Segunda-feira, 7 de Abril de 2008

1 ooo a.C. (295 a.C. a 276 a.C)




Ano 295 a.C. - Os acontecimentos da Terceira Guerra Samnita culminam este ano, quando os Samnitas conseguem fazer entrar um exército no Norte da Itália para se unir aos Etruscos e aos Úmbrios , que estão ainda em guerra com Roma. Ao mesmo tempo aproveitam-se da presença dos Gauleses. Forma-se então uma importante coligação cujas forças conjuntas enfrentam o exército Romano numa grande batalha, em Sentinum , na Úmbria, no Verão deste ano. A vitória cabe aos Romanos.


Ano 294 a.C. (460) - A Etruria pede a paz. Os Samnitas agem de outra forma; preparam-se para uma resistência desesperada, com a energia de homens livres, que não podem mandar na sorte, mas podem desafiá-la. Contudo, Roma triunfa e arrebata de assalto as fortalezas onde os samnitas se refugiam com seus bens.


Ano 293 a.C. - A ilha do Tibre está há muito tempo relacionada com a arte da cura. Um Templo dedicado a Esculápio, o deus grego da medicina, é ali erigido após uma praga este ano.


Ano 291 a.C. - É fundada na vasta região do sueste de Sâmnio, a colónia latina de Venúsia.


Ano 290 a.C. - Invasão do território dos Samnitas este ano, pelos romanos, e chegam a um acordo. São obrigados a aliar-se a Roma, perdendo assim, a independência, e vêem-se despojados dos seus territórios para além do rio Volturnus, que passaram a ser a nova fronteira.

* Este ano, o cônsul M. Cúrio Dentado subjuga os Sabinos e os Petrúcios que passam a ser cidadãos romanos sine suffragio e algumas das suas terras são confiscadas e distribuidas por romanos pobres.

* A trégua de guerra, que a paz com os Samnitas este ano, deu à Itália, é de curta duração.

* As guerras Samnitas terminam com a derrota dos Samnitas que se rendem aos romanos este ano.


Ano 287 a.C. - Fase final do processo das instituições plebeias, quando é atribuida às resoluções da assembleia plebeia (Plesbiscita) força de lei.

* A igualdade das diferentes ordens sacerdotais, é finalmente estabelecida, quando os plesbiscitas adquirem força de lei. As resoluções das assembleias plebeias, tinham um cumprimento obrigatório para toda a comunidade.

* Até este ano foi usada pelo menos cinco vezes, a arma suprema da plebs “secessão”, forma extrema de desobediência civil.


Ano 285 a.C. - Sobe ao trono dos faraós Ptolomeu II, com 25 anos, altivo, amante do luxo e das belas mulheres, vaidoso, não propriamente dedicado às armas. Educado pelo físico Estrabão e pelo sábio Fileto de Coós, formidável homem de negócios culto e inteligente. Estas qualidades levam-no a dedicar-se com ávida paixão às duas grandes fundações de seu pai, a Biblioteca e o Museu. Envia a diversos lugares uma série de pesquisadores com a missão de adquirir através de todos os meios, lícitos ou não, todas as obras literárias que encontrassem, onde quer que fosse. Nisto foi empreendido um grande património, os papiros são muito caros, e desde então a Biblioteca é a mais importante do mundo. A biblioteca de Alexandria.

* Demétrio é finalmente capturado por Seleuco.


Ano 284 a.C. (470) - A liga etrusca subleva-se e convoca numerosos mercenários gauleses; o exército romano, que o pretor Lúcio Cecílio conduz em socorro dos Aretinos fiéis, é aniquilado sob os muros da cidade pelos mercenários Sênones, e o general sucumbe com treze mil soldados, este ano. Todo o norte da Itália, com Etruscos, Umbros, Gauleses, levanta-se em armas contra Roma.

Supressão dos tectos de palha, em Roma. A nova capital da Itália perde o seu aspecto de aldeia, e começa a ser adornada.


Ano 283 a.C (471 a.c.) - O cônsul Públio Cornélio Dolabela volta com um poderoso exército à terra dos Sênones; tudo o que não foi passado no fio da espada acaba expulso da região, e esta povoação é riscada do número das nações itálicas, este ano. Um considerável exército etrusco-gaulês dirige-se para Roma, a fim de vingar na capital o aniquilamento da nação Sênone, e riscar o nome de Roma da face da terra mais completamente do que o fizera antes um rei dos próprios senonianos. Mas, no momento em que atravessa o Tibre, nas vizinhanças do lago Vadimão, o exército unido é completamente derrotado pelos romanos, este ano.


