui, a vida religiosa centra-se à volta da Lei Tradicional, segundo a doutrina dos Fariseus. Os Saduceus, uma vez que a vida política e o exercício efectivo do sacerdócio, cessa, perdem a importância que tiveram até aqui. Também os Essénios e outros Grupos deixam de ter preponderância. Só os Samaritanos se mantêm até aos nossos dias. O Monoteísmo é o princípio religioso fundamental dos Judeus. O homem deve observar a Torah escrita e oral. Existiram apesar de tudo certas correntes de espiritualidade de tendência escatológica e mística.  Actividade dos doutores da lei, Tanaístas e Amorreus, na Palestina e na Babilónia, entre este ano e fins do séc.V, foi muito notável, tendo-se dedicado especialmente ao estudo e aplicação da Lei Tradicional segundo a interpretação farisaica.
* No decurso dos anos 70, Vespasiano consegue melhorar a situação, usando métodos de um verdadeiro Pai da Pátria, muitas vezes avaro e atento ao pormenor, mas cheio de vontade. Com a criação de novas fontes de impostos e a hábil aplicação dos recursos, demonstra verdadeira capacidade. No decurso do seu governo, a romanização das regiões Ocidentais do Império consolida-se. Atribuie a toda a Hispânia o chamado “direito latino”, que constitui um grau um pouco menor da cidadania romana, concedendo, assim, uma posição jurídica mais conforme com a importância que tem dentro do Império. Além disso, fundam-se novas Colónias e na área do rio Neckar são instituídos agri decumanes (terras do dízimo). Nesta época verifica-se também a construção do Coliseu de Roma e o alargamento do números de senadores para mil membros.
* Neste ano na fortaleza de Massada, após a destruição de Jerusalém, pelas legiões romanas há um suicídio colectivo dos últimos resistentes judeus ao domínio romano. Em seguida vem a Diáspora: a expulsão dos judeus da Palestina e sua dispersão pelo mundo romano. Relato do suicidio:
“Jerusalém havia caído, mas a luta arrastou-se por espaço de três anos na judeia, terminando com a captura da remota fortaleza de Massada, no deserto da judeia, na costa oeste do mar Salgado (mar morto). Foi aí que Eleazar, comandante do templo e chefe dos sicários, os extremistas zelotes, opôs sua última e desesperada resistência. A sofrer a morte às mãos dos romanos, aquela gente orgulhosa e resoluta preferiu o suicídio em massa. Depois de lacrimosos e comoventes adeuses, os homens mataram suas esposas e filhos. A seguir tiraram sortes, e um homem em cada vez matou nove, até que todos os 960 foram mortos – e o último homem mergulhou uma espada no próprio peito. Quando os romanos entraram não encontraram viva alma.
* Os romanos esmagam uma revolta dos judeus e destroem, pela segunda vez, o Templo de Jerusalém.
Serão os Sicários que, exasperando as paixões, suscitarão entre o povo judaico os movimentos de rebelião repetidos sem cessar e tão vãos, cujo final será a catástrofe deste ano.
* Os parentes dos sumos sacerdotes, estavam ligados ao poder, aproveitando a sua docilidade viviam também na opulência, como Marta, filha de Boethos, que adquiriu para o segundo marido Simão Ben Gamala, o cargo de sumo sacerdote por três qabs - cerca de sete litros - de dinheiro de oiro, que existia que estendessem tapetes diante de seus pés quando ia ao templo e que morreu, durante o cerco deste ano, não por uma flecha romana, mas por ter comido uma comida grosseira a que não estava habituada.
* Os escribas (casta sacerdotal, doutores da lei), pouco numerosos nas províncias, abundavam em Jerusalém. E a sua casta era tão unida, tão bem organizada, que conseguiram escapar em grande número à catástrofe deste ano, reagrupando-se, após a ruína de Jerusalém, na aldeola de Jamnia, ao sul do lago Tiberíades, que transformaram num centro religioso, onde se vai elaborar em grande parte o Talmude.
* Após a tormenta deste ano; os Essénios desaparecem totalmente da cena da história.
* A chamada Gemra de jerusalém constitui-se logo após a ruína da cidade santa neste ano, entre os doutores da lei refugiados nos arredores do lago Tiberíades.
* Os judeus estiveram aniquilados politicamente, após a destruição do Segundo Templo, por Tito, neste ano.
* A derrota da rebelião na Judeia, é completada por Tito este ano, com a destruição do Templo.
* O novo Augusto, chega a Roma em Outubro.
* O Arco de Tito em Roma, é erigido para comemorar o triunfo sobre a rebelião judaica, conseguida por

* Tito este ano, em nome de seu pai, Vespasiano. Os despojos do Templo destruído foram enviados para Roma em procissão triunfal
* Tito, destrói Jerusalém e arrasa o foco da fé judaica, o Templo, ficando apenas os alicerces.
* Conquista de Jerusalém por Tito.
* Jerusalém é arrasada pelas legiões do Imperador, sob o comando de seu filho Titus. O Templo é saqueado e o conteúdo do lugar “mais sagrado dos sacros” é levado para Roma.
* O Templo é saqueado por legiões romanas lideradas por Titus. Seu tesouro é roubado e levado para Roma, depois roubado de novo e levado para os Pirinéus.

Ano 71  (823) - Tito mostra claramente a Roma a grandeza da sua vitória, fazendo um desfile triunfal. No meio dos setencentos prisioneiros judeus, contam-se João de Grichala e Simão Bar Giora.

Ano 72 (824) - Sechem fica perto da actual Nablus, um nome derivado de nova cidade, ou Neápolis, que Vespasiano constroi após a reconquista da Palestina.
* É tomada Maqueronte (onde João morreu) um dos três centros da resistência Judaica. Fica situada no meio de um cenário selvagem e sombrio, na costa Oriental do mar morto, Flavius Silva põe-se em marcha contra a fortaleza de Masada com 15 mil soldados, respectivo séquito e escravos judeus.
* Quando o general romano Flávio Silva, finalmente toma posse de Masada (espectacular rocha de 400 metros de altura na orla do deserto da Judeia, que Herodes havia transformado em uma grande fortaleza) em fins deste ano, havia 960 insurgentes e refugiados na fortaleza, homens, mulheres e crianças.

Ano 73 (825) - A fortaleza de Masada e o palácio de Herodes que a domina, são destruidos pelos romanos, neste ano, após o fim da guerra contra os judeus.
* Masada, última fortaleza judaica, cai depois de um longo e cruel cerco.
* Queda de Masada (conquista da fortaleza de Masada).
* Na época do Novo Testamento, os judeus sofrem a ocupação militar de Roma, cujas legiões esmagam impiedosamente todas as suas tentativas de revolta neste ano e num outro.
* Masada fica na história como o último refúgio, neste ano, dos judeus que se revoltam contra Roma.
* Os sobreviventes da rebelião, entrincheirados em Masada, preferem suicidar-se a render-se, neste ano.
* Desaparecimento do último foco de resistência com o suicídio colectivo da fortaleza de Masada, Os judeus expulsos da Palestina, dispersam-se pelo Império romano. Este acontecimento fica conhecido como Diáspora.
* Captura da fortaleza de Massada.

Ano 74 - É sob os Flávios que se promove significativamente a municipalização dos principais centros urbanos da Lusitânia. Vespasiano generaliza aos aglomerados urbanos da Península Ibérica a concessão do Direito Latino. A generalização deste privilégio desencadeia a criação de vários novos municípios, em lugares onde se erguem já relevantes centros regionais. Por exemplo Flaviae (Chaves) ou Flavia Coninbriga.
* Sob os Flávios, com a generalização da concessão do Direito Latino por Vespasiano, e com a consequente multiplicação dos municípios, os privilégios da cidadania difundem-se largamente. Esta decisão tem consequências contraditórias. Por um lado a liberalização do acesso à cidadania corresponde ao reconhecimento da dignidade das elites locais. Por outro lado, acarreta também uma inevitável desqualificação do anterior privilégio e mesmo do papel desempenhado pelas mais altas magistraturas do Império, que passam a revestir progressivamente um carácter essencialmente honorífico.


Ano 76 (828) -
Depois do assassinato de Domiciano, ascende ao trono, o Viejo Nerva.
* Nascimento de Públi Aulo Adriano, em Itálica, a actual Sevilha. Adoptado após a morte de seu pai, por Trajano, foi o seu lugar-tenente em todas as guerras que aquele empreendeu, vindo a desposar aos 24 anos, a sobrinha Víbia Sabina, por vontade da imperatriz Plotina.

Ano 79 (831) - Tito é Imperador de Roma, sucedendo a Vespasiano ainda vivo. Sob o domínio dos Flávios, o princípio de sucessão baseia-se na herança familiar;  assim é que à morte de Vespasiano  a 24 de Junho deste ano, sucede-lhe o filho, o popular mas malogrado Tito. Apesar de Vespasiano lhe ter legado um império consolidado e com renovado esplendor, o novo soberano pouco tempo reina tendo morrido no meio da consternação geral.
* Grande erupção do Vesúvio em 24 de Agosto deste ano..
* Programa de construção de Augusto em Roma, Coliseu dedicado.


Ano 80 (832) - Incêndio em Roma no reinado de Tito.
* A Domus Aurea (“casa Dourada”) é ocupada pelo Coliseu este ano.
* O circo Máximo situado no vale compreendido entre o Palatino e o Aventino; é inaugurado por Tito este ano. A princípio além das corridas de quadrigas, têm lugar também combates de cavaleiros entre gladiadores, assim como lutas entre animais selvagens. (na Idade Média vai receber o nome de Coliseu).
* O reinado de Tito é marcado pelas fortes somas despendidas sobretudo com a inauguração do Anfiteatro Flávio (o Coliseu) e com a reconstrução de Roma após um incêndio que assolou a cidade.
* O Anfiteatro Flávio (o Coliseu) é começado a construir por Vespasiano e terminado pelos seus filhos Tito e Domiciano.  Com mais de 50m de alt., cobre uma àrea elipsóide com 188x156m. É inaugurado este ano. Tem a capacidade para cerca de 70 000 espectadores.
* Deste ano ao ano 115, sob o regime de Raban Gamaliel II, a décima segunda bênção ou birkat ha-minim l” Benção relativa aos heréticos) é reformada para se aplicar aos cristãos e isso parece ser o elemento pelo qual os adeptos judaicos de cristo são mandados para fora da sinagoga.

Ano 81 (833) - Em 13 de Setembro deste ano, morre Tito filho de Vespasiano. O sucessor e irmão de Tito, Domiciano (Titus Flavius, imperador deste ano, ao ano 96), não apresenta tão boa imagem. Parece ser uma pessoa desequilibrada, isolada, acabando vitima do que é  chamado a “loucura dos Césares”, e fazendo-se chamar “Senhor e Deus”. Contudo não deixa de ter qualidades de governante e organizador. O seu carácter despótico manifestoa-se contra a aristocracia romana, que tem de suportar as consequências do temor sempre crescente de Domiciano pelas conspirações. Em contrapartida, a plebe das cidades e das províncias admiram-no e nomeia-o para as governar governadores competentes.
* Domiciano é uma personalidade complexa, em que o puritanismo moral e o arcaísmo religioso (manda sepultar viva uma virgem vestal adúltera) se combinam com uma intolerância tirânica.

Ano 86 (838) - Deste ano ao ano 92, guerras Dácias.

Ano 89 - Neste ano e seguinte, Domiciano tem de reprimir a revolta de António Saturnino na Germânia.

