Quarta-feira, 19 de Novembro de 2008

1000 a.C (87 a.c. a 80 a.c.)

 

Ano 87 a.C. -Sila organiza na Grécia um exército para invadir a Itália. Em Apolónia, na Ilíria, os seus soldados encontram um estranho humanóide adormecido.
* Mário contrata os serviços de um tribuno, P. Sulpício, que ocupou o cargo como apoiante dos optimates (elementos conservadores do senado) mas que por qualquer razão se tornou amargo. Sulpício propõe uma série de leis, incluindo uma que dá igualdade de direito de voto aos italianos recém-emancipados (de que tinham sido defraudados, por estarem confinados a um número restrito de tribos) e outra para nomear Mário, em vez de Sila, para o lugar de comandante na campanha seguinte ao Oriente. Os acontecimentos precipitam-se e as leis de Sulpício são aprovadas no meio de violentas cenas de lutas de rua. Sila parte para se juntar ao seu exército Nola, na Campânia, onde faz um apelo pessoal às tropas e marcha imediatamente sobre Roma que cai sem violência. Mário é apanhado de surpresa mas consegue fugir para África, Sulpício é morto e as suas leis canceladas.
* Depois de promulgar algumas medidas constituicionais que anunciam as da sua ditadura, Sila parte para o Oriente. Mal vira as costas, estalam novas dissenções. Um dos consules dste ano, L Cornélio Cina, tenta restabelecer a lei de Sulpício, sobre os novos cidadãos, mas é impedido pelo seu colega Cn. Octávio, apoiante de Sila. Seguem-se vários tumultos e Cina é forçado a fugir, mas encontra um bom aliado em Mário, que regressa de África e procura mobilizar os seus apoiantes.
* Apesar dos perigos que o afastamento de Sila, faz correr à sua Constituição e ao seu Partido, desembarca, na Primavera deste ano, na costa do Epiro. Deixa desde logo, após haver desembarcado, os postos do Epiro para ir à Beócia.
* Arrastada por um filósofo demagogo, Atenas junta-se a Mitridates. Mas os Ródios, opõem-lhe resistência encarniçada e conseguem salvar os mercadores Itálicos, que se tinham refugiado na sua ilha.
* Sila confia o comando do cerco de Nola, ao propretor Ápio Cláudio e embarca com suas legiões no começo do ano para o Oriente helênico.
* A posição do Governo de Romano, começa a ficar crítico. Precisa de três exércitos para reprimir a revolução em Roma, para esmagar completamente a Insurreição em Itália e para prosseguir a guerra na Ásia. Mas, só existe o exército de Sila. Este, apesar dos perigos que seu afastamento fará correr à sua Constituiçao e ao seu Partido, desembarca na Primavera deste ano na costa do Epiro, deixa logo após haver desembarcado, os portos do Epiro para ir à Beócia e, ali derrota os generais inimigos, Arquelau e Aristião, no monte Tilfosiano. Após esta vitória, apodera-se quase sem resistência de todo o Continente Grego e prossegue o cerco da cidade e do porto de Atenas.