Ano 280 a.C. (474) - Os Romanos começam por envolver-se nos assuntos da Grande Grécia, quando a cidade de Thuni lhes pede auxílio para fazer frente aos Lucanos. Dentro de poucos anos, Locri, Rehegio e Crotona, também se colocarão sobre a protecção de Roma. Esta situação alarma Tarento, a mais poderosa das cidades gregas, que já desconfiava há algum tempo do crescente poder Romano. Face a esta ameaça, os Tarentinos pedem auxílio ao rei Pirro, do Epiro, monarca ambicioso que espera ele próprio uma oportunidade para aumentar o seu poder. Pirro, desembarca este ano com um exército de 25 mil homens e 20 elefantes. Foi esta a primeira ocasião em que os romanos têm de fazer face a um exército helenístico bem treinado, que os derrota em Heracleia este ano. Embora tivesse infligido pesadas baixas nos seus opositores, Pirro, oferece-lhes um acordo de paz, cujos termos não são aceites pelos romanos, a quem o velho Ápio Cláudio convence a regeitar qualquer negociação com Pirro enquanto este permanecer em solo italiano. Pirro tenta então marchar sobre Roma, avançando até Anáguia antes de voltar para trás; Cápua e Nápoles fecham as suas portas e nenhum dos seus aliados se lhe reune.

* Pirro é o primeiro grego a medir-se com os romanos. Desembarca em Tarento, este ano. O seu exército conta 25 000 soldados de primeira qualidade e 20 elefantes. A travessia é realizada com transportes tarentinos, a frota tem de enfrentar uma tempestade e perde numerosos homens. O objectivo de Pirro é impôr-se aos gregos ocidentais e fundar um império grego que abranja as duas margens do Adriático.  Mas depressa verifica que não se devia ter em grande conta a ajuda voluntária dos habitantes da Grande Grécia. Os tarentinos prometem grandes contigentes mas são poucos ou nenhuns  os soldados que enviam. Pirro é obrigado a tratar duramente semelhantes aliados. É quase forçado a tratar Tarento como região conquistada para poder utilizar a cidade como base das suas operações. Nunca pode confiar inteiramente nos seus habitantes.

* A primeira batalha entre Romanos e Gregos é travada este ano perto de Heracleia, na Lucânia. A estratégia Romana ainda não atingiu a perfeição táctica macedónica. Os Romanos são ainda um povo de camponeses. As guerras que travaram até aqui não lhes exigiram grande talento estratégico. A batalha foi extremamente dura perto de Heracleia e o resultado esteve incerto durante muito tempo. Os elefantes de Pirro fazem pender a balança a seu favor. Quando do seu aparecimento no campo de batalha, semeiam o pânico nas fileiras romanas. Os cavalos espantam-se e os soldados que não se atrevem a proximar-se destes enormes animais e põe-se em fuga  sendo esmagados pela cavalaria de Pirro e pelos seus elefantes. Mas Pirro paga a sua vitória com demasiadas baixas. Perde a maior parte dos seus melhores soldados e dos seus melhores quadros. Em Heracleia, Pirro, prova retumbantemente o seu talento de general facto que impressiona as cidades gregas da Itália meridional. Quase todas se aliam aos Epirotas. Os Samnitas agregam-se a este movimento. Depois da vitória Pirro penetra na Campânia. Esperando que os Etruscos e outros povos submetidos pelos romanos aproveitem a oportunidade de se juntar ao vencedor, como sucedia habitualmente no Oriente. Mas nenhum dos aliados de Roma na Campania e na Itália central abre as portas a Pirro, apesar das dificuldades nas suas relações com os Romanos, os aliados não têm nenhuma vontade de se colocarem sob um outro domínio, este agora estrangeiro.

* Pirro, para proteger a Colônia Tarentina de Heracléia, situada entre esta cidade e Pandósia, põe-se em marcha com suas tropas e as de Tarento este ano.

 

Ano 279 a.C. - Ratificado e corrigido o Segundo Tratado entre Romanos e Cartagineses, antes da Primeira Guerra Púnica.

* Os Celtas, saqueiam o Templo de Delfos, centro religioso do mundo. Com o nome de Gálatas espalham o terror na Ásia Menor.

* Pirro obtém uma segunda vitória em Ausculum, mas as perdas que sofre são ainda maiores do que as de Heracleia, e a Batalha custa-lhe mais do que aos romanos.

* Cartago e Roma transformam seus antigos tratados de comércio numa oliga ofensiva e defensiva contra Pirro.

* Êxito de Etolo.


Ano 278 a.C. - Tendo sido assassinado Asdrúbal, sucessor de Amílcar, os oficiais cartagineses do exército da Espanha chamam para suceder-lhe o filho mais velho de Amílcar, Aníbal. Jovem ainda, com 29 anos, mas tendo já vivido muito, seguiu seu pai por toda a parte e partilha de seus sentimentos sobre a paz de Catulo. Ainda criança, acompanhou seus pais nos campos, e ali, destinguiu-se cedo.

* Este ano, Pirro decide abandonar a Itália e tenta intervir na Sicília, onde as cidades gregas pedem auxílio contra os Cartagineses. O resultado é uma nova aliança entre Roma e Cartago.

* Pirro faz-se ao mar com o exército principal estabelecido em Tarento, na primavera, rumo a Siracusa.


Ano 276 a.C. - P. Cornélio Rufino, expulso do Senado, por possuir uma baixela de prata com 5 kg.

* Ao abandonar a Sicília, este ano, Pirro diz: “Deixamos atrás de nós um belo Campo de Batalha para romanos e cartagineses!”