Ano 96 (848) - Domiciano, o imperador, tem uma intolerante tirania que faz com que os últimos anos do seu reinado degenerem uma perseguição sangrenta aos que expressam publicamente a sua oposição ao imperador, especialmente os filósofos.
* Domiciano acentua, a sua despótica atitude para com o Senado e a nobreza, é vítima de uma conspiração palaciana em que participa a sua própria esposa. Após o inesperado assassínio de Domiciano na conspiração palaciana de 18 de Setembro, aparece o atractivo Nerva como candidato imperial. Conspiradores e Senado agrupam-se, rapidamente, à volta do já septnagenário, senador Marco Coceio Nerva (Imperador deste ano ao ano 98), como pessoa geralmente apreciada e respeitada que é. Como não tem filhos sabe-se que o seu reinado será apenas uma espécie de transição. A dinastia Flávia termina com Domiciano, sob cujo império é conquistada a maior parte da Britânia, que passa a estar protegida por uma linha defensiva (limes), assim como a região decumana. Os Flávios trazem para Roma e para o Império numerosos benefícios. É uma época bem sucedida na defesa de todas as fronteiras do Império.
* Este ano S. Clemente, papa, escreve que Paulo veio ao extremo Ocidente.

Ano 97 (849) - Após um motim da guarda pretoriana, neste ano, Nerva adopta Marco Úlpio Trajano, comandante das legiões da Germânia Superior, personalidade de grande competência e a quem transfere os privilégios tribunicos e o direito de comando das províncias e do exército (imperium proconsulare maius). Além disso, outorga-lhe o título de César e nomeia-o oficialmente co-regente e sucessor. Trajano nasceu em Itálica, a mais antiga colónia romana na Hispânia, na actual Andaluzia.

* Trajano começa a reinar junto com Nerva.

Penso: ... mal com a nova e mesma Invasão do solo Europeu

PublicadoPor lazulli às 22:06
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Quinta-feira, 2 de Julho de 2009

Ano 2 d.C (1000 anos de história)

Ano 2 - Júlia, única filha do Imperador, é exilada para uma ilha, por ter uma conduta sexual ascandalosa. Caio, seu filho e de Marco Agripa amigo de Augusto, morre.
* Tibério regressa a Roma e é adoptado por Augusto.

Ano 4 - Lúcio, filho de Júlia e Marco Agripa e irmão de Caio, que morreu no ano 2, também morre. Depois da morte de Caio e Lúcio, Tibério que regressara a Roma, é adoptado por Augusto e persuadido por sua vez a adoptar Germânico, o qual adopta.
* Nascimento de Jesus de Nazaré, sob o reinado de Herodes, o Grande e ano da morte do rei.

Ano 6 (758)
- O exército converte-se numa instituição regular admitindo constantemente mais recrutas, que tenham prestado serviço nas legiões durante um período fixo de 20 anos. Terminado este, recebem terras ou pagamentos em moeda. Este ano, este sistema é institucionalizado pela formação de uma tesouraria militar, fundada em primeira instância por uma dádiva do próprio Imperador e subsquentemente reabastecida pelo rendimento proveniente de dois impostos lançados sobre os cidadãos romanos; uma taxa de vendas de 1% e direitos sucessórios de 5%. Este novo sistema faz com que o exército se afaste da política e seja fiel ao Estado e ao Imperador, que continua a ser comandante-chefe e nomeia pessoalmente os oficiais.
* Quirino é nomeado governador da Síria e chega à Síria, este mesmo ano na qualidade de legado. Com ele Roma manda Copónio como primeiro procurador para a Judeia. Entretanto levam a cabo um recenseamento. Este census era apenas um census provincial.
* A Judeia torna-se Província Imperial.
* A partir daqui a Judeia e a Samaria, são governadas por procuradores romanos.
* Submissão da Judeia a Roma.
* Depois da morte de Herodes-o-Grande (Palestina: Arquelau, para quem Herodes, o Grande, deixa a Judeia, é acusado e desterrado num exílio para Viena na Gália onde morre deposto pelos romanos este ano, e é substituído por procuradores, nomeadamente, Poncio Pilatos. O seu território torna-se província romana. Arquelau, apenas instalado, entra em conflito com quase todos os súbditos. Depõe dois sumos sacerdotes. Irrita os Fariseus, contratando com a cunhada Glafira, viúva de Asmoneu Alexandre, um casamento que a lei condena. As suas exigências fiscais, tornadas necessárias para a reconstrução sumptuosa do palácio de Jericó e a criação duma cidade a que deu o seu próprio nome, acabam de exasperar os Judeus. As perturbações recomeçam, os métodos policiais e as repressões. Uma delegação parte de novo para Roma, este ano, para suplicar a Augusto que mande comparecer o pequeno tirano perante ele. Sendo acusado, é  deposto e desterrado, pelos romanos).
* Cesareia torna-se capital da província romana da Judeia e residência dos seus governadores. A cidade dispõe de um notável sistema de adução de água. Quanto ao porto em si, era protegido, a norte e sul, por dois molhes em arco de circulo, com o comprimento de 600m e 250m, respectivamente. A água potável transportada até à cidade por dois aquedutos, o maior dos quais, com o comprimento de 9km, foi edificado sob o governo de Herodes.
* É fundado um movimento por Judá-o-Galileu ou Judas de Gamala, quando ele organiza um levante liderado por ele próprio, em protesto contra o governo directo imposto por Roma e sua tributação. É o tipo de um rabino primitivo e ensina a antiga doutrina de que a sociedade Judaica é uma teocracia, reconhecendo o governo por mais ninguém senão por Deus. Judas de Gamala, dito o Galileu, e um fariseu chamado Sadduk, arrastam os seus fiéis contra os romanos, por ocasião dum recenseamento; a revolta é esmagada, mas os Zolotes, como todos os extremistas, têm a simpatia do povo. Sem poder para recomeçar os levantamentos em massa, recorrem ao terrorismo individual. Armados de curto punhal que os latinos chamam sica, feriam mais ainda que os ocupantes, os considerados infiéis ou traidores.
* Execução de Judas de Gamala.
* Monges das cavernas, grupos batistas, que moram próximo ao Jordão, dos quais João Batista e seus adeptos são os mais conhecidos. Mora e trabalha na maior parte na Galileia e na Péreia, território esmagadoramente judeu, mas que foi anexado à Judeia pelo fogo e pela espada, e muitas vezes mediante conversão forçada nos tempos macabeus. É uma área tanto de ardente ortodoxia como de multiforme heterodoxia e de efervescência religiosa e política. Boa parte dela é devastada com as revoltas imediatamente após a morte de Herodes e neste ano; e o filho do grande homem, Herodes Antipas, que os romanos fizeram governador, tentou reconstruí-la implantando novas cidades nas fronteiras gregas.
* Toda a política da fronteira setentrional se desmorona, porque a Ilíria se revolta e a campanha contra Maroboduns é abandonada.

Ano 7
- Quirino, legado da Síria, investe Anás na função, que conservou até ao advento do imperador Tibério.

Ano 8 (760)
- É banido de Roma o poeta erótico, Ovídio, por desagradar ao imperador; especialmente por ter escrito o poema sobre a arte do amor.

Ano 9 (761) - Lei Consular.
* São modificadas por uma Lei Consular, as leis que Augusto introduziu nos anos 18 e 17, antes de cristo, contra delitos sexuais. Não passa despercebido o facto de ambos os cônsules que aprovam esta lei serem solteiros.
* À Cidade Santa, na festa semanal, acodem milhares de peregrinos, porque se dá um choque sangrento na praça do templo, desenrolando-se uma luta encarniçada. As tropas romanas, penetram no templo, incendeiam as galerias e roubam tudo o que apanham à mão. O próprio Sabino, apodera-se de quatrocentos talentos pertencentes ao tesouro. A rebelião de Jerusalém, propaga-se como um incêndio a todo o país. Os romanos são apedrejados e entrincheiram-se apressadamente no palácio. Estes na Judeia, depois de saqueados, convertem-se em pasto para as chamas.
* O governador de Roma, na Síria, Quintílio Varo, ocorre com um poderoso exército romano, reforçado com tropas de Beirute e da Arábia. Logo que as suas forças aparecem diante de Jerusalém, os rebeldes fogem, mas são perseguidos e feitos prisioneiros em massa. 2 000 homens são crucificados.
* As três legiões de Quintílio Varo, (que é quem dá a ordem) já depois da revolta ter sido reprimida, são destruidas pelo chefe germano Armínio, num lugar conhecido da floresta de Teutaburgo. Depois da perda das três legiões, são abandonados os territórios situados na margem direita do Reno, no seu curso médio e inferior. Ora o estabelecimento da fronteira romana no Elbo, fica comprometido com a derrota de QUINTÍLIO Varo, daí que Roma contenta-se com a conquista dos chamados agridecumates, àrea situada na margem direita do Reno junto ao Neckar e aos Alpes Suábios, assim como o domínio do território junto à fronteira germânica e réctica.
* Neste ano já a revolta foi reprimida, mas neste mesmo ano as três legiões de Quintílio Varo são destruidas pelo chefe germano Armínio, num lugar desconhecido da floresta de Teutaburgo.
* Quando o estabelecimento da fronteira romana no Elba fica comprometido com a derrota de Varo na floresta de Teutoburgo, este ano. Roma contenta-se com a conquista dos chamados agri decumates, área situada na margem direita do Reno junto ao Neckar e aos Alpes Suábios, assim como com o domínio do território junto à fronteira germânica e réctica.
* Depois da perda de três legiões na floresta de Teutoburgo, este ano, são abandonados os territórios situados na margem direita do Reno no seu curso médio e inferior.

* As tropas romanas são apedrejadas. Estas incendeiam as galerias, penetram no templo e roubam tudo o que apanham à mão. O próprio Sabino apodera-se de quatrocentos talentos pertencentes ao tesouro. Depois, entrincheira-se apressadamente no palácio. A rebelião de Jerusalém propaga-se, como um incêndio, a todo o país. Os palácios reais da Judeia, depois de saqueados, convertem-se em posto das chamas. O governador da Síria ocorre com um poderoso exército romano, reforçado com tropas de Beirute e da Arábia. Logo que as forças aparecem diante de Jerusalém, os rebeldes fogem. São perseguidos e feitos prisioneiros em massa. O governador de Roma, na Síria, que foi quem deu a ordem, sofreu uma derrota sofrida este ano. Chama-se Quintílio Varo.

* Perda de três legiões na Germânia, na floresta de Teutoburgo, este ano.

Ano 10 (762) - Morte do grande rabino Hillel.

Penso: curada

PublicadoPor lazulli às 10:37
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Sexta-feira, 26 de Dezembro de 2008

1000 anos a.C. (70 a.c. a 61 a.c.)


Ano 70 a.C. - Nascimento em Mântua, sob o consulado de Crasso e Pompeu, de Virgílio (Publius Vergilius Maro).
* Volta-se, nos pontos essenciais, à ordem de coisas existentes antes da restauração de Sila. A multidão da capital é novamente alimentada pelo tesouro, isto é; pelas províncias. O poder dos tribunos dá de novo aos demagogos a facilidade de agitar o Estado; a nobreza de dinheiro entra novamente em posse dos arrendantes das rendas e do controle judiciário sobre os arrendamentos.
* Nos últimos dias deste ano, Pompeu entrega seu consulado e retira-se dos negócios públicos, após o licenciamento de seus soldados.
* A condenação de C. Verres, este ano, após três anos de desgoverno na Sicília, ocorre apesar da obstrução por parte dos optimares. Neste famoso caso o processo é liderado por Cícero, cujo discurso cantra Verres continua a ser considerado uma das mais duras acusações de malversão oficial de todos os tempos.
* Mitridates é expulso da província da Ásia por Lúculo.
* Pompeu e Crasso unem esforços e embora suspeitem um do outro, decidem candidatar-se em conjunto aos consulados deste ano. Pompeu não está legalmente qualificado para o cargo, pois tem apenas 36 anos e não exerceu qualquer outra magistratura (nem sequer é ainda membro do Senado). Por esta altura Pompeu é já uma figura imensamente poderosa, popular, dotado e bem-parecido.
* Crasso e Pompeu tornam-se consules graças à popularidade de Pompeu junto do exército e ao dinheiro de Crasso. Antes de tomar posse do lugar, Pompeu perante a Assembleia afirma solenemente a sua fidelidade ao Programa Democrático. E, com efeito, os dois novos democratas introduzem logo que entram em funções uma série de Reformas Politicas de acordo com o Programa do Partido. A autoridade do senado é de novo limitada e aos tribunos do povo são concedidas as suas antigas prerrogativas, precisamente as que Sila lhes retirara. Desaparecem assim quase todas as Reformas de Sila. O povo aplaude o regresso à liberdade e canta louvores a Pompeu o seu benfeitor. Com 35 anos Pompeu torna-se o primeiro dos Romanos.
* “Não existe um local, por mais afastado que seja, onde as arbitrariedades e a opressão de Roma não penetrem”, diz Cícero no discurso contra o explorador Verres, proconsul e pesadelo dos Sicilianos. Este discurso pronunciado este ano por C. Cícero, apresenta queixa contra Verres, em nome de quase toda a população Siciliana.