Ano 86 a.c. (668) - Cina e Mário marcham sobre Roma, tomam a cidade e massacram os opositores, num novo reino de terror.
* Mário inicia o seu 7º Consulado, mas morre poucos dias depois, ainda neste ano. O seu colega Cina, tenta restabelecer uma certa normalidade: os novos cidadãos obtêm um acordo justo, Sila é proscrito e um exército “oficial” é enviado para a Ásia, sob o comando de L. Valério Flaco.
* Neste período em Roma o governo é controlado por Cina, que é Cônsul e dispõem de um forte apoio. As classes mais importantes parecem estar de acordo; nesta faze nenhum Senador importante, está disposto a passar-se para o lado de Sila.
* No Oriente, Sila consegue expulsar da Grécia as forças de Mitridates, após uma vitória em Queroneia, este ano. Neste mesmo ano, Valério Flaco aparece com o seu exército e começa uma Campanha contra Mitridates na Ásia Menor. Flaco é assassinado pelo seu próprio legado, C. Flávio Fímbria, mas a guerra continua e Fímbria obtem alguns êxitos dignos de nota.
* Na Beócia, Sila, derrota os generais inimigos Arquelau e Aristião, no monte Tilfosiano, e após esta vitória, apodera-se quase sem resistência de todo o Continente Grego, prosseguindo o cerco da cidade e do porto de Atenas. A cidade é tomada de assalto em 1º de Março deste ano. Mas a situação de Sila continua difícil no mais alto grau e mesmo desesperada. A Ásia está completamente entregue a si mesma e a conquista da Macedónia pelos tenentes de Mitridates acaba de ser completada pela tomada de Anfípolis. Mas há algo mais grave do que os embaraços militares e financeiros. A revolução é dona da capital. Sila é deposto, seu comando da Ásia fora confiado ao cônsul democrático Marco Valério Flaco, que é esperado a cada instante na Grécia.
* Antonino, “O Pio”, nascido em Lancívio este ano, numa aldeia romana de província, é, por sua mãe, membro de uma das famílias mais ricas e ilustres de Roma. A gens Aurélia, originária de Nimes.
* Com a morte de Mário, este ano, o general Sila, aristocrata apoiado pela nobreza e pelo Senado, assume o poder.
* No Oriente, Sila consegue expulsar da Grécia as forças de Mitridates, após a vitória em Queroneia, este ano, e neste mesmo ano, Valério Flaco aparece com o seu exército e começa uma Campanha contra Mitridates na Ásia Menor.

 



Ano 85 a.c. (669) - Sila assina um Tratado de Paz com Mitridates - em termos generosos - e volta-se contra Fímbria cujas tropas o abandonaram.
* O acordo de Sila na Ásia é extremamente duro, autoriza as suas tropas a saquearem mais ou menos à vontade e insta-la-as em aquartelamentos nas cidades.
* Na Primavera, Mitridates põe em acção um exército pouco inferior ao que foi exterminado em Queronéia.

Ano 84 a.c. - No início do ano, Cina é assassinado, num motim, vítima duma Revolta entre as tropas já descontentes, do quartel general de Ancona.

Ano 83 a.c. (671) - O Tabularium, edifício belo da época Republicana que fica no extremo Oeste do Fórum, de costas para o Capitólio e é utilizado como Registo e Arquivo Oficial, é destruído pelo fogo.

 

* O templo arcaico de Júpiter, Juno e Minerva, intacto até aqui, é destruído pelo fogo.
* O templo de Júpiter, no Capitólio, centro religioso de todo o Império Romano. Júpiter capitolino, o melhor e o maior, representado segurando o ceptro numa das mãos e na outra o raio. Minerva e Juno têm as suas estátuas nas salas laterais. Santuário construído de má pedra vulcânica e coberto de gipso e terracota (as próprias estátuas dos deuses também são de terracota), é destruído por um incêndio.
* Sila regressa a Itália, onde se lhe juntam jovens oportunistas, como M. Crasso e Q. Metelo Pio e principalmente o jovem Pompeu, que recrutou três legiões por sua própria iniciativa. A oposição está desorganizada e mal dirigida e o apoio de Sila cresce, à medida que se trona óbvio que vai ganhar. Há duras lutas em Itália, onde os Samnitas se unem aos partidários de Mário, nas provincías, onde têm bastantes seguidores.
* Q. Sertório, retira-se de Itália, quando as tropas de Sila se aproximam e vai para a sua Província da Hispânia.
* Na Primavera, Sila desembarca com suas legiões no porto de Brundísio. O Senado, recebendo a notícia, declara a Pátria em perigo, e dá aos Cônsules poderes ilimitados; mas estes chefes incapazes, não estão prevenidos, e são surpreendidos por um desembarque.
* Com o terror reina a tirania. Não somente Cina fica 4 anos como Cônsul à cabeça dos negócios, mas nomeia regularmente a si próprio, assim como a seus colegas, sem consultar o povo. A lei proposta por Sulpício, e, mais tarde, pelo próprio Cina, que promete aos novos cidadãos e aos libertos a igualdade de sufrágio com os antigos cidadãos, é naturalmente restabelecida. As restrições às distribuições de trigo estabelecidas alguns anos antes, são suprimidas: o projecto de colônia em Cápua, imaginado por Caio Graco, é executado na primavera deste ano. Lúcio Valério Flaco, o jovem, fez passar uma lei sobre as dívidas, que reduz todos os créditos particulares ao quarto do capital nominal e remete os 3/4 aos devedores.
* Sendo cônsul em Roma Gneu Papírio Carbão, este ano, Sertório é nomeado pretor da H. Citerior.
* No início do ano, a Guerra Civil que por toda esta decada divide e opõem partidários de Mário e Sula, toma novo alento com o desembarque de Sula em Brundísio. Sertório parece mais útil a Carbão na Itália do que na Província Hispânica. Avançando o ano, quando Sula consegue vencer os exércitos de L. Cornélio Cipião e G. Norbano, Carbão duvida da fidelidade dos Pretores que até aqui têm sido mantidos no Governo das duas províncias hispânicasSertório vem para evitar que as tropas acantonadas na Hispânia, se declarem por Sula.