* Na Primavera deste ano, retoma Pirro a ofensiva e penetra na Apúlia, onde encontra o exército romano. Os dois exércitos chocam-se perto de Ásculo (Ascoli di Puglia). Sob o estandarte de Pirro combatem, além das tropas Epirotas e Macedônias, os mercenários Italiotas, as milícias das cidades, os escudos brancos de Tarento, os Lucanianos, Brutianos e Samnitas aliados, ao todo setenta mil infantes, dos quais dezasseis mil Gregos e Epirotas, mais de oito mil cavaleiros e dezanove elefantes. Neste dia, os Romanos têm consigo os Latinos, os Campanianos, os Volscos, os Sabinos, os Úmbrios, os Marrucinos, os Polignos, os Frantanos e os Arpinantes; são mais de setenta mil infantes, dos quais vinte mil cidadãos Romanos e oito mil cavaleiros. Os Romanos para se protegerem contra os elefantes dispõem uma espécie de carros de guerra, que terminam em pontas de ferro, e aos quais adaptam uma espécie de mastros móveis e pontudos dirigidos para a frente.

* Pirrro nunca esteve tão perto do seu objectivo, quando no verão vê diante de si Cartago desencorajada, manda na Sicília, e conserva um pé na Itália com a posse de Tarento.

* Pirro, em vez de seguir para Lilibeu com sua frota, vai para Tarento. O embarque, cheio de consequências, tem lugar no fim deste ano. Em rota, a nova frota Siracusana tem que travar um combate no mar com os Cartagineses, e este combate custa-lhe um grande número de naves. O afastamento do rei e a notícia desta primeira desgraça são suficientes para derrubar a realeza Siciliana: Todas as cidades retêm o dinheiro e as tropas que devem dar ao rei, este brilhante Estado desaba mais rapidamente ainda do que surgiu.

 

 

Etrusco

 

 

(fotodanet)


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Quarta-feira, 5 de Março de 2008

1000 a.C. (328 a.c. a 314 a.c.)


Ano 328 a.C. - Os romanos fundam uma colónia em Fregellae , na zona estratégica do vale médio do Lírio. A fundação de Fregellaes , provoca de imediato uma reacção hostil por parte dos Samnitas , e no prazo de um ano estala uma Guerra que vai durar de forma intermitente, quase 40 anos.


Ano 326 a.C. (428) -
Fo
i este ano que começa a luta sobre o território samnita ; algumas cidades fronteiras da Campânia, Rufras (entre Venafro e Teano) e Alifas, são ocupadas pelos romanos.

* Proibição da escravidão de cidadãos, em Roma.

* Alexandre encontra Besso e manda esquartejá-lo devido à sua traição a Dario.

* Este ano em Roma proibe-se a escravidão de cidadãos.

* Depois da queda do poderio Etrusco e a partir do enfraquecimento das Repúblicas Gregas, a Confederação Samnita era, para os romanos, a potência mais considerável da Itália e, ao mesmo tempo, a mais imediatamente ameaçada pelo espírito conquistador de Roma. A ela coube, em consequência, o primeiro lugar e o mais pesado fardo na luta que os italiotas tiveram que sustentar contra Roma.

* Este ano começa a luta sobre o território sammnita; algumas cidades fronteiras da Campânia, Rufras (entre Venafro e Teano) e Alifas, são ocupadas pelos romanos.

* Parte da India pertencera ao Império Romano Persa e era preciso conquistá-la. Alexandre III atravessa o Indo este ano e a sua vitória sobre o rei Poro traz-lhe o Penjabe. Pensa então atingir o GHranges, mas os seus soldados, esgotados, impediram-no. Obrigado a voltar para trás, manda erguer uma coluna com estas palavras. “Aqui parou Alexandre”. Depois torna a descer o Indo, fundando mais colónias. Consciente da fragilidade do seu Império, Alexandre julga necessário dar-lhe um fundamento sagrado. Voltando à antiga crença que fazia dele o filho de Zeus-Amon, exige ser venerado como um deus.

* A fim de unificar o seu Império, agora mais Oriental que Mediterrâneo. Alexandre procura formar um exército em que todas as provincias estejam representadas e colocadas sob a mesma autoridade. E incorpora numerosos persas e orientais na infantaria, com risco de enfraquecer a coesão. Visando a rivalidade entre povos, cria um corpo de cavaleiros persas, os epígonos, ao lado dos hebreus. Para conquistar a India, integra cavaleiros orientais e elefantes. É uma verdadeira horda de quase 12 0000 pessoas, de que metade são mulheres e crianças, que atravessa o Indo este ano.

* o sistema de servidão por divida (nexum) foi abolido este ano.

* Os romanos obtêm um exito este ano, quando o governo da cidade grega de Nápoles decidiu expulsar uma guarnição samnita e chamar os romanos em sua ajuda. O resultado deste episódio, o primeiro contacto formal com a comunidade grega de Itália, foi uma aliança extremamente valiosa.