Ano 69 a.c. -
Novas famílias de origem italiana acedem, com Augusto, a posições de destaque no Senado e a cargos públicos criados para homens da Ordem Equestre. M. Sálvio Otão, filho de um cavaleiro, pertence a uma velha família Etrusca e entrou para o Senado no tempo de Augusto; o seu filho torna-se Imperador este ano. Do mesmo modo, Vitélio, outro dos imperadores deste ano; descende de P. Vitélio de Nucéria, na Campânia, que fora procurador de Augusto.
* Cleópatra VII, nasce este ano, no seio da família Macedónia dos Lágidas, filha de Ptolomeu Auletes.

Ano 68 a.c. (686) - Veleda, profetisa e inspiração de Brúcteros, uma tribo transreana, toma parte na revolta de Civilis.
* Antídio Veto, novo governador da H. Ulterior, trás no seu estado-maior, Júlio César, questor. Júlio César visita o templo de Hércules na ilha de Sanctipetri, ao largo de Cádis, e lamenta-se, diante de uma estátua de Alexandre Magno que ali vê, por não ter ainda realizado nada notável com 32 anos, idade em que o rei da macedónia já tinha conquistado meio mundo.
* Lúculo está numa situação difícil e cada dia mais perigosa. Apesar de seus brilhantes sucessos, não está Roma contente com ele. O Senado ressente-se da independência da sua conduta; o partido dos capitalistas, que ele desprezou, faz todos os esforços pela intriga e pela calúnia para chamá-lo de volta.

Ano 67 a.c. - Embora pareça ter feito as suas primeiras conversões entre as tropas de Pompeu durante a campanha contra os piratas da Cilícia e Comagerne, neste ano, o Mitraísmo não se estabelece no Ocidente senão muito mais tarde.
* Quando o fornecimento de trigo à cidade de Roma começa a escassear, a opinião pública exige medidas que levam, este ano, à nomeação de Pompeu para um comando especial contra os piratas. São-lhe atribuidos vastos poderes e recursos imensos em homens, dinheiro e abastecimentos. No prazo de 3 meses Pompeu livra completamente os mares dos piratas, façanha verdadeiramente assombrosa de organização táctica.
* Por causa dos piratas, o povo romano começa a protestar ruidosamente e os governantes são constrangidos a admitir que a dignidade do Estado exige o castigo desses bandidos. Para acabar com uma situação tão vergonhosa, um tribuno da plebe propõe este ano que se invista o grande Pompeu de poderes excepcionais não só no mar, mas também em todas as regiões costeiras do império romano. São entaão postos à sua disposiçao, cerca de 130.000 homens e 500 navios de guerra. Além disso é autorizado a levantar dinheiro dos cofres da capital e das províncias. O Senado opõem-se firmemente a semelhante proposta, pois não deseja que um poder tão grande seja colocado nas mãos de um só homem. Os senadores põem em prática todos os meios imagináveis para isso. Um dos optimates mais acérrimos pronuncia mesmo na Assembleia, um pungente discurso. Não devia arriscar-se a preciosa existência do grande Pompeu: “Que se passaria se o perdêssemos? Que outro general o poderia substituir?” “Tu”, respondem em uníssono os membros da Assembleia. O orador cala-se, admitindo a sua derrota. E a proposta é aceite apesar da persistente resistência dos Senadores. Pompeu recebe assim uma autoridade quase igual à de um rei. A rapidez com que Pompeu acaba com a pirataria ultrapassa todas as esperanças.

Ano 66 a.c. - Este ano, o tribunato C. Marúlio propõe que o mandato de Pompeu seja prolongado para lhe permitir pôr fim à guerra ciontra Mitridates, que continua em liberdade. A proposta de C. Marúlio, apoiado por Cícero (pretor) é aprovada por maioria esmagadora e o infeliz Lúculo cede o passo a Pompeu.
Catilina, líder do partido popular, inicia uma conspiração contra o Senado e a República. A conjuração de Catilina possui um programa revolucionário que prega a anulação das dívidas, a proscrição da nobreza senatorial e a realização de uma reforma agrária. Cícero, cônsul romano, denuncia ao Senado a conjuração de Catilina através de uma série de discursos, as Catilinárias. A descoberta da conjuração abriga Catilina a fugir de Roma, sendo morto, mais tarde, juntamente com três mil partidários na região de Pistóia.
* O fanatismo religioso e a esperança de que um messias haveria de trazer a libertação politica levam à sublevação geral contra Roma, este ano.
* A insurreição generaliza-se. Os nacionalistas ocupam Jerusalém, expulsam os colaboradores dos romanos, em particular o rei Agripa e o sumo sacerdote, e libertam a Palestina. Um exército de que é chefe Flávio José, autor de uma “História dos Judeus”, põe-se em pé de guerra para resistir a qualquer expedição romana.
* Archotes voadores sobre Roma.

Ano 65 a.c. - Chega ao fim o principado Macabeu, quando por obra de Pompeu, Roma anexa o que resta do Reino Seleucida e colocando no trono de Israel o Idumeu Herodes como homem de confiança,  de modo que Israel, se converte num dos Estados satélite de Roma, formando parte no Oriente “cordão protector desta.”
* A partir deste ano a Palestina faz parte do Império Romano

Ano  63 a.c.- Devido à conspiração de Catilina, em Dezembro, Cícero, depois de ter feito executar os seus cumplices, volta a sua casa entre aclamações populares, imaginando que reconstituiu unicamente pela força da sua palavra ao serviço da lei, a unanimidade da pátria.
* Fim de Mitridates Mitridates VI do Ponto, derrotado por Sila, Lúculo e Pompeu, em sucessivas campanhas, acaba por se suicidar este ano.
* Archotes voadores sobre Roma.
* Início de reinado de Augusto (Caio Júlio César Octaviano), vencedor da guerra civil que se seguiu à morte de César.
* Através do reino dos Selêucidas avança o general romano Pompeu na direcção da Palestina. Após um cerco de 3 meses, as legiões romanas entram em Jerusalém este ano. Judá converte-se numa província romana.
* César (Caius Julius Caesar) este ano, obtem o cargo vitalício de grande pontíficie, o que lhe confere um prestígio considerável.
* Octávio (Augusto - Caius Julius Caesar Octavianus) nasce em Roma este ano, de família modesta.
* Pompeu destrói Jerusalém depois de um cerco de 3 meses. Valendo-se do seu título de vencedor, entra no Templo para contemplar o “idolo” judeu. A judeia torna-se provincia romana e os hebreus são incluídos no vasto círculo da Pax Romana: rei, principe e sacerdotes são colocados sob a autoridade directa do governador da Síria.
* Crasso e César apoiam a proposta de um Tribuno para a compra de terras em Itália e nas provincias para a fixação dos pobres e dos veteranos das campanhas de Pompeu, que estão então a terminar, mas a lei é recusada com exito por Cícero, alegando que é uma ameaça aos interesses de Pompeu, pelos quais pretende zelar. As actividades de Crasso e César levantam profundas suspeitas nos circulos conservadores e há sinistros rumores de conspirações e ameaças à ordem pública. O principal alvo de tais recios é contudo um patrício desacreditado, chamado L.Sérgio Catilina, que se canditdata ao Consulado este ano com a promessa de uma Reforma Agrária e do cancelamento das dívidas. Esta ameaça leva as classes prósperas a unirem-se no apoio a um candidato rival, Cícero, que é triunfalmente eleito apesar de ser um “homem novo”.
* Uma crise violenta explode entre o judaismo oficial e os monges essénios: um mestre de justiça é executado e alguns membros do agrupamento refugiam-se em Damasco. Voltam ao Qumrân, quando a ocupação da Palestina pelos romanos de Pompeu, este ano, lhes permite nada temer dos seus adversários.
* Antípater via um acordo com roma, pelo qual sua família e outras insignes famílias prosperam sob a protecção romana, como muito preferível a uma guerra civil.Assim ese ano, chega a um acordo com o general romano Pompeu e a Judeia torna-se um estado-cliente romano.
* Este ano a Palestina é conquistada por Pompeu e transformada em província do Império Romano.
* Mitridates quer morrer como viveu, e manda seu harém tomar veneno; suas mulheres, suas concubinas e suas filhas, e entre estas últimas a jovem noiva do rei do Egipto e de Chipre, tiveram de sofrer a morte antes que a taça de veneno chegasse a ele, e como o veneno não agia com bastante rapidez, fez-se matar, por um soldado Celta, betuito. Assim morre este ano Mitridates Eupator, com a idade de 68 anos, depois de ter reinado 67 anos. Foi o posto avançado do Oriente contra o Ocidente, e deu início à
luta do Oriente contra o Ocidente. Tanto os vencedores como os vencidos compreenderam a sua morte não como o fim, mas sim o começo dessa luta.
* Pompeu manda as suas legiões invadirem a Palestina.
* M. Túlio Cícero, oriundo de uma família abastada de Arpinum, devido em grande parte ao seu extraordinário poder orador, chega ao consulado este ano e é um membro proeminente do Senado. Principal figura intelectual da sua geração Cícero escreve não apenas dois discursos mas também tratados de retórica e de filosofia.
* Pompeu conquista jerusalem.
* Tal como sucedeu noutros lados, a sorte bafeja Pompeu na Síria. Diante das muralhas de Jericó sabe que daqui em diante Roma está livre do seu mais temido inimigo. O velho Mitridates instalado nas margens do mar Azov e um dos seus filhos, que aqui instituíra um reino, obriga seu pai a suicidar-se. Este filho, Fárnaces, considera que lhe vale mais prevenir do que remediar e revolta-se imediatamente contra o velho déspota. Encerra o pai no palácio real. das muralhas do castelo, o velho suplica a seu filho que não suje as mãos com o sangue paterno. As suas suplicas não encontram, nenhum eco em Fárnaces. O pai compreende que está perdida toda a esperança por isso obriga as suas mulheres, a sua concubina que o acompanhara na sua fuga disfarçada de homem e as suas filhas entre as quais se encontra as esposas dos reis do Egipto e de Chipre, a esvaziarem a taça de veneno antes que ele próprio a leve aos lábios. Mas como ele se tinha imunizado completamente contra os efeitos do veneno, este não produz efeito nenhum, ordena portanto a um soldado que lhe corte a cabeça.Assim morre Mitridates, com 68 anos este ano. Todo o mundo romano solta um suspiro de alívio.



Ano 62 a.c. (692) - No começo do ano, os cadáveres dos soldados de Catilina (contam-se três mil) cobrem as fileiras exactas da terra em que combateram; os oficiais e o general, no momento em que tudo está perdido, jogam-se sobre o inimigo. Procuram e encontam a morte.
* Quando E. Sérgio Catalina volta a falhar as eleições deste ano, tenta preparar um golpe de Estado, mas a tentativa é frustrada por Cícero, que consegue mandar prender os cabecilhas antes de o terem levado a cabo.
* Nos finais do ano, Pompeu desembarca em Brundisium aí dispensa as suas tropas, para alívio de todos, e regressa a Roma para celebrar o seu triunfo. Espera-o uma decepção.
* Caius Julius Caesar é Pretor. A este título goza de preponderância na justiça e procura servir-se dela contra o Senado para evitar a morte dos cúmplices de Catilina, que tentam tomar o Poder pela força e que ele secretamente favorece.
* No outono Pompeu faz-se ao mar para a Itália, enquanto Roma se prepara para receber o novo monarca, anuncia-se que Pompeu, chegado a Brundúsio, dispersara as suas legiões e dirigie-se para a capital com fraca escolta.
* Deve ser o último ano da República e o primeiro da monarquia.
* O plano dos revoltosos é, no momento das eleições consulares deste ano, às quais Catilina se apresenta, assassinar o cônsul que os vigiaria assim como os que deviam suceder-lhe, assegurar a qualquer preço as eleições de Catilina, e levar num dado momento, de Fésulas e de outros pontos da reunião, tropas armadas contra a capital, e quebrar com elas qualquer resistência.