Ano 82 a.c. - Um incidente muito curioso verifica-se este ano, um grande estrondo de armas, com gritos espantosos, foi ouvido entre Cápua e Volturno, como se dois exércitos se batessem numa terrível batalha. Quando as pessoas examinaram de perto este assombro, verificaram que a erva e o mato estavam espezinhados.
* Em finais deste ano, Sila está já  instalado em Roma, após ter derrotado os Samnitas na batalha de Porta Colina, e após o filho de Mário ter sido derrotado e morto em Praeneste.
* Em finais do ano, Sila é designado ditador, com a especial incumbência de “decretar novas leis e de elaborar uma nova ordenação do Estado”. Concedem-lhe todos os poderes, pondo-se assim fim ao conceito que, na antiga Roma, defenia a ditadura: a partir de então já não se trata de uma função de emergência para épocas de crise. Nunca até então, nenhum romano acumulou na sua pessoa tantos poderes. Muitas dezenas de milhares, protegem o poder de Sila na Itália, as dez mil pessoas que foram postas em liberdade e que doptaram, para seu apelido, o nome Cornélio, como expressão de reconhecimento, estão dispostas a defender com a sua própria vida a segurança do seu chefe. A legislação de Sila pretende restabelecer, por completo, a soberania do Senado e acabar com o poder dos “capitalistas” (cavaleiros) e do Partido Popular.
* Sila proclama-se ditador perpétuo de Roma.
* Quando Sertório sabe que Sula toma este ano, Roma, Sertório estabelece nos Pirinéus uma legião sob o comando de L. Lívio Salinátor, para tolher o passo às tropas sulanas.
* Em Roma, o filho de Mário, Mário-o-Jovem, continua a obra do seu progenitor. Tem apenas 25 anos, mas nada fica a dever a seu pai no que respeita a coragem e persistência. No entanto, é desprovido de experiência militar e não dispõe, como outrora seu pai, de tropas disciplinadas. Resiste, o mais que pode, com outros chefes do Partido Popular, mas não tem qualquer possibilidade de vencer as legiões de Sila. A batalha decisiva trava-se este ano, diante das muralhas de Roma. O combate começa pelo meio-dia e prossegue durante toda a noite. De manhã Sila tinha vencido e pode tomar posse de Roma. Três dias depois da sua vitória manda convocar o Senado, e dá-lhes a conhecer as suas decisões. Ao mesmo temo manda executar no Campo de Marte os inimigos capturados três dias antes, os quais somam alguns milhares de homens. Os gritos das vítimas chegam ao templo onde os pais do Estado estão reunidos e enchem-nos de terror. Sila pretende restabelecer a ordem por meio de um regime ditatorial que abata todos os adversários da República aristocrática. Nestas condições o morticinio recomeça por toda a parte onde se ouse resistir a Sila. Este lança uma expedição punitiva contra os Samnitas, que tinham ficado ao lado de Mário, sendo destruídos todos os seres vivos. Esta fértil região torna-se no deserto que ainda é hoje. Numa cidade do Lácio os cidadãos incendeiam as suas casas para que os carrascos as não possam saquear, em seguida matam-se uns aos outros para não  cairem nas mãos das legiões de Sila. A luta de Sila pela conquista do poder, é ao mesmo tempo o último acto da guerra contra os aliados. Mário-o-jovem, suicida-se.