 

Ano 325 a.C. - Quando Alexandre Magno anda em campanha na Bulgária recebe depurtações de todos os povos que vivem perto do Danúbio Inferior, e entre estes vem uma embaixada de celtas, referidos como do Adriático.


Ano 324 a.C. - Alexandre III, continua a sua política de fusão racial, desposa em segundas núpcias, Satira, filha de Dario III, este ano. Até no seu trajo, ele realiza esta fusão: enverga a âmide e o barrete macedónio, mas também a túnica, o diadema e o manto púrpura dos reis persas.

* Este ano, Alexandre está em Susa onde toma importantes medidas politicas. Gizou a fusão dos povos macedónio e persa atravês de casamentos em massa (o próprio Alexandre desposa a filha de Dario), a fusão dos respectivos exércitos e, para reiterar a sua supremacia, exige ser considerado e honrado como um deus.


Ano 323 a.C. -
Alexandre Magno atravessa novamente a Palestina. Ficam subjugados todos os Países do antigo Oriente e penetra até ao Indo e até quase às imediações do maciço do Himalaia. De regresso, é atacado no caminho pela febre. E com trinta e três anos de idade, Alexandre morre na Babilónia a 13 de Junho.

* Regressado à Babilónia, de que queria fazer a sua capital, Alexandre encarrega um dos seus tenentes, Nearco, de uma expedição ao Golfo Pérsico. Concebe sem dúvida outras conquistas, como a Espanha e a África, e acalenta o projecto de construir uma grande esquadra. Mas manifestam-se sombrios presságios. Hefesto, seu amigo de juventude, morre bruscamente; ele posta-se por muitos dias diante do cadáver. Recobrando a energia empreende novas tarefas, funda novas cidades. Mas cai doente, dura apenas 12 dias e morre a 13 de Junho, com 33 anos. Tudo se desmorona: a mãe e o filho são assassinados; os generais disputam a herança do Império, que se desmembra.

* Alexandre morre ano de doença súbita, na Babilónia, decretada capital do seu Império. Tem morte prematura aos 33 anos de idade.

* Quando prosseguia a sua marcha para o Oriente até o vale do rio Indo, as tropas de Alexandre recusam acompanhá-lo na expedição de conquista à India. Então ele retorna à Mesopotâmia e fixa a capital do Império na Babilónia. Morre prematuramente nesta cidade, este ano, com 33 anos de idade, quando planejava uma nova campanha para conquistar Cartago e o Mediterrâneo Ocidental.

Depois da derrocada da Pérsia, Israel passa a fazer parte, sem grandes perturbações do Império de Alexandre e, depois da morte do Imperador macedónio, este ano, foi anexada ao reino Ptolemaico do Egipto, em luta constante tanto com o outro reino dos Diádocos a Oriente, como com o Estado dos Selêucidas, por motivo do Sul da Síria.

* Morre Alexandre, Magno. O seu Império é dividido e dá origem aos reinos helenísticos. O Egipto é a partir daqui, governado pela Dinastia Plotomaica.

Novos Estados surgem no grandioso Império Macedônico, com a morte de Alexandre Magno.

A cultura e a língua grega, graças às campanhas de Alexandre Magno, foram difundidas pelo Oriente.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Depois da Morte de Alexandre a 13 de Junho, Atenas tem uma sublevação conduzida pelo Partido Democrático, dirigido por Hipérides e o esmagamento das forças atenienses por Cassandro, que fica a reger o governo da Macedónia, o governo da cidade fica entregue a Demétrio de Farelos, apoiado pelo Partido Aristocrático.

Ptolomeu valente soldado e um perito general, conterrâneo de Alexandre, amigo e parente, de origens nobres, ( seu pai, Lago, desposou Arsione, que era parenta da família real,) teve três esposas: a primeira foi Apama, filha do Sátrapa persa Artabazo e irmã de uma outra mulher de Alexandre, de nome Barsina; a segunda, Eurídice, filha de Antipatro, e a terceira chamada Berenice, sua meia irmã, porquanto ela era também filha de Lago e de outra mulher (Antígona). Chega ao Egipto este ano, onde encontra logo um problema a resolver: Alexandre deixou aqui uma vasta guarnição sob as ordens de um comandante grego de Náucrate, chamado Cleômenes, que tem também a função de supervisionar a construção de Alexandria e que é o verdadeiro governador e dono do Egipto. É lógico que com o aparecimento de Ptolomeu sua fisionomia não revela nenhum sinal de jubilo, mas Ptolomeu nomeia-a-o tesoureiro e preocupa-se em adquirir simpatia e prestígio pessoal dentre os novos súbditos.