Ano 61 a.c. 693 - Júlio César volta à H. Ulterior, agora como pretor. Decide submeter definitivamente os povos da Beira interior que continuam intermitentemente a atacar as regiões vizinhas. Alguns povos do norte, põem a salvo as mulheres, filhos e haveres do outro lado do Douro. Sabendo que na sua retaguarda, os habitantes das montanhas preparam uma emboscada para quando regressasse, Júlio César toma outro caminho, e vem atacá-los mais tarde. Derrota-os e persegue-os até ao mar. Um grupo acossado pelos romanos, foge até ao litoral, e daqui procura refúgio numa ilha junto à costa. Júlio César embarca algumas tropas que atacam a ilha, mas, tendo uma corrente afastado as jangadas para o largo, os primeiros legionários desembarcados não podem receber reforços e são mortos pelos Lusitanos, salvando-se apenas Públio Ceva, fugindo a nado.  Uns dias mais tarde Júlio César recebe naves vindas de Cádis, e ocupa sem dificuldade a ilha. A frota ruma então para norte, até à Corunha, antes de voltar a Cádis.
* Pompeu regressa do Oriente e entra triunfalmente em Roma. A República mantem-se de pé. Nunca até aqui um candidato à coroa teve tantos trunfos nas mãos como Pompeu. pPmpeu pisou o solo pátrio em Brindes, mal desembarca toma uma decisão que enche o povo de espanto,. licencia o seu exército deixando aos legionarios a liberdade de regressarem ao lar.
* O servilismo democrático não se satisfaz com o cortejo triunfal que, em 28 e 29 de setembro deste ano, quadragésimo sexto aniversário do nascimento de Pompeu, percorrre as ruas de Roma, realçado por uma infinidade de insígnias reais de Mitridates e dos filhos dos três mais poderosos reis da ásia, Mitridates, Tigranes e Fraate; concedeu ao seu general, que vencera vinte e dois reis, hontrarias reais, permitindo-lhe usar durante toda a vida a coroa de ouro e as insignias.

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PublicadoPor lazulli às 13:17
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Sexta-feira, 7 de Novembro de 2008

1000 a.C (92 a.c. a 88 a.c.)

 

Ano 92 a.C. - Este ano, P. Rutílio Rufo, é condenado por extorsão, por um júri de cavaleiros, após ter tentado pôr cobro, aos abusos dos publicanos, na província da Ásia. Este caso é muito conhecido e o primeiro deste tipo.

 

* Impetuosos e inexperientes nas negociações com o Velho Mundo, os romanos rejeitam este ano, a oferta de aliança de Mitridates II, um monarca cujo império se estende para além do Indo e que, 20 anos antes, fez um acordo comercial, com o imperador da China.

Ano 91 a.C. -
A causa da emancipação dos habitantes da Itália é tomada em consideração pelo tribuno M. Lívio Druso, como parte de um programa mais vasto que inclui propostas de colonização agrária em Itália e nas províncias e uma reforma dos tribunais. As tentativas de Druso para obter um amplo apoio são absurdas, conseguindo apenas, despertar uma hostilidade generalizada. A proposta de estender a cidadania romana não tem qualquer hipótese. A morte do seu apoiante mais influente, o orador L. Crasso, deixa Druso politicamente isolado; as suas leis são anuladas pelo senado, com base num pormenor técnico legal, e, no final deste ano, é, assassinado, em circunstâncias misterioras. Para os aliados que tinham posto todas as suas esperanças em Druso, esta é a última gota. Antes do fim do ano, estala uma revolta armada.
* O conflito, conhecido por Guerra Social ou Mársica, é feroz e os romanos só conseguem a vitória militar reconhecendo a derrota política.
* A Guerra Social (Guerra dos Aliados) começa este ano. No seguimento da recusa persistente, por parte de romanos, de atribuir o direito de cidadania aos seus aliados italianos.
* Os insurrectos constituiram-se em Estado independente chamado Itália, com a capital em Corfinium. A revolta centrou-se nas regiões meridional e central da peninsula, e envolveu povos de língua osca dos Apeninos Centrais. Especialmente os Marsos), os Samnitas e os Lucanos, e a cidade de Asculum, em Piceno. À excepção de Venúsia, as colónias latinas, assim como as cidades gregas, permanecem fiéis a roma. Os Etruscos e os Úmbrios abstêm-se até à fases finais da guerra e são os primeiros a aceitar a cidadania romana nos termos da lex julia.

Ano 90 a.C. (664) - O cônsul L. Júlio César aprova uma lei concedendo cidadania romana a todas as comunidades legais e a quaisquer outras que deponham as armas.
* Júcio César, é cônsul este ano.
* As cidades da Apúlia passam para o lado dos insurgentes este ano.
* A Campânia Camplânios (Itália), é invadida por forças insurgentes este ano, mas é em grande parte retomada por Sila, que cerca Nola e chefia uma marcha vitoriosa para Salermo.
* P. Licínio Crasso não consegue conquistar a Lucrânia, que se junta aos revoltosos este ano.



Ano 89 a.c. (665) -
Este ano um Pretor romano, imprudentemente, provoca um ataque a Mitridates, que retalia invadindo a província da Ásia e ordena o massacre de todos os romanos ali residentes. A guerra já está quase terminada, com exepção de alguns focos de resistência no sul.
* Mal é resolvida a crise italiana quando chegam notícias de um desastre nas províncias orientais.
* O poderoso rei Mitridates é do reino do Ponto
* Os Etruscos e os Úmbrios abstêm-se na Guerra Social até esta fase final e são os primeiros a aceitar a cidadania romana nos termos da lx julia.
* O governo romano invocado pelos reis Ariobarzanes e Nicomedes em pessoa, manda à Ásia Menor, para ajudar Lúcio Cássio que ali governa, o consular Mânio Aquílio, oficial que deu provas de capacidade nas guerras dos Cimbros e da Sicília, não como general no comando de um exército, mas como embaixador. Embora nem o senado romano, nem o rei Mitridates, nem o rei Nicomedes tivessem desejado um rompimento, Mânio Aquílio procura-o e a Guerra estoura, no fim do ano.

 

* Desde a guerra dos persas jamais houve forças comparávceis às de Mitridates. Sem contar o exército Armênio auxiliar, entra em campanha com duzentos e cinquenta mil infantes e 40 000 cavaleiros, e trezentos navios e 100 embarcações menores, cruzam o mar.
* Este ano, o privilégio das concessões daddas pelos romanos a todos os seus aliados que se permanecerem fieis, é alargado às cidades que deponham as armas no prazo de dois meses. Roma abre assim uma brecha nas fileiras rebeldes o que lhe permite reprimir a revolta. No entanto os italianos do sul nem querem ouvir falar numa reconsiliação com Roma, arranjando um aliado a oriental.
* Q. Pompeio Estrabão, cônsul, captura e destrói o centro rebelde de Auscultum após um longo cerco nos finais deste ano, e invade então o território Pelignio, os insurgentes abandonam Corfinium na Itália e retiram-se.



Ano 88 a.c. (666) - O rei Mitridates VI, ordena um massacre de todos os romanos da província da Ásia ali residentes. 80.000 pessoas são mortas.
* Por esta altura romanos e italianos estão espalhados pelas províncias romanas na qualidade de cobradores de impostos, comerciantes, prestamistas e preoprietariuos de terras. Na própria província da Ásia muitos dos italianos residentes têm empregos nas Companhias Publicanas, a que a lei de Caio Graco concedera o direito de cobrar os impostos directos. As depredações são notórias e provocam o ódio da população autóctone, que de boa vontade colabora com Mitridates desta matança.Este consegue desempenhar o papel de libertador dos gregos contra os odiados romanos inimigos comuns de toda a humanidade”.  No fim deste ano, as suas forças tinham já tomado o Egeu e invadido a Grécia.
* A tarefa de comandar um exército romano para lutar contra Mitridates é atribuida a um dos cônsules deste ano, L. Cornélio Sila, nobre sem principios nem escrupulos, originário de uma antiga família patrícia (um dos seus antepassados foi o célebre Rufino). Sila mostrou s suas capacidades como um dos lugar-tenentes de confiança de Mário nas campanhas de África e da Germânia e ganho reputação como comandante na Guerra Social. Está portanto qualificado para a tarefa de defrontar Mitridates. Esta decisão é uma decepção para Mário, que ainda é influente e esperou que lhe fosse atribuido o comando. A opinião generalizada é de que a vitória sobre Mitridates será ao mesmo tempo fácil e lucrativa, e Mário fica irritado por o prémio ir para Sila, com quem se tinha desavindo uns anos antes.
* Os descontentes chamam à frente do Estado, Lúcio Cornélio Cina, até aqui praticamente desconhecido: sabe-se somente que ele se distinguiu como oficial na Guerra Social.Quando Sila, cedendo não às Colégio dosTribunos, propõe imediatamente os projectos de lei que foram combianados no propósito de uma reacção parcial contra a restauração imaginada por Sila este ano. Estas propostas compreendem a igualdade política dos novos cidadãos e dos libertos, tal qual Sulpício quisera, e o restabelecimento dos que haviam sido reduzidos, em consequência da Revolução Sulpiciana, a seu primeiro estado.
* Este ano Mitridates VI do Ponto, consegue avançar pela  província da Ásia e ocupar as ilhas do Egeu, apresentando-se como libertador e explora o ódio que os gregos têm aos romanos.
*Este ano massacre dos romanos na Ásia.
* As cidades de Apúlia são reconquistadas por Q. Metelo ste ano. Entre elas está Venúsia, única colónia latina que se uniu à causa italiana de sua livre vontade.
* Mitridates organiza secretamente uma insurreição de todo o Próximo Oriente, e num dia deste ano, em todas as cidades romanas e outros Itálicos residentes foram massacrados em condições atrozes.
* Este ano o tribuno do povo Públio Sulpício Rufo faz aos cidadãos as seguintes propostas: estipular-se que qualquer senador que deva mais de 2.000 denários perde sua cadeira no Senado; conceder-se a liberdade aos cidadãos condenados por outras cortes que não as dos jurados; distribuir os novos cidadãos em todas as tribos, e conceder aos libbertos o direito de votar em todas elas. Estas propostas encontram resistencia na maioria do Senado. Sulpício responde por um tumulto violento. O senado é obrigado a ceder e as propostas de Sulpício passam sem oposição. Para evitar o golpe que previa, concebe  Sulpício o propósito de tomar de Sila o Comando Supremo. Por seu designio Caio Mário é por decreto do povo, investido do poder supremo extraordinário (proconsular) obtendo assim o exército da Campânia e a direcção da guerra contra Mitridates. Sila não se rende a esta intimidação.
* No começo da primavera Mitridates toma a ofensiva. A cavalaria Bitínia, vencida, debanda. Uma divisão romana é derrotada em Capadócia. Os helenos e os asiáticos, juntam-se para acolher com alegria o libertador. De Éfeso, o rei manda a todos os governadores e a todas as cidades colocadas sob seu domínio a ordem de matar, no mesmo dia, a todos os italianos que se encontrem dentro de suas muralhas, livres ou escravos, sem distinção de sexo nem de idade.  Este crime prejudica os intereses do rei, pois obriga o senado romano a prosseguir energicamente a guerra. Mitridates dirige ainda um ataque contra a Europa. Seu filho Ariarates penetra na Trácia, na Macedónia fracamente defendida, subjugando a região,  dividindo-a em satrapias do reino do Ponto. A Eubéia sofre destino semelhante. Na Grécia propriamente dita Mitridates prossegue suas operações não só pelas armas mas também pela propaganda Nacional. Desde que as tropas de Mitridates põoem os pés no ContinenteGrego, a maior parte dos pequenos estados livres, os Aqueus, os Lacônios, os Beócios e até a Tessália, juntam-se a ele.