Ano 81 a.c. C. - Ânio, que Sula envia no inícios do ano, desbarata os 6.000 homens de Salinátor. Sertório, a quem restam poucos homens, foge, embarcando em Cartagena. Desembarca na Mauritânia, onde os indígenas o atacam e volve a Ibiza. Dispõem-se a enfrentar a esquadra de Ânio no mar das Baleares quando um forte vento de nordeste faz naufragar a maior parte dos seus barcos. Andando dez dias desgovernado por ventos e correntes, desembarca finalmente na foz do Guadalquivir, onde encontra uns marinheiros que lhe falam da brandura de umas ilhas atlânticas das quais regressavam. Sertório tem o desejo de navegar para essas ilhas, mas liga-se a piratas, aos quais interessa mais o saque. Forçado por eles, desembarca de novo na Mauritânia, participando nas guerras civis deste reino e restaurando o trono a Ascális.

 



Ano 80 a.c. - Q. Sertório, regressa do exílio e dá início a uma revolta geral, com o apoio tanto dos nativos hispanos como os residentes romanos e italianos.
* O rei do Ponto dá o passo decisivo e declara a guerra aos romanos no inverno.
* Sila, estabelece uma colónia em Pompeia. O Fórum romano pode ver-se do Palatino. Por detrás das colunas do Templo de Castor fica a Cúria, ou sede do Senado, começada a contruir por Sila este ano.
* Sila é cônsul.
* Em finais do ano, os Etruscos e os Úmbrios começam a mobilizar as suas forças, mas acabam por ser impedidos de se juntarem aos insurrectos pela aprovação da lex Julia.
* Até este ano, ano em que Sertório abre hostilidades com os Romanos, são raras as campanhas na parte ocidental norte da Península Ibérica. A morte de Viriato e a derrota dos Calaicos quebraram a resistência destes povos e também a distribuição de terras feita por Bruto aquietou os Lusitanos.
* Os Lusitanos enviam embaixadores a Sertório a propor-lhe que venha chefiá-los na guerra contra os Romanos. A fama do antigo pretor como excelente cabo-de-guerra, justo e benévolo, corre pela Península. Sertório dispõem de 2000 soldados romanos. Com eles e com 700 Líbios atravessa o estreito de Gibraltar, vencendo a esquadra de Cota, oficial de Sula. Desembarca perto da actual Bolonia, num local que 4 000 Lusitanos a pé e 700 a cavalo haviam ocupado. Cruza o Guadalquivir bastante a  montante e aí vence o pretor da H. Ulterior, L. Fufidio.

Deusa Minerva

 

 

 

Deusa Minerva

 

 

Templo de Júpiter

 

 

Antonino  "O Pio"

 

 

Pompeu

 

 

Sula

 

 

Deusa Juno

 

 

Juno a Rainha dos Deuses

 

 

Sertorio

 

 

Morte de Viriato

 

 

Viriato

 

(todasaAsImagensRetiradasDaNet)


PublicadoPor lazulli às 19:57
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Sexta-feira, 7 de Novembro de 2008

1000 a.C (92 a.c. a 88 a.c.)

 

Ano 92 a.C. - Este ano, P. Rutílio Rufo, é condenado por extorsão, por um júri de cavaleiros, após ter tentado pôr cobro, aos abusos dos publicanos, na província da Ásia. Este caso é muito conhecido e o primeiro deste tipo.

 

* Impetuosos e inexperientes nas negociações com o Velho Mundo, os romanos rejeitam este ano, a oferta de aliança de Mitridates II, um monarca cujo império se estende para além do Indo e que, 20 anos antes, fez um acordo comercial, com o imperador da China.

Ano 91 a.C. -
A causa da emancipação dos habitantes da Itália é tomada em consideração pelo tribuno M. Lívio Druso, como parte de um programa mais vasto que inclui propostas de colonização agrária em Itália e nas províncias e uma reforma dos tribunais. As tentativas de Druso para obter um amplo apoio são absurdas, conseguindo apenas, despertar uma hostilidade generalizada. A proposta de estender a cidadania romana não tem qualquer hipótese. A morte do seu apoiante mais influente, o orador L. Crasso, deixa Druso politicamente isolado; as suas leis são anuladas pelo senado, com base num pormenor técnico legal, e, no final deste ano, é, assassinado, em circunstâncias misterioras. Para os aliados que tinham posto todas as suas esperanças em Druso, esta é a última gota. Antes do fim do ano, estala uma revolta armada.
* O conflito, conhecido por Guerra Social ou Mársica, é feroz e os romanos só conseguem a vitória militar reconhecendo a derrota política.
* A Guerra Social (Guerra dos Aliados) começa este ano. No seguimento da recusa persistente, por parte de romanos, de atribuir o direito de cidadania aos seus aliados italianos.
* Os insurrectos constituiram-se em Estado independente chamado Itália, com a capital em Corfinium. A revolta centrou-se nas regiões meridional e central da peninsula, e envolveu povos de língua osca dos Apeninos Centrais. Especialmente os Marsos), os Samnitas e os Lucanos, e a cidade de Asculum, em Piceno. À excepção de Venúsia, as colónias latinas, assim como as cidades gregas, permanecem fiéis a roma. Os Etruscos e os Úmbrios abstêm-se até à fases finais da guerra e são os primeiros a aceitar a cidadania romana nos termos da lex julia.