Perdica envia à Babilônia um tal Arrideu para recuperar os restos mortais de Alexandre, pode ser que Alexandre tenha deixado disposições no sentido de ser sepultado no oásis de Siva, no santuário de “seu pai” Zeus-Amon, mas os seus soldados preferem sepultá-lo em Pela. Ptolomeu acolhe com grande devoção os restos mortais do seu rei e manda sepultá-los em Mênfis. Assim pode elevar ao máximo o seu prestígio, pois para os egípcios era o guardião do falecido faraó e para os macedônios, era de certa forma o sucessor de Alexandre. Mas Perdica fica furioso e declara-lhe guerra. Chega a Pelúsio com uma armada e tenta penetrar no Delta, mas tem que retroceder. Desvia para sul, mas fracassa novamente, a terceira vez ainda mais para sul, perde dois mil homens e acaba assassinado em sua tenda por dois de seus oficiais este ano. O império sofre então uma forte reviravolta, ficando quase totalmente desguarnecido. E durante uma Conferência de Diádocos em Triparadiso, na Síria este ano, são decretadas as novas divisões. Lisímaco, Ptolomeu, Antíogo e Eumene são reconfirmados nos seus domínios. Antipatro assume o lugar de Cratero e a Seleuco cabe a Babilónia.

Ptolomeu podia ter conseguido facilmente o lugar de Perdica, o guardião da unidade do Império. Mas não o faz, pois está interessado no Egipto e no Mediterrâneo.


Ano 322 a.C. - Para poupar um segundo crime contra a filosofia dos Atenienses, segundo as suas próprias palavras, Aristóteles deixa Atenas e refugia-se em Cálcis, na ilha de Eubeia, onde morre este ano.

Quando se arrogou o direito ao Egipto, o diádoco Ptolomeu foi sem dúvida o mais perspicaz; previu, que os seus colegas logo começariam a demandar. O que acontece durante a primeira “guerra civil”.  O primeiro que desaparece de circulação é Leonato este ano, morto na Tessália, vítima de uma rebelião. As batalhas, todavia, resolvem-se muito rapidamente, pois não passam de lutas entre generais e as tropas permanecem fiéis aos seus chefes enquanto vencem. À primeira derrota passam as armas e bagagens para o campo do vencedor.O Egipto um País de pequena extensão porém populoso e muito rico, habitado por gente pacífica e confinado aos limites do Império, representa um oásis de paz e demontra prespectiva não muito longe de uma total independência.


Ano 321 a.C. - Os Cônsules decidem irreflectidamente empreender uma invasão em grande escala do território Semnita. Tal tentativa termina em desastre, quando o exército romano sofre uma embuscada na encruzilhada de Candina e é vergonhosamente forçado a render-se.

O outro que demanda de junto do diádoco Ptolomeu é Cratero, este ano, que também morre lutando contra Eumene.


Ano 319 a.C. - Antipatro, primeiro-ministro em Pela, morre com quase oitenta anos, deixando a Regência do Império a um velho colega, Poliperconte, e não ao filho Cassandro. Os protestos de Cassandro são apoiados por Antígono e Ptolomeu e os direitos de Poliperconte por Eumene. Estoura a Guerra Civil.


Ano 317 a.C. - As vitórias mais clamorosas foram conquistadas por Antígono Monoftalmo e Eumene é julgado em Ecbátana este ano. Antígono torna-se assim o dominador entre os diádocos, incluindo nos seus domínios a Capadócia de Eumene bem como a Pérsia. Portanto praticamente a maior parte do Império de Alexandre. É também o mais abastado, pois apossasse dos tesouros de Susa e de Ecbátana (trinta mil talentos). Neste meio tempo, Cassandro, com o apoio de Lisímaco e Eurídice, mulher de Filipe Arrideu, vence Poliperconte. Mas em Pela ainda não foram ajustadas contas com a terrível Olímpia, mãe de Alexandre, protetora de Poliperconte. Ela sai do Epiro com Rossane e o jovem Alexandre IV, que se refugiaram em sua companhia. As tropas de Cassandro são derrotadas por Filipe Arrideu e sua mulher assassinados este ano.


Ano 316 a.C. - A Guerra com os romanos reinicia-se este ano por iniciativa dos Samnitas .

Guerra na Apúlia, onde os romanos tomam de assalto Satícula, cidade fronteira com o Sâmnio.

Cassandro, não se deu por vencido e consegue entrar novamente na Macedônia e capturar Olímpia em Pidna enviando-a a um tribunal este ano, enquanto Rossane e Alexandre IV são presos na fortaleza de Anfípolis. Assim termina a Segunda Guerra Civil, mas o campo está aberto para uma Terceira.


Ano 315 a.C. - Os Samnitas invadem o Lácio e obtêm uma vitória na Batalha em Lantulae, perto de Terracina.


Ano 314 a.C. (438) Os romanos acampam no inverno, diante de Boviano, capital do Sâmnio. Os romanos, para assegurarem para sempre a conquista do território da Apúlia e da Campânia, começam a fundar aqui, este ano novas fortalezas.


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Segunda-feira, 10 de Dezembro de 2007

1 000 a.C. (444 a.C. a 415 a.C.)

 

 

 

Ano 444 a.C. - Nomeação de Neemias , governador autónomo de Judá, por Artaxerxes, rei da Pérsia.


Ano 443 a.C. - Os censores, eleitos pela primeira vez, este ano. Exercem funções anteriormente desempenhadas pelos cônsules, a mais importante das quais é a realização de um censo da comunidade, para estabelecer os direitos e obrigações dos cidadãos e para os distribuir pelas tribos e centúrias apropriadas. Os censores são eleitos em intervalos de quatro ou cinco anos, sendo o seu mandato de 18 meses.