Atena

Mitridates II

Guerra Social

PovosQueLutaramContraOsRomanosNestaFase

Mitridates VI

e

O Monte Palatino, é claro! Claríssimo!

(todasasimagensforamretitadasdanet)


Quarta-feira, 17 de Setembro de 2008

1000 a.C (154 a 145)

Ano 154 a.C. - Púnico vence Calpúrnio. Calpúrnio perde 6000 homens, e entre eles o seu questor Terêncio Varrão. Ajudado pelos Vetões, uma tribo vizinha pela parte do oriente, Púnico desce sobre a Andaluzia e alcança uma cidade mediterrânica e põe-lhe cerco. Foi aqui morto por uma pedrada lançada pelos sitiados, mas os Lusitanos tomam por chefe a Césaro e continuam a guerra.

Ano 153 a.C - O pretor Lúcio Múmio perde contra Césaro uma poderosa batalha onde deixa 9000 mortos. Os Lusitanos, que arrebatam estandartes romanos, passeiam-nos pela Celtibéria, incitando  à luta as tribos desta região. Comandados por Cauceno, os lusitanos, atacam o Algarve e tomam Conistorgis. Passam à África e assaltam Okile, onde são destroçados por Múmio.

* Aliança lusitana entre Púnico, Caisaros, Caunceno e Vetões.
Os Lusitanos de Caisaros, vencem Mummio.
Os Lusitanos conquistam a sul, Conistorgis.
Os Cuneus Tornam-se súbditos de Roma.
• O pretor Lúcio Múmio perde contra Césaro uma poderosa batalha onde deixa 9000 mortos. Os Lusitanos, que arrebatam estandartes romanos, passeiam-nos pela Celtibéria, incitando à luta as tribos desta região. Comandados por Cauceno, os lusitanos, atacam o Algarve e tomam Conistorgis. Passam à África e assaltam Okile, onde são destroçados por Múmio.
(História de Roma)
- Os Lusitanos "Comem sentados em bancos, dispondo-se entre segundo as idades e dignidades, os alimentos circulam de mão em mão, enquanto bebem, dançam os homens ao som de flautas e trompetas, saltando alto e caindo de joelhos (...)
Os homens vestidos de preto, na sua maioria com mantas de lã (sagas). As mulheres de vestido com adornos florais".

Ano 152 a.C. - Este ano os selêucidas abandonam sua tentativa de helenizar Judá pela força e reconhecem Jônatas, agora chefe de família, como sumo sacerdote, uma função que os hasmoneanos devem exercer por 115 anos.
* Veem-se fios de virgem em veii
* O pretor Marco Atílio substituiu Múmio este ano e consegue tomar uma grande cidade lusitana: Oxthracas. M. Marcelo, governador da Citerior, vem em seu auxílio e derrota dos Lusitanos.


Ano 151 a.C. - Sérvio Sulpício Galba, massacra milhares de lusitanos depois destes se terem, rendido, é absolvido em julgamento, embora a sua culpabilidade seja palpável. Muita pouca gente em Roma se preocupa com o que acontece aos bárbaros.
* A nova guerra contra os Celtiberos termina este ano. Estas guerras Hispânicas causam grandes dificuldades e custos elevados aos romanos, assim como enormes desastres para os Hispanos, que sofrem inúmeras atrocidades.
* Sérvio Sulpício Galba é o pretor designado para a Hispânia Ulterior este ano. O seu primeiro recontro com os lusitanos dá-.se a norte de Carmona, lugar onde o pretor se acolhe depois da derrota, perdidos 7000 dos seus homens. Galba passa o inverno em Conistorgis, no Algarve.


Ano 150 a.C. - No fim do Inverno, as tropas lusitanas são vítimas de uma armadilha, sendo repelidas pelo pretor Sérvio Sulpício Galba, governador da Hispânia Ulterior. Para conseguir a vitória, Galba conta com o apoio de Luculo, governador da península Citerior.
* Por volta deste ano, uma sublevação Macedónia, sob o comando de um pretendente chamado Andrisco, leva os romanos mais uma vez a intervir.
* Tem início a Terceira Guerra Púnica, quando Roma intervém numa disputa entre Cartago e o rei da Numíadia, Masinissa, amigo e aliado de Roma.
* Galba e Lúcio Licínio Luculo, este governador da Hiapanha Citerior, unem as suas forças contra os Lusitanos, embora cada um na sua frente. Luculo derrota e mata de uma vez 4000 Lusitanos. De outra vez cai sobre um grupo que se dirige a Gades (Cádis), mata 1500, os restantes fogem para um cabeço, ele cerca-os e fá-los prisioneiros. Depois informa Apiano, entra na Lusitânia e devasta-a região por região. Os lusitanos propõem a paz. Fingindo aceitar Galba convoca-os para lhes distribuir terras. Galba recebe os legados dos Lusitanos que vão propor a paz e reconhece a pobreza Lusitana: “ É a esterilidade dos vossos campos e a pobreza, que vos obriga ao latrocínio”. Por isso se quereis a amizade dar-vos-ei as terras de que necessitais, fixando-vos numa fértil planície que dividirei em três partes”.  Dividiu-os efectivamente em três grupos e depois de os ter obrigado a entregar as armas cerca-os com as suas tropas e ataca-os. Morrem 9000 Lusitanos que resistiram. 20 000 rendidos foram enviados para a Gália, como escravos.
* Este ano, Viriato encontra-se entre os lusitanos que Sulpício Galba cerca. Porém Viriato consegue escapar à chacina do pretor.
* O particularismo, tara hereditária do ramo ibérico, impede a união nacional. A revolta mais perigosa é a dos Lusitanos, povo muito independente que habita a região que hoje é Portugal. Um dos governadores romanos, Galba, cobre-se de vergonha este ano, quando, a pretexto de negociações, reúne 7 000 iberos e os manda cercar pelas suas tropas, vendendo parte deles como escravos e chacinando quase todos os outros. Uma das raras pessoas que conseguem escapar à armadilha de Galba, é um pastor de nome Viriato. Até aqui defendeu o seu rebanho contra animais selvagens e salteadores, mas, a partir deste momento põe-se à testa dos seus compatriotas e lança-se numa luta mortal contra os romanos perjuros.


Ano 149 a.C. - Fim do reinado em Roma, de Catão-o-Censor.
* Galba, acusado de tão grande perfídia aos lusitanos, no ano anterior é julgado, mas absolvido. O discurso de Catão a favor dos Lusitanos, não consegue a condenaçao de Galba, mas é determinante na criação de um tribunal para julgamento dos abusos dos pretores.
* Nem Catão nem Masinissa assistem à queda de Cartago. Morrem este ano. O rei Númida conta 90 anos.
* Galba é acusado em Roma, pelo crime aos Lusitanos no ano anterior, mas a Assembleia do Povo tem a imprudência de lhe perdoar.


Ano 147 a.C. - Viriato assume a chefia da resistência Lusitana, que levará a cabo uma luta de guerrilha com consideráveis vitórias sobre o exército romano. Os Lusitanos fazem uma incursão no vale do Bétis, na
Turdetânia, mas são repelidos pelas tropas romanas comandadas por Vetílio.
* A guerra reacende-se na Lusitânia, chefiada por Viriato. Cerca de 10 000 homens que haviam descido ao vale do Guadalquivir são cercados por Vetílio, governador da Ulterior. A dificuldade de romper o cerco obriga-os a negociar. Viriato, que se encontra no meio deles, recorda-lhes quanto é hábito entre os Romanos quebrar os acordos e mostra-lhes que a fuga, embora difícil, não é impossível. É aqui que tomam Viriato por seu chefe. Viriato dispõe os seus homens como para uma batalha campal e manda-lhes que a um sinal dado (quando montasse o cavalo) forcem o cerco pelos pontos mais fracos, em grupos apinhados. Os Lusitanos assim fazem e conseguem salvar-se. Durante dois dias Viriato, com 1000 cavaleiros, entretêm o exército romano nas vizinhanças da cidade de Urso, furtando-se-lhe e logo reaparecendo. Assim dá tempo a que os Lusitanos, dispersos em pequenos grupos, voltem a reunir-se em Tribola, a sul de Urso e o exército romano que os persegue é finalmente derrotado no vale de Barbésula (hoje Guadiano). Vetílio perde a vida e dos 10 000 homens apenas seis mil conseguem fugir e refugiar-se em Carteia. O questor de Vetílio toma o comando das tropas, mas não se atreve a contra-atacar. Dispondo de um exército de 5 000 indígenas, na
sua maior parte das tribos celtibéricas de Belos e Titos, foi estes que mandou contra Viriato, que não tem dificuldades em derrotá-los.
* As operações romanas tomam nova amplitude, graças à eleição para o consulado do jovem Públio Cornélio Cipião Emiliano. Este filho de Paulo Emílio e filho adoptivo de Cipião-o-Africano que herda o altruísmo e o bom senso do pai, mas talvez se pareça mais ainda com o seu cavalheiresco e generoso homónimo.

* O pretor Vetílio vence os dez mil lusitanos que atacam a Turdetânia. Viriato torna-se o chefe dos Lusitanos, vence Vetílio em Tríbola.
(Os Lusitanos no Contexto Peninsular)
* As uvas, os girassóis brancos, os espargos e outras plantas semelhantes só não produziam três meses no ano.


Ano 146 a.C. (608 a.C.) - Destruição de Cartago pelas legiões romanas. Com a destruição de Cartago Roma domina também uma parte do norte de África.
* Por insistência do velho Catão, os romanos decidem destruir a cidade. Os cartagineses resistem
desesperadamente, mas a cidade acaba por se render ao general romano Cipião Emiliano, que a arrasa este ano. O seu território constitui a nova província de África.
* Na primavera, Lélio consegue escalar o muro, mal defendido por uma guarnição esfomeada e penetra assim no porto interior. A cidade está tomada, mas a luta não terminou de modo algum. Os assaltantes ocupam a praça do mercado contígua ao pequeno porto, e avançam através das três ruas estreitas que conduzem à cidadela; sua marcha é lenta, pois as casas de seis andares têm que ser tomadas uma após outra. Passam assim seis dias terriveis para os habitantes da cidade, e terriveis também para os assaltantes; chegam enfim diante da rocha escarpada da cidadela, onde se refugiara Asdrúbal com o que lhe restava dos soldados. O resto da populção, refugiada na cidadela, pede para capitular. A vida é-lhes concedida a muito custo, e vê-se aparecer diante do vencedor 30 000 homens e 25 000 mulheres, menos da décima parte da antiga população.

* No começo do ano, os Aqueus entram na Grécia, na Tessália, para forçar novamente a obediência de Heracléia, no Eta, que, conforme o decreto do Senado, deixara a confederação Aquéia. O cônsul Lúcio Múmio, que o Senado enviara à Grécia, não chegou ainda: Metelo toma a si a tarefa de proteger Heracléia com legiões macedônias.
* Apesar das condições de paz muito duras, a prosperidade de Cartago não enfraquece, pelo contrário. Catão, o Antigo, pela sua famosa fórmula Deleuda est Carthago (Cartago deve ser destruída), leva os romanos a retomarem a luta. Uma expedição Púnica contra o seu aliado Massinissa, rei da Numidia, fornece-lhes o pretexto para uma terceira declaração de guerra. Mas a guerra tem uma causa mais profunda: Cartago deve ser aniquilada porque ameaça os interesses financeiros romanos. Desta vez, a cidade é totalmente destruída, este ano. Os sobreviventes são vendidos como escravos, a terra votada aos deuses dos infernos. O desaparecimento de Cartago arranca, até, lágrimas ao vencedor, Cipião Emiliano.
* A antiga cidade fenícia de Cartago, foi totalmente arrasada por Cipião Emiliano, este ano.
* A antiga cidade grega de Corinto foi destruída por Roma este ano, como exemplo para o resto do
Império. A marcha triunfal da expansão imperial de Roma termina com a destruição de Corinto e Cartago este ano.
* O poder de Cartago, tão orgulhosa do seu comércio, foi enfraquecido pelos romanos em três guerras que se caracterizaram por uma extraordinária violência. A cidade é finalmente arrasada por completo: “que Cartago seja destruída”, foi a sentença romana que se cumpriu.
* O pretor C. Pláucio Hipseu toma o comando da Hispania Ulterior, substituindo Vetílio, os lLusitanos saqueiam Carpetânia, a norte do tejo. Pláucio procura-os para lhes dar combate, mas deixa-se enganar por uma táctica á qual Viriato frequentemente recorre, simulando fugir com receio das armas romanas, os lusiatanos atacam a certa altura os perseguidores de surpresa e em terreno que os favorece. Pláucio, não obstante a derrota, segue os lusitanoas até Mons Veneris, onde Viriato está acampado. Sofre uma  derrota e renuncia a outras operações ate ao fim do seu mandato.