Ano 90 a.C. (664) - O cônsul L. Júlio César aprova uma lei concedendo cidadania romana a todas as comunidades legais e a quaisquer outras que deponham as armas.
* Júcio César, é cônsul este ano.
* As cidades da Apúlia passam para o lado dos insurgentes este ano.
* A Campânia Camplânios (Itália), é invadida por forças insurgentes este ano, mas é em grande parte retomada por Sila, que cerca Nola e chefia uma marcha vitoriosa para Salermo.
* P. Licínio Crasso não consegue conquistar a Lucrânia, que se junta aos revoltosos este ano.



Ano 89 a.c. (665) -
Este ano um Pretor romano, imprudentemente, provoca um ataque a Mitridates, que retalia invadindo a província da Ásia e ordena o massacre de todos os romanos ali residentes. A guerra já está quase terminada, com exepção de alguns focos de resistência no sul.
* Mal é resolvida a crise italiana quando chegam notícias de um desastre nas províncias orientais.
* O poderoso rei Mitridates é do reino do Ponto
* Os Etruscos e os Úmbrios abstêm-se na Guerra Social até esta fase final e são os primeiros a aceitar a cidadania romana nos termos da lx julia.
* O governo romano invocado pelos reis Ariobarzanes e Nicomedes em pessoa, manda à Ásia Menor, para ajudar Lúcio Cássio que ali governa, o consular Mânio Aquílio, oficial que deu provas de capacidade nas guerras dos Cimbros e da Sicília, não como general no comando de um exército, mas como embaixador. Embora nem o senado romano, nem o rei Mitridates, nem o rei Nicomedes tivessem desejado um rompimento, Mânio Aquílio procura-o e a Guerra estoura, no fim do ano.

 

* Desde a guerra dos persas jamais houve forças comparávceis às de Mitridates. Sem contar o exército Armênio auxiliar, entra em campanha com duzentos e cinquenta mil infantes e 40 000 cavaleiros, e trezentos navios e 100 embarcações menores, cruzam o mar.
* Este ano, o privilégio das concessões daddas pelos romanos a todos os seus aliados que se permanecerem fieis, é alargado às cidades que deponham as armas no prazo de dois meses. Roma abre assim uma brecha nas fileiras rebeldes o que lhe permite reprimir a revolta. No entanto os italianos do sul nem querem ouvir falar numa reconsiliação com Roma, arranjando um aliado a oriental.
* Q. Pompeio Estrabão, cônsul, captura e destrói o centro rebelde de Auscultum após um longo cerco nos finais deste ano, e invade então o território Pelignio, os insurgentes abandonam Corfinium na Itália e retiram-se.