Ano 440 a.C. - Espúrio Mélio , da elite governante, é este ano executado durante a República, pela grave acusação de (monarquismo regnum ).


Ano 439 a.C. - Já passaram 20 anos depois da sua vitória sobre os Équos, Cincinato salva mais uma vez o seu povo. Um romano influente, Espúrio Mélio , faz, este ano, uma tentativa de golpe de Estado. Pelo menos é acusado disso. Mélio é extremamente rico e, numa altura em que uma grande fome reina em Roma, julga possível apoderar-se do poder graças à sua fortuna. A situação é de tal modo desesperada que as pessoas se atiram ao Tibre para porem fim aos seus sofrimentos. Mélio compra na Etrúria grandes quantidades de trigo e distribui pelo povo faminto. “determina fazer donativos de pão”. Olhado e considerado superior a um homem particular, leva para qualquer parte que caminhe, a plebe, ganha por tal benefício e que lhe promete, pelo seu favor e esperança, um certo consulado. ele mesmo, tem aspirações a coisas mais elevadas e não concedidas. E, visto que o consulado, também há-de de ser arrancado, aos senadores constrangidos, entra a pensar na realeza. As autoridades depressa encontram provas da sua culpabilidade. Sabes se que Mélio estabelece um depósito de armas em sua casa, que ai tem reuniões secretas, que elabora planos para abater a República, e que até compra tribunos da plebe.


Ano 435 a.C. - Nascimento de Filóxeno de Citera .


Ano 432 a.C. - Este ano, o filósofo grego Anaxágoras, que interpreta a realidade como um torvelinho de infinitos elementos homeomerias ), ligado à “razão de ser” do cosmos, é acusado de ateísmo por atenienses politeístas ortodoxos.


Ano 431 a.C. - O primeiro Templo de Apolo, é construído em sua honra este ano por Augusto, no Palatino, em Roma, durante uma epidemia.


Ano 426 a.C. - A Segunda Guerra, este ano, quando os romanos tomam Fidence , posto avançado de Veios na margem esquerda do Tibre, cerca de 9 km a norte de Roma. A luta decisiva que segundo a tradição romana dura 10 anos (405-396) está associada a muitas lendas e histórias, algumas das quais inspiradas na lenda grega da Guerra de Tróia. O resultado final é um dos pontos de viragem na história de Roma: Veios é tomada e destruída pelo general romano M. Fúrio Camilo, e o seu território anexado ao de Roma.


Ano 424 a.C. - Morte de Artaxerxes, após 40 anos de reinado. Segue-se um período de sanguinárias batalhas. O único filho, Xerxes II, é assassinado por um bastardo. Outro bastardo de nome Vahuka (Oco) consegue apoderar-se do trono dos Aquemênidas com o nome de Dário II. Mas um irmão e um primo revoltam-se contra ele apoderando-se por sua vez de duas grandes partes do Império, desta maneira vai-se fragmentando.


Ano 419 a.C. (335) - Em Roma o número de escravos concentrados na capital, atestado pela primeira conspiração séria de escravos este ano. Existem muitos escravos.


Ano 415 a.C. - Nos Jogos Olímpicos, Alcibíades corre sete magníficos carros e arrebata os três primeiros prémios. Ídolo dos Atenienses, lidera o partido democrático e, põem em causa a trégua de 50 anos que Nícias, seu adversário, estabelece com Esparta, arrasta os Atenienses para a infeliz expedição da Sicília este ano. Na véspera da partida, as estátuas de Hermes são profanadas e a sua reputação de impiedade designa-o imediatamente como sacrílego.

Penso: parada - a olhar o mundo

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Segunda-feira, 17 de Setembro de 2007

1000 anos a.C (521 a 509)


Ano 521 a.C. - Dário I, o Grande, é rei a partir deste ano inclusive.

* Dário I, filho de Histapes, este ano, elimina com seis outros conjurados, o astrólogo Gautama, usurpador do trono, e herda o imenso Império Persa, que Ciro e Cambises haviam construído. Os conjurados haviam decidido que a coroa se destinaria àquele cujo cavalo fosse o primeiro a relinchar ao pôr do sol. Dário consegue-o, graças a um ardil do seu escudeiro, Zopyros. Começa  por criar um elo administrativo entre todos os seus povos, diferentes entre si, tanto pelos dialectos como pelos costumes.

* Dário I (Darayavaush) auxiliado pelos seus nobres leais, livra-se de Gaumata e também de outros possíveis usurpadores e sobe ao trono a 29 de Setembro .


Ano 520 a.C. -Com o pleno apoio do filho de Ciro, Dário, verifica-se neste ano, sob um líder oficial Zorobabel, cuja autoridade, como um descendente de David, é reforçada por sua designação, como governador persa de Judá. É essa a entrada na cena de Jerusalém da nova ortodoxia judaica, girando em torno de um templo único e centralizado e de seu culto. A obra do Templo começa imediatamente. É construído num estilo mais humilde que o de Salomão.