* Viriato mantem os seus homens em Mons Veneris.

* Viriato ataca Segóvia e Segobriga, cidades pró-romanas.
* Tomada de Cartago põe termo àTerceira Guerra Púnica, e a destruição de Corinto concluiu as
operações contra a Liga Acaia.
*
Outrora os Romanos tinham visto os Gregos apenas de longe. Admiravam as suas importantes descobertas científicas, as suas artes, a sua literatura e, em geral, o refinamento da sua cultura. Viam agora o reverso da medalha e, em primeirissimo lugar a incapacidade congénita dos Gregos para se entenderem uns com os outros. Novas dissensões obrigam Roma a intervir. Oos romanos enviam árbitos a Corinto, mas estes são recebidos com injúrias. Em seguida os gregos lançam-se uns contra os outros. Mas esta situação já dura há tempo de mais. E, este ano, o governador romano da Macedónia, penetra na Grécia e desbarata as tropas daqueles desordeiros. Os Gregos acabam de travar o último cambate para salvar a sua independência. O único resultado é passarem a estar sob a autoridade do governador romano da Macedónia, em vez de dependerem directamente do senado. Mas podem conservar a sua autonomia comunal, modificando-a no entanto, num sentido mais aristocrático. E são considerados aliados de Roma. Os romanos só lhes tiram um direito. O de fazerem a guerra ou concluírem a paz, o seu mais estimado privilégio, e os helenos têm de pagar a Roma em contrapartida da sua protecção armada.


Ano 145 a.C. -
O cônsul Q. Fábio Máximo Emiliano vem para a Hispânia Ulterior. A sua nomeação, como irmão de Cipião Africano, para um lugar exercido até aqui por pretores, é uma vitória da facção do Senado partidária dos Cipiões.
* Fábio recebe um exército de 17 000 homens, na sua maioria recrutas. Todo este ano, evita grandes recontros.
* Viriato triunfa sobre Nigídio, pretror da Hispania Citerior.

 

 

 

 

 

 

guerreiro lusitano

guereiro konii

guerreiros romanos

guereiros lusiatnos

 

 

 

 

 

Penso: ... a ver impotente o recuo da História do mundo

PublicadoPor lazulli às 20:52
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Domingo, 14 de Setembro de 2008

1 000 a.C (167 a 157)

 

Ano 167 a.C. -Em menos de 100 anos os romanos reduzem o poderio de Cartago como também humilham as mais importantes potências do Leste Grego, conseguindo ser, este ano, soberanos efectivos do Mediterrânio.
*As ordens dadas por Antíoco IV Epífanes, este ano, perdem a sua validade e é garantido o livre exercício do culto divino e são de novo reconhecidas as reuniões religiosas em Jerusalém. Foram alcançados os objectivos da sublevação dos judeus.

* Em Alba Fucens, é construida segundo um plano em grelha, dentro de um impressionante recinto de mulralhas defensivas, uma colónia romana. O rei Perseu da Macedónia esteve aqui prisioneiro após a sua rendição, este ano.
*Em Dezembro deste ano, sob o comando de Antíoco IV a religião judaica é proscrita e o Templo profanado pelo culto a Zeus Olimpico. Este decisão de Antíoco provoca a revolta dos Macabeus, inspirada pelo sacerdote Matatias de Modin e dirigida pelos seus filhos.
*Quem promove o levantamento judaico é a casa de Matatias (a dinastia dos Asmoneus)
* Início dos Os Macabreus.
* A ilha de Delos, centro importante, que os romanos declaram Porto Franco este ano, de acordo com a política de prejudicar o comércio de Rodes.
*O conflito em Jerusalem chega a um ponto culminante com a  publicação de um decreto que, com efeito, abole a lei mosaica como está, substituindo-a por uma lei secular e reduzindo o Templo a um local ecumênico de culto.

Ano 166 a.C. -
Perseu, rei da Macedónia a partir deste ano.
* em-se fios de virgem em Veii.

Ano 165 a.C. - A partir deste ano, os grandes conquistadores Macabeus empregam a força para judaízar os Beduínos do Sul, os Idumeus, tradicionalmente inimigos dos descendentes de Jacob, após o caso do prato de lentilhas. Esta judaízação de toda a Palestina não prevalece todavia contra a diversidade das origens.
* Fim do reinado de Demétrio, que tinha alargado o Império de seu pai, e depois do desmoneramento do Império Maurya, conquista Taxila, a região litoral, até Guzarate e parte da India Central e do Ganges.

Ano 164 a.C. -Fim do reinado de Antíoco IV.
*Judas Macabeu conquista Jerusalém e restabelece a ordem antiga do Templo. O altar é reconstruído e as oferendas a Iavé voltam a fazer-se como no passado.

*Os cinco filhos do velho homem, liderados por Judas Macabeu, ou “Martelo”, lançam uma campanha de guerrilheiros contra guarnições Selêucidas e seus defensores judeus. Em dois anos, levam todos os gregos para fora da área ao redor de Jesrusalém. Na própria cidade confinam reformadores e também Selêucidas na Acra e purgaram o Templo de seus sacrilégios, reconsagrando-o a Iavé em numa cerimónia solene em Dezembro deste ano, um evento que os judeus ainda celebram na Festa de Hanuká, ou Purificação. Os Selêucidas têm inúmeras dificuldades próprias, incluindo o poder ascendente de Roma.


Ano 163 a.C. -Os Lusitanos atacam os romanos.

Ano 162 a.C. -
Este ano, o filho e sucessor de Epifanes, Antíoco V, ataca Menelau, “o homem a culpar por toda a conturbação” pois tinha persuadido seu pai a obrigar os judeus a abandonarem sua tradicional adoração a Deus, e o executa.
*Este ano, as tropas Selêucidas estão na fortaleza de Betsur. Os muros são levantados por Judas Macabeu. A fortaleza tinha cantinas e as rações dos soldados dispunham de vinho: um nobre licor dos vinhedos que cresciam nas colinas da Grécia. Havia ânforas para o vinho em grande número.

Ano 161 a.C. -A família Hasmoneana responde assinando uma aliança com Roma, em que são tratados com a família e regente, membros de um estado independente.
*Os Selêucidas fortificam novamente a fortaleza de Betsur, este ano. Sobre os muros derrubados dos Macabeus, ergue-se uma nova cidadela com muros de típica construção Helénica. “O seu general Báquides, edificou cidades fortes na Judeia... Fortifica também a cidade de Betsur... e põe nela tropas e provisões de mantimentos.

Ano 159 a.C. -Terêncio (escritor), cognominado o Africano, que saiu de África ainda criança e veio para Roma, sendo aqui escravo de um senador, que surpreendido com as suas faculdades, lhe manda ministrar uma cuidadosa educação, libertando-o depois. Morre, este ano, com 26 anos de idade.

Ano 157 a.C. - Todo o ódio romano, pelo inimigo vencido, se encarna na pessoa de Catão-o-Censor. Este ano está em África para uma missão de inquérito. Aqui, compreende que os seus temores são mais do que justificados. Então, Cartago, cidade transbordante de riqueza, é vencida. Roma não pode considerar-se em segurança enquanto Cartago mostrar esta insolente prosperidade. A vida de Roma exige a morte de Cartago. Isto tona-se nele (Catão) uma ideia fixa.

Ano 155 a.C -
Início da Guerra Lusitana. Reacende-se a guerra Hispânica. Púnico, um chefe Lusitano, vence o pretor Mânio Mânlio.

 

 

 

 

IMAGENS RETIRADAS DA NET, DESTE PERÍODO DA HISTÓRIA DA HUMANIDADE

 


celtas/lusitanos

 

mapa/lusitania

guerreiro lusitano

 

 

 

 

 

 

 

 

 

ataque lusitano

Viriato

 

Zeus


Antíoco IV

 

 


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Quinta-feira, 11 de Setembro de 2008

1000 a.C (181 a 168)

Ano 181 a.C. - As querelas com o irmão mais novo, o filorromano Demétrio, de Perseu, levam Filipe V a apoiar o primogénito e condenar à morte o filho dissidente, este ano. Perseu é o filho mais velho de Filipe V.

 

Ano 180 a.C. - Morre o historiador Grego Políbio.

Ano 179 a.C. (575) - Filipe morre, aos cinquenta e nove anos, e deixa um reino abalado e uma família dividida. Perseu sobe ao trono aos trinta e um anos e, como em criança, participou da guerra com Roma, herda ao mesmo tempo que o reino de seu pai, seus temores, ressentimentos e esperanças. Devota-se com uma convicção inflexível, à continuação da obra paterna, preparando-se com mais ardor que nunca para combater Roma.

*Perseu sucede a seu pai Filipe V da Macedónia, e tenta reconciliar-se com os Estados gregos, apelando às classes mais baixas das cidades gregas, obtendo alguns êxitos iniciais.
*Ao subir ao trono, Perseu tenta evitar novo conflito com Roma. Assim, depois de ter consolidado a situação na Macedónia, dá-se a uma política de expansão no Norte do País (Trácia, Dardânia, Ilíria).
*Termina a guerra na Hispânia Citerior, quando T. Sempónio Graco pacifica as provincias e faz uma aliança com os Celtiberos.

Ano 178 a.C. - Tibério Semprónio Graco, mantém o governo da Espanha Citerior até este ano, data da fundação de Gracaunis, na margem direita do Ebro, hoje Alfaro, entre Cascante e Calahorra. Os tratados que conclui com os Celtiberos garantem a paz por muito tempo entre este povo e os romanos.

Ano 176 a.C. - Após a colonização da Macedónia, este ano, o tributum é abolido e as propriedades dos cidadãos romanos de Itália deixam de estar sujeitas a impostos directos. Uma elevada percentagem do rendimento Público é reinvestida em mais conquistas, isto é, gasta no abastecimento do exército. O restante é gasto em grandes projectos de construção levados a cabo por Roma e nas cidades de Itália.
* O rendimento do Estado, sob a forma de despojos, indemnizações e impostos, é enorme.

Ano 175 a.C. - O movimento da reforma judaica encontra um entusiasta, porém perigoso aliado do novo monarca selêucida, Antíoco Epifanes. Sobe Antíoco IV, a religião judaica vai ser proscrita e o Templo profanado pelo culto de Zeus Olímpico.
*São vistos três sóis.

Ano 174 a.C. -O primeiro imperador Han realiza oferendas rituais diante do túmulo de Confúncio.
*São vistos três sóis.

Ano 173 a.C. -Aparece no céu uma grande frota.Em Priverno, uma lã cinzenta cobre o solo.

Ano 171 a.C. - Este ano, Antíoco acha necessário substituir Jasão como sumo sacerdote pelo ainda mais pró-grego Menelau e reforça o poder grego em Jerusalém, construindo uma fortaleza-acrópole dominando o Templo.
* Os Romanos intervêm militarmente no mundo grego, enviando um exército que atravessa o Adriático para defrontar Perseu. Este sai vencedor de uma batalha em Callinicos.
*Os êxitos militares e diplomáticos de Perseu, e o crescente prestigio que granjeia no Mediterrânio Ocidental, alarmam Êumenes II de Pérgamo, que vai a Roma acusar de imperialismo o soberano macedónico. O Senado delibera mover-lhe uma guerra este ano.
* São vistos três sóis.