Ano 88 a.c. (666) - O rei Mitridates VI, ordena um massacre de todos os romanos da província da Ásia ali residentes. 80.000 pessoas são mortas.
* Por esta altura romanos e italianos estão espalhados pelas províncias romanas na qualidade de cobradores de impostos, comerciantes, prestamistas e preoprietariuos de terras. Na própria província da Ásia muitos dos italianos residentes têm empregos nas Companhias Publicanas, a que a lei de Caio Graco concedera o direito de cobrar os impostos directos. As depredações são notórias e provocam o ódio da população autóctone, que de boa vontade colabora com Mitridates desta matança.Este consegue desempenhar o papel de libertador dos gregos contra os odiados romanos inimigos comuns de toda a humanidade”.  No fim deste ano, as suas forças tinham já tomado o Egeu e invadido a Grécia.
* A tarefa de comandar um exército romano para lutar contra Mitridates é atribuida a um dos cônsules deste ano, L. Cornélio Sila, nobre sem principios nem escrupulos, originário de uma antiga família patrícia (um dos seus antepassados foi o célebre Rufino). Sila mostrou s suas capacidades como um dos lugar-tenentes de confiança de Mário nas campanhas de África e da Germânia e ganho reputação como comandante na Guerra Social. Está portanto qualificado para a tarefa de defrontar Mitridates. Esta decisão é uma decepção para Mário, que ainda é influente e esperou que lhe fosse atribuido o comando. A opinião generalizada é de que a vitória sobre Mitridates será ao mesmo tempo fácil e lucrativa, e Mário fica irritado por o prémio ir para Sila, com quem se tinha desavindo uns anos antes.
* Os descontentes chamam à frente do Estado, Lúcio Cornélio Cina, até aqui praticamente desconhecido: sabe-se somente que ele se distinguiu como oficial na Guerra Social.Quando Sila, cedendo não às Colégio dosTribunos, propõe imediatamente os projectos de lei que foram combianados no propósito de uma reacção parcial contra a restauração imaginada por Sila este ano. Estas propostas compreendem a igualdade política dos novos cidadãos e dos libertos, tal qual Sulpício quisera, e o restabelecimento dos que haviam sido reduzidos, em consequência da Revolução Sulpiciana, a seu primeiro estado.
* Este ano Mitridates VI do Ponto, consegue avançar pela  província da Ásia e ocupar as ilhas do Egeu, apresentando-se como libertador e explora o ódio que os gregos têm aos romanos.
*Este ano massacre dos romanos na Ásia.
* As cidades de Apúlia são reconquistadas por Q. Metelo ste ano. Entre elas está Venúsia, única colónia latina que se uniu à causa italiana de sua livre vontade.
* Mitridates organiza secretamente uma insurreição de todo o Próximo Oriente, e num dia deste ano, em todas as cidades romanas e outros Itálicos residentes foram massacrados em condições atrozes.
* Este ano o tribuno do povo Públio Sulpício Rufo faz aos cidadãos as seguintes propostas: estipular-se que qualquer senador que deva mais de 2.000 denários perde sua cadeira no Senado; conceder-se a liberdade aos cidadãos condenados por outras cortes que não as dos jurados; distribuir os novos cidadãos em todas as tribos, e conceder aos libbertos o direito de votar em todas elas. Estas propostas encontram resistencia na maioria do Senado. Sulpício responde por um tumulto violento. O senado é obrigado a ceder e as propostas de Sulpício passam sem oposição. Para evitar o golpe que previa, concebe  Sulpício o propósito de tomar de Sila o Comando Supremo. Por seu designio Caio Mário é por decreto do povo, investido do poder supremo extraordinário (proconsular) obtendo assim o exército da Campânia e a direcção da guerra contra Mitridates. Sila não se rende a esta intimidação.
* No começo da primavera Mitridates toma a ofensiva. A cavalaria Bitínia, vencida, debanda. Uma divisão romana é derrotada em Capadócia. Os helenos e os asiáticos, juntam-se para acolher com alegria o libertador. De Éfeso, o rei manda a todos os governadores e a todas as cidades colocadas sob seu domínio a ordem de matar, no mesmo dia, a todos os italianos que se encontrem dentro de suas muralhas, livres ou escravos, sem distinção de sexo nem de idade.  Este crime prejudica os intereses do rei, pois obriga o senado romano a prosseguir energicamente a guerra. Mitridates dirige ainda um ataque contra a Europa. Seu filho Ariarates penetra na Trácia, na Macedónia fracamente defendida, subjugando a região,  dividindo-a em satrapias do reino do Ponto. A Eubéia sofre destino semelhante. Na Grécia propriamente dita Mitridates prossegue suas operações não só pelas armas mas também pela propaganda Nacional. Desde que as tropas de Mitridates põoem os pés no ContinenteGrego, a maior parte dos pequenos estados livres, os Aqueus, os Lacônios, os Beócios e até a Tessália, juntam-se a ele.

Atena

Mitridates II

Guerra Social

PovosQueLutaramContraOsRomanosNestaFase

Mitridates VI

e

O Monte Palatino, é claro! Claríssimo!

(todasasimagensforamretitadasdanet)


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