* O esforço dos Judeus regressados, limita-se muito tempo à construção do Templo de Jerusalém, que começa a sua construção em Outubro deste ano.

* Polícrates, governador de uma das cidades gregas, tirano aliado dos Pisístratos, morre este ano, vitima das suas ambições e Samos cai nas mãos dos persas.


Ano 517 a.C. - No Egipto, onde está por concluir o canal que foi iniciado por Necho , Dário ordena a sua conclusão e o magnífico curso de água, com uma largura de 45m e 60km de comprimento (desde os lagos Amargos até Bubástis , foi inaugurado este ano com grande cerimonia na presença do próprio Dário .

O grande canal favorece o Egipto e os portos fenícios mas exclui os da Jônia . Dário propõe a estes um grande território interriorano no lado oposto, nas regiões em torno do mar negro, Cítia e a Europa.


 

Ano 516 a.C.-Em seu 4º ano de reinado, Dário I dirige-se ao Egipto onde assume o título de faraó e cogita todos os meios de recuperar os danos de Cambise . em parte tem êxito nesta iniciativa, para a qual se apoia principalmente no clero da Saís.


Ano 515 a.C. - Reconstrução do Templo de Jerusalém.Terminada a sua construção a 12 de Maio, a coroa Persa consegue dele somas consideráveis de dinheiro mas também participa nos gastos do culto.


Ano 514 a.C. -A morte de Hiparco este ano numa querela, leva o irmão Hípias a endurecer a sua actuação e a tentar desarmar o povo. Para pagar a mercenários que o defendessem de qualquer revolta, Hípias necessita de dinheiro e introduz por isso um número considerável de impostos, como o lançado sobre o nascimento e a morte, que atinge praticamente todas as famílias.

Harmódio e Aristogíton assassinam Hiparco, um dos filhos de Pisístrato .


 

Ano 511 a.C. -É a pitagórica Crotona que, este ano, destrói a sua antiga aliada Síbaris : os habitantes são mortos, a cidade arrasada e o nome de Síbaris só vai sobreviver na lenda.

 

Ano 510 a.C. -Os Romanos derrubam o rei tirano, Tarquínio , o Soberbo, e fundam a sua famosa República. Tarquínio pede ajuda a Lars Porsena de Clúsio . Plínio, na sua História Natural, relata como Porsena dirigiu orações aos deuses que lançaram raios para destruírem Bolsena, a cidade mais rica da Toscânia; exactamente como o Senhor destruiu Sodoma e Gomorra.

Na Grécia o Governo inconstitucional imposto pela violência, a tirania de Pisístrato, que foi um homem hábil, deu à cidade uma época de paz, de prosperidade e de estabelidade - uma nova “idade de ouro”. Mas a queda da tirania dá-se este ano.

O inconformismo tanto do Demos como dos nobres, dá origem a 3 ou a 4 anos de lutas, de repressões e de intrigas atá que este ano uma conjura derruba a tirania e expulsa Hípias. Os Alcmeónidas, regressados do exílio tomam parte activa neste acontecimento.

Queda da tirania em Atenas, com a expulsão dos Pisístratos . Afastada a tirania, os aristocratas preparam-se para retomar, o jogo das facções no momento em que o haviam deixado no ano de 546. Sem demora formam-se dois grupos aristicráticos liderados por Clístenes e por Iságoras. O primeiro, um Alcmeónida filho de Mégacles e da filha do tirano de Sícion também chamado Clístenes. Iságoras, filho de Tisandro, pertence a uma antiga família eupátrida que permaneceu na Ática e colaborou com os Pisístratos, tem por si a vantagem da confiança e amizade do rei espartano Cleómenes que colaborou no afastamento da tirania e cujo exército ainda está acampado por perto.

Queda da tirania em Atenas.

Sob a pressão das armas espartanas, Hípias tem de fugir e, este ano, a tirania termina em Atenas. Esta operação político-militar foi organizada por uma das grandes famílias sacerdotais da Ática, os Alcme.


 

Ano 509 a.C. - Os Aristocratas tomam o Poder em Roma. Os patrícios constituem uma pequena minoria da população da cidade de Roma, há 136 famílias patrícias e só conseguem controlar o Estado devido ao apoio que recebem dos clientes. Os patrícios constituem eles próprios uma pequena minoria da população total da cidade.

Muitas das instituições cívicas estabelecidas sob o governo dos últimos reis devem ter caído em desuso quando os aristocratas tomam o Poder este ano em Roma.

Tarquínio, o Soberbo, último rei de Roma, é deposto por uma revolução que expulsa os etruscos, aboliu a Monarquia e implanta a República. Com a passagem da Monarquia para a República, ocorre a transferência do poder dos etruscos para os patrícios, que se transformam na classe dominante de Roma. Nesta época, a cidade já estendeu o seu domínio sobre a região do Lácio e a maioria da sua população é formada por agricultores, pastores e artesãos. No início da República Roma possui uma população de cerca de 100 mil habitantes.

O período monárquico de Roma, iniciou-se com a fundação de Roma e termina este ano, quando uma revolta da aristocracia depõe o último rei romano, Tarquínio, o Soberbo, de origem etrusca. E é proclamada a República.

O grande templo de Júpiter, Juno e Minerva foi construido pelos Tarquínios, e consagrado pelos primeiros cônsules, este ano. O edifício tem cerca de 64m de comprimento, 55m de largura e altura estimada em 40m, é um dos maiores templos arcaicos do mundo mediterrânico.

O rei romano Tarquínio II ou Tarquínio-o-Soberbo, filho ou neto de Tarquínio I; foi um rei brutal e despótico e é derrubado este ano por um grupo de aristocratas que establecem um governo republicano. Além disso é genro do seu antecessor, Sérvio, que foi assassinado por um golpe arquitectado por este.

Um grupo de aristocratas expulsa Tarquínio e põe fim à monarquia. Em seu lugar, estabelecem a curiosa instituição de uma magistratura colegial, em que dois homens partilham o Poder Supremo. Os cônsules, inicialmente onhecidos simplesmente por “pretores”. São eleitos pelos comitia centuriata e desempenham funções durante um ano. Os cônsules (pretores) têm imperium (sendo, no entanto, obrigados a submeter-se à formalidade do voto dos comitia centuriata) e herdaram dos reis todos os sinais exteriores da realeza, embora os fundadores da República, para não dar a impressão de terem substituido um rei por dois, determinassem que, os cônsules devem ser detentores dos fasces por turnos. Mas os poderes dos cônsules é limitado de outras formas mais importantes. Segundo a Tradição, logo no primeiro ano da República é aprovada uma lei que dá aos cidadãos o direito de apelar (provocatio) para o povo contra uma decisão de um magistrado.

Tarquínio, o Soberbo (rei etrusco de Roma) é deposto pelo Senado, a Assembleia dos Patrícios, sem dúvida por se ter mostrado favorável aos plebeus. A monarquia é então abolida e estabelece-se um novo regime, a República, que se manterá em Roma durante meio milénio.

L. Júnio Bruto, é cônsul este ano e um dos pais fundadores da República.

Data do Primeiro Tratado entre Cartago e Roma, é selada definitivamente a sorte da monarquia tartéssica, mas a sua civilização não morre, prossegue nas pequenas monarquias tíndetanas.

Este ano o povo entrega o governo a um dos membros dos Alcmeónidas, Clístenes. Será ele que, num conjunto de reformas, fará de Atenas uma democracia.

Este ano os reis são expulsos, nesta altura na pessoa de Tarquínio, o Soberbo, último representante da dinastia etrusca. Nesta altura o poderio Etrusco na Itália central e meridional entra em decínio. As populações itálicas, não menos que as colónias gregas, infligem ás coligações etruscas sucessivas derrotas. Roma é assim, “reconquistada”, ficando sob o domínio dos chefes de família, dos cidadãos mais ricos das tribos rústicas, e não do povo miúdo da cidade.

 

Os romanos, encontram-se no mesmo campo dos gregos, contribuindo para esmagar a coligação formada por Etruscos e Cartagineses, contra as cidades gregas do Ocidente.

 

 

Penso: sonolenta

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Quinta-feira, 26 de Julho de 2007

1000 a.C. (612 a 589)



Ano 612 a.C. - Este ano, os caldeus, sob o comando de Nabopolassar aliam-se aos Medos e destroem Nínive, a capital do Império Assírio.

Os Medos e os Neobabilónicos coligados, atingem a meta almejada: “depois de uma luta terrível a cidade é tomada”. Nínive sucumbe vítima da destruição. Nínive jaz, destruída e queimada, ela que foi a central donde saíram as ordens que tinham enchido o Velho Mundo de terror e de lágrimas durante séculos de expedições guerreiras e de ocupações com tormentos, terror e deportações em massa. O “Crescente Fértil” respira livremente. Nínive é destruída. O exército Assírio fiel até ao fim ao seu último rei, Sinsharishkun, perece na Nínive em chamas. A conquista de Nínive e a sua subquente destruição é obra de Ciaxares este ano, e põe ponto final à presença histórica da Assíria. Babilónia e a Média partilham entre si os despojos. Nabucodonosor II, o filho de Nabopolassar, incorpora no seu Novo Império Babilónico a totalidade das possessões mesopotâmicas da Assíria que vão até à fronteira egípcia. Ciaxares anexa a antiga Urartu até à fronteira clássica do Hális, na Anatólia Central.

Os Medos, que, juntamente com os babilônios, são herdeiros desde a queda de Nínive, este ano, ano do desgarrado império dos assírios, são dominados imprevistamente pelos seus vizinhos e vassalos, os persas. O rei Medo Astíages é vencido pelo seu próprio neto, Ciro (Cores).

Nabopolassar, alia-se a Ciassare, rei dos medas e organiza um grande número de mercenários scitas e este ano conquista Nínive, Os massacres são os mais hostis e as vinganças contra as atrocidades assírias ainda mais ferozes.


Ano 606 a. C. - Fim do reinado no sul da Mesopotâmia do príncipe caldeu Nabopalassar.