Ano 168 a.C. - O rei da Síria decide helenizar profundamente a Judeia e particularmente consagrar o Templo a Júpiter Olímpico. Eclode então a insurreição chefiada por Matatias e depois por seus filhos, ditos “os Macabeus”. Mas Roma, que, para se infiltrar no Oriente, apoia os pequenos chefes locais contra as grandes soberanias, detém a Síria. Graças a esta confrontação ainda pacifica entre Roma e os herdeiros de Alexandre a Palestina reencontra a independência.
*Os macedónios revoltam-se, daí que este ano, a Macedónia transforma-se em província romana.
*
Cónscio da superioridade inimiga Perseu (da Macedónia) adopta uma estratégia defensiva que lhe rende vitórias sobre chefes militares mediocres (como Lícinio Crasso, em Calínio, na Tessália). Mas Paulo Emilio desbarata o seu aliado Gêntio e compele Perseu a uma batalha decisiva em Pidua neste ano. A carga da falange macedónica veio esmagar-se contra a solidez das linhas romanas. Completamente derrotado, Perseu refugia-se em Samotrácia, onde, abandonado por todos, se rende ao vencedor.
*Perseu figura no cortejo triunfal de Paulo Emílio.
*Perseu sofre uma derrota decisiva, frente a L. Emílio Paulo, na batalha de Pidua. O exército macedónico fica quase completamente destruído e o próprio Perseu rende-se pouco depois. O acordo estabelecido após a batalha de Pidua é duro e mostra até que ponto os Romanos mudaram. A Macedónia é dividida em quatro repúblicas separadas e a sua população forçada a pagar tributo a  Roma, a metade da taxa cobrada por Perseu. Deste modo os romanos têm o benefício do governo directo sem terem de suportar as cargas da Administração e da Defesa.
*Um destino cruel foi reservado aos Molossianos do Epiro, que colaboraram com Perseu, após a vitória deste em Callinicos. O seu território foi sistematicamente pilhado pelo exército de Paulo, e a população escravizada. É levada a cabo uma purga geral de elementos anti-romanos nos Estados gregos, sendo de destacar a deportação de 1000 membros das classes mais elevadas da Liga Egeia para a Itália, onde são presos sem julgamento. O mais famoso destes detidos é o historiador Políbio.
* Na Ásia, Pérgamo e Rodes são punidas com perdas de território, já que não participaram na guerra, adiando intencionalmente a decisão de o fazer. Roma demonstra assim, não estar disposta a tolerar a menor intenção de desobediência por parte dos seus súbditos. É mediante estes métodos que os romanos conseguem governar indirectamente a Grécia por mais 18 anos.
* Tendo vencido Cartago, Roma volta-se para o Oriente, esmaga os Macedónios, aliados dos Cartagineses, este ano, e submete a Grécia.
* Os macedonios são vencidos numa sangrenta batalha. o seu vencedor Paulo Emílio, digno homónio e digno filho do cônsul caído em Canas. Perseu vai morrer nas prisões romanas.
*
Um episódio de guerra entre Roma e Perseu da Macedónia, mostra a atitude que um senador romano pode assumir. Este ano, o senado soube que o seleucida Antíoco IV domina o Egipto, o que é contrário aos interesses de Roma. O senado envia um dos seus membros, Pompílio, para pôr termo a esta inoportuna conquista. Pompílio encontra-se com o senhor da Ásia perto de Alexandria. antes mesmo de ter chegado junto do seu visitante, já o grande rei saudava o representante do poderoso povo romano, mas Pompílio não reage. Sem a menor manifestação de cortesia, estende ao rei o ucasse do senado romano. Antíoco lê a carta e diz: Vou deliberar com os meus conselheiros. Mas pPompílio não lhe dá oportunidade para isso. Com o seu bastão, traça na areia um círculo em redor do rei e ordena: Dar-me-ás a resposta no interior deste circulo. O rei estupefacto, fica tão impressionado que não pode proferir o mínimo protesto. Por fim, depois de um penoso silencio, responde: Coloco-me às ordens dos Romanos. Pompílio subitamente amistoso, estende então a mão ao autocrata oriental. Antíoco tem de retirar sem demora as suas tropas do Egipto. Pompílio ocupa-se da Administração do país e ordena aos dois reis que vivam em paz.

lusitanos

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

soldado romano

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

(fotosretiradasdanet)


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Sábado, 5 de Julho de 2008

1000 a.C. (192 a.C. a 183 a.C.)

 

Ano 192 a.C. (562) - Supremacia romana em toda a Gália Cisalpina.
* Os Etólios, ressentidos por Flamínio não lhes permitir ocupar alguns dos seus territórios anteriores evacuados por Filipe, tomam a cidade fortificada de Demétria e pedem a Antíoco que venha livrar os Gregos dos Romanos. Antíoco responde ao pedido levando uma pequena força expedicionária para a Grécia.
* No Verão, uma frota romana de trezentas velas, tendo a bordo três mil soldados, sob o comando de Aulo Atílio Serrano, apareceu na altura de Giteu. Antíoco reúne as naves e as tropas que tem em mãos, contando quarenta naves e dez mil homens de infantaria com quinhentos cavaleiros e seis elefantes. Parte do Quersoneso, na Trácia, para a Grécia, onde desembarca no Outono em Ptéleo, no golfo de Pégaso, ocupando imediatamente a cidade vizinha de Demetríade, enquanto um exército romano de aproximadamente vinte cinco mil homens, sob as ordens do pretor Marco Bébio, desembarca na Apolônia. A guerra está começada por dois lados. Os Ródios e os Bizantinos juntam-se aos seus antigos aliados. O Egipto toma o partido de Roma. Filipe põe todas as suas forças, com um zelo cordial, à disposição dos Romanos. A segunda potência da Grécia, a liga Aqueana, adere tanto quanto a primeira à aliança com Roma.
* O fim da independência da Gália Cisalpina só chega este ano, quando os Romanos derrotam os Bóios na sua praça forte. (Bolonha actual)

Ano 191 a.C. - Antíoco, é expulso da Grécia por um exército Romano, que o derrota nas Termópilas.
Sucessivas campanhas sangrentas no vale do Pó, terminam com a derrota da mais poderosa das tribos da Gália Cisalpina, os Bóios.

* No começo da primavera, o estado-maior Romano chega a Apolônia. O comandante chefe é Mânio Acílio Glábrio, homem de origem humilde, mas general hábil, temido por seus soldados e seus inimigos. O almirante é Caio Lívio. Levam reforços de homens e naves, a cavalaria Líbia e elefantes, de forma que o contingente total do exército Romano eleva-se para quarenta e mil homens aproximadamente. As tropas Romanas já tinham começado as operações na Tessália.
* Lúcio Emílio Paulo, recebe o imperium proconsular da Província Ulterior (Espanha) e sofre este ano uma derrota lutando contra os Lusitanos em Lycon.

Ano 190 a.C. (564) - Os Romanos invadem a Ásia, sob o comando de L. Cipião (irmão do Africano, que acompanha o exército) e derrota Antíoco em Magnésia. Antíoco é forçado a retirar-se para além das montanhas do Tauro, e a pagar uma enorme indemnização e a entregar os seus elefantes e a sua frota.
* No vale do Ermo, perto de Magnésia, ao pé do monte Sipilo, não longe de Esmirna, as tropas Romanas encontram o inimigo no fim do outono. A vitória que lhes dá um terceiro continente, custa aos Romanos somente 84 cavaleiros e trezentos infantes. A Ásia Menor submete-se, até ao Éfeso, de onde o almirante retira rapidamente sua frota, além de Sardes, a residência da corte.
Assim o protetorado da República Romana abrange agora todos os Estados, desde a extremidade oriental até à extremidade ocidental do Mediterrâneo. Não existe nesta extensão nenhum Estado do qual os Romanos acreditem ter algo a temer. Mas um homem vive ainda a quem Roma faz honra: O Cartaginês sem asilo, que levantou contra Roma todo o Ocidente. Este refugiou-se inicialmente em Creta, depois na Bitínia e reside na corte de Prúsias, rei deste país, ajudando-o nas guerras com Eumeno. Flaminino resolve, sem consultar ninguém, libertar Roma de Aníbal, como libertara os gregos de seus grilhões. Se não puder cortar a garganta do maior homem deste tempo, pretende pelo menos provocá-lo. Prúsias, o mais miserável dos miseráveis príncipes da Ásia, fica encantado em conceder o pequeno favor que o enviado Romano pede em termos ambíguos e Aníbal vendo sua casa cercada de assassinos, toma veneno. Viveu o bastante para ver o Ocidente completamente submisso e para travar a última batalha com os Romanos contra as galeras de sua própria cidade, que se tornou Romana. Por fim é obrigado a ser um mero espectador.
* Partindo da Macedónia um exército Romano passa o Helesponto e este ano, esmaga Antíoco. Basta esta vitória de Roma para abater o Império Selêucida. Antíoco tem que ceder quase toda a Ásia Menor e quanto ao resto de seus territórios aceitar condições tão severas como as postas aos outrora a Cartago e mais recentemente á Macedonia. Cedência de toda a frota, com excepção de dez navios, e de todos os elefantes de guerra, pagamento da enorme soma de 15 000 talentos, a título de reparação. Promessa de não atacar os países vizinhos situados a Ocidente. Depois de tal humilhação os súbditos do rei perdem-lhe o respeito. Desordens e crises financeiras perturbam com frequência a paz do reino.

Ano 189 a.C. - Perseu combate os Etólios.
* O Consul Cn. Mânlio Vulso invade o território dos Gálatas, mata muitos deles e apodera-se de enormes despojos.
* O procônsul Lúcio Emílio Paulo, tira a desforra com os Lusitanos do desastre de Lycon, no qual perde 6 000 homens.

Ano 188 a.C. - Chega-se a um acordo final com Antíoco, com que se assina um tratado em Apamea. Os seus antigos territórios na Ásia Menor são divididos entre Rodes e Êmenes II de Pérgamo, os Romanos retiram-se então completamente da Grécia e da Ásia.

Ano 187 a.C. - É construída a Via Emília (de onde deriva o nome actual desta região) que liga a Piacenza a Ariminum (Rimini).

Ano 186 a.C. - São introduzidas em Roma, as competições de atletismo.
* Os mistérios de Dionisios-Baco são vários: a mistura de sexos, das pessoas de qualquer condição, o mistério das reuniões e o seu carácter orgíaco, até mesmo bestial, fazem recear as autoridades Romanas uma conspiração ou tentativa de subversão social. Por isso estas práticas são severamente reprimidas aquando do escândalo das Bacanais este ano.
* O mais antigo decreto senatorial data deste ano. é um dos mais importantes documentos em língua latina. Refere-se ao culto de Baco, imitação Romana dos ritos gregos em honra de Dionísio O Senado vê-se obrigado a regulamentar estritamente as cerimónias dionisíacas; todas as comunas itálicas são obrigadas a mandar gravar o decreto em placas de bronze e a expor estas na via pública para edificação de todos os cidadãos.
* Decreto do senado proibindo as Bacanais.
* Este ano, sendo Lúcio Mânlio Acidino Fulviano e Gaio Atínio os governadores da Espanha Citerior e da Ulterior, respectivamente, os Lusitanos, atacam novamente os Romanos. Passando o Guadalquivir, e auxiliados pelos habitantes de Hasta, defrontam Atínio na Primavera. Os Romanos conseguem vitória, mas sem vantagem.

Ano 185 a.C. - Os Pretores da Hispânia, este ano, Lúcio Quíncio Crispino e Gaio Calpúrnio Pisão, trazendo um exército de cerca de 24 000 homens, que se juntam aos já estacionados na Península, atacam Lusitanos e Celtiberos perto de Toledo em Dipo. Vencidos no primeiro recontro, os Romanos contra-atacam e obtêm êxito.

Ano 184 a.C. - Catão-o-Censor, rediculariza o exibicionismo frívolo dos Helenistas, defende as virtudes caseiras e mostra um profundo respeito pelas tradições itálicas. Os seus esforços para manter a coesão tradicional da oligarquia levaram-no a desencadear um ataque político contra Cipião, que acaba por forçar este a retirar-se da vida pública este ano. Catão apoia leis sumptuárias e opõem-se com frequência aos subornos, à corrupção e ao abuso de Poder. A oposição de Catão ao helenismo não se baseia num mero preconceito. Ele próprio fala grego e compreende a cultura grega melhor do que muitos dos que ataca; favorece mesmo a adopção de ideias gregas, desde que possam ser adaptadas às necessidades Romanas. É Catão que ordena, durante o seu mandato de censor, este ano, a construção  da primeira basílica em Roma, edifício de estilo grego. Este é um dos muitos exemplos de edifícios públicos de estilo grego mandados erigir durante este período.
* Catão é eleito Censor, exerce naturalmente as suas funções com impiedosa crueldade. Retoma a sua campanha contra a luxo. Desta vez com mais sucesso. O seu alto cargo permite-lhe taxar os artigos cujo uso quisera em 195 proibir ao belo sexo. O resmungão de cabelos vermelhos e olhos verde-cinzentos arranjou muitos inimigos mas o povo Romano honra-o com o título de Censorius.
* Plauto (escritor) morre este ano com 70 anos de idade.

Ano 183 a.C. - Aníbal tenta organizar a desforra, mas traído, refugia-se na corte de Prúsias II, rei da Bitínia. Este para salvar o seu reino, decide entregá-lo a Roma. Advertido Aníbal prefere matar-se este ano. Uma vez decidida a guerra com Aníbal, os Romanos podem mais uma vez voltar a sua atenção para os Balcãs, onde Filipe começou a estabelecer o seu poderio no Egeu e está a empreender movimentos ameaçadores na Ilíria.

 

(fotosnet)

 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Viriato                                                                                                                      

Lusitano                                                                                        

"Deuses" lusitanos

Iberos

Pretor

Exército Romano

* Baco / dionisio baco

* Dionísio / baco dionisio      (TODAS AS IMAGENS RETIRADAS DA NET)


PublicadoPor lazulli às 09:34
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Quarta-feira, 23 de Abril de 2008

1000 a.C. (256 a.C. a 238 a.C.)



Ano 256 a.C. (498 a.C.) - O Senado resolve mudar de sistema e atacar Cartago na África.

* Na Primavera, Roma resolve atacar Cartago na África e uma frota de 330 naves de linha, rumam para as costas da Líbia. Os Romanos encontram a frota Púnica em ordem de batalha na altura de Ecnomos para proteger a Pátria contra a invasão. Raramente se viu combate no mar com massas maiores do que estas que se encontram nesta Batalha. A frota Romana, de 330 velas, leva pelo menos 100.000 homens de tripulação, além do exército de terra, de aproximadamente 40.000 soldados. A frota Cartaginesa de 350 velas, é constituída de um número igual de combatentes, de maneira que perto de 300.000 homens foram postos em linha este dia, para decidir a luta entre os dois poderosos povos. Da frota Romana, 24 naves  são postas a pique. Da frota Cartaginesa, 24 afundam-se e 64 são tomadas. Os Romanos, em vez de desembarcarem na costa Ocidental da Península que forma o Golfo, descem mais para Leste, onde a Baía de Clúpia , lhes apresenta uma larga enseada para a protecção de suas naves contra quase todos os ventos. Em pouco tempo, um campo naval fortificado é ali construído, e o exército de terra tem a liberdade de começar as suas operações.

* A energia dos Cartagineses está quebrada. Pedem paz. Mas as condições propostas pelo Cônsul são inaceitáveis.

* Roma inflige uma derrota aos Cartagineses no Cabo Ecnomo .



Ano 255 a.C. (499 a.C.) - Amílcar, que fez com tanto sucesso a guerra de guerrilhas na Sicília contra os Romanos, aparece na Líbia com a elite das tropas da Sicília, que fornecem um precioso núcleo para o novo recrutamento. Ao chegar a Primavera, as coisas já mudaram de tal forma que são os Cartagineses os primeiros a abrir Campanha e a oferecer a batalha aos Romanos. A massa principal dos Romanos atacada na frente pelos elefantes, dos dois lados e por trás pela cavalaria, por mais que se esforcem em quadrado e procurem defender-se heroicamente, têm no final as suas massas compactas quebradas e dispersas. No pequeno número de prisioneiros, está o próprio Cônsul, que vai morrer mais tarde em Cartago. Uma frota Romana de 350 velas parte imediatamente e após ter ganho no Promontório de Hermes, uma brilhante vitória na qual os Cartagineses perdem 114 naves, chega a Clúpea bem a tempo de tirar de sua posição crítica os restos do exército desfeito, que ali estava entrincheirado. Mas os Romanos perdem a cabeça de tal forma, que após o combate feliz em Clúpea , embarcam todas as suas tropas e rumaram para a Itália. Três quartos da frota sucumbe com as suas tripulações, numa tempestade violenta. Apenas 80 naves chegam ao porto em Julho deste ano.

* Numa tentativa dos Romanos atacarem directamente Cartago, por meio de uma força invasora comandada por M. Atílio Régulo, fracassa, transformando-se em catástrofe total quando a frota enviada para evacuar o exército, naufraga numa tempestade na sua viagem de regresso, este ano.



Ano 251 a.C. (503) - Batalha de Palermo. O exército Romano esmaga o exército de elefantes, os animais cercados, desorientam-se e voltam-se contra os Cartagineses.

* O cônsul Gaio Célio Metelo ganha no verão, sob as muralhas de Panormo (a cidade mais importante da Sicília cartaginesa), uma brilhante vitória sobre o exército dos elefantes.

 


Ano 250 a.C. - Em Roma, a prática impiedosa da lei dos devedores, excita a indignação de toda a classe de fazendeiros. Quando, este ano, são convocados os recrutas para uma guerra perigosa, os homens obrigados a servir, recusam-se a obedecer a este comando, de maneira que o Cônsul Públio Sérvio, suspende por algum tempo a aplicação da lei dos devedores, e dá ordem para pôr em liberdade as pessoas já encarceradas por dívidas, e para impedir novas prisões. Os fazendeiros tomam seus lugares no exército e contribuírem para garantir a vitória.

* O rei Asoka, o Grande; levanta em Lumbini, uma coluna com a inscrição “aqui nasceu Buda Sakya Munif.”



Ano 249 a.C. (505 a.C.) - Nascimento de Aníbal, filho mais velho de Amílcar.



Ano 244 a.C. - Fundação de uma colónia em Brundisium.



Ano 242 a.C. - Os Romanos reunem as suas últimas forças para alcançarem a decisão no mar contra os Cartagineses. Os cofres do Estado estão vazios mas os cidadãos mais ricos dão provas de generoso patriotismo, oferecendo fundos necessários para a construção de navios. Cada um, toma sobre si, o encargo de financiar o equipamento de um navio, ou se os seus meios não são suficientes, junta-se-lhe um ou outro cidadão. Este esforço surpreende completamente o inimigo, que sofre uma dura derrota ao largo das costas ocidentais da Sicília, este ano. Os Cartagineses, perdem toda a sua esperança de vitória e propõe a paz. Estabelece-se um pacto de paz e Cartago perde a Sicília e deve pagar 3200 talentos à maneira de reparações.



Ano 241 a.C. (513) - O Ocidente tem a paz este ano. O Tratado concluído com Roma este ano, dá a paz a Cartago, mas custa-lhe caro. O remorso que mais fere os Cartagineses, é ver destruído todo o seu sistema de política comercial.

* Novo Tratado entre Romanos e Cartagineses, decorrente do triunfo dos Romanos na Primeira Guerra Púnica.

* A expedição do Cônsul Régulo a África, fracassa e os combates recomeçam. Em terra, as Legiões Romanas, são derrotadas na Sicília pelo jovem general Amílcar Barca. É no mar que o Procônsul Lutácio Catulo domina os Cartagineses, interceptando diante das ilhas Égatas um importante comboio de abastecimento. Cartago, tem de abandonar a Sicília e pagar uma pesada indemenização. E, ao mesmo tempo fazer face a uma crise interna grave. O seu exército, recrutado entre os indígenas Númidas, não é de grande qualidade. Logo que aparece a trégua com os Romanos, estala uma terrível revolta dos mercenários, aos quais o Governo havia recusado pagar os soldos. Esta revolta é reprimida por Hanão; o Grande e Amílcar Barca; mas os Romanos aproveitam estas perturbaçãos para ocupar a Córsega e a Sardenha.

* Os cidadãos Romanos beneficiam directamente da fundação das Colónias Latinas, que este ano ocupam mais de 10 Km2 de terras confiscadas. Simultâneamente a população de cidadãos Romanos vai crescendo. A Sicília é o principal ganho inerente à vitória deste ano. Para além de alguns casos priveligiados, tais como Messana e o reino de Siracusa, as várias comunidades da Sicília passam a pagar tributo a Roma, sob a forma de dízimo.

* Os recursos de Roma são superiores aos dos Cartago, e após a vitória Romana nas ilhas Égates, este ano, os Cartagineses rendem-se. Os romanos ocupam a Sicília que se torna a sua Primeira Província.

* Fundação, pelos Romanos duma colónia em Spoletium; esta tem lugar no seguimento de uma revolta da cidade de Falerii, gesto isolado de desafio que os Romanos esmagam com violência, numa campanha de 6 dias.



Ano 240 a.C. - Livius Andronicus, escravo de Tarento, alforriado, torna-se Professor, profissão de escravo ou de liberto. O Tarentino, contribui para a helenização das élites Romanas, mas, paralelamente, esforça-se por aperfeiçoar a Língua Latina. Este ano escreve a primeira tragédia romana que é apresentada nos Ludi Romani.



Ano 238 a.C. - Ocupação do litoral Ibérico pelos Cartagineses.

* Os Romanos escutam as propostas dos revoltosos da Sardenha que está nas mãos dos Cartagineses. Assim adquire Roma sem esforço a Sardenha, à qual junta a Córsega, antiga possessão Etrusca, onde, talvez depois da última guerra, haviam ficado algumas guarnições Romanas.

* Aperfeiçoamento, do calendário egípcio, com o “Decreto de Canopo”, que introduz o ano bissexto.

* Depois dos acontecimentos de Sicília, os Cartagineses compreendem que a paz de 241 a.C. não passa de um Armistício. Ninguém está mais a par da situação do que Amílcar e seu genro Asdrúbal. Decidem procurar na Península Ibérica compensações para as perdas sofridas pela sua cidade natal. A Península Ibérica possui ricas minas de prata que exploradas de maneira racional, podem pagar as reparações devidas pelos Cartagineses e financiar as suas guerras futuras. Além disso os habitantes da Ibéria são excelentes soldados. E, Cartago, acaba de enfrentar uma revolta de mercenários a quem a assinatura da paz em 241 a.C. deixou sem trabalho e sem dinheiro. Amílcar, este ano, leva as tropas para a Ibéria, onde os Cartagineses já possuíem Cades e alguns postos comerciais dispersos. Apoiando-se nessas possessões, Amílcar, aplica todo o seu talento de estratego e a sua inteligência política, na criação de um Estado Cartaginês homogéneo que agrupa as regiões férteis do Litoral Mediterrânico e se estenda a Norte, até ao Ebro. Na costa Sul funda Nova Cartago (a actual Cartagena) capital do Novo Império.

 

 

 

 

 

General Romano Espición












1ª Guerra Púnica





Rotas da 2ª Guerra Púnica... Península Ibérica



Aníbal Barca















(fotosdanet)





2ª Guerra Púnica
guerreiro Lusitano  


PublicadoPor lazulli às 22:00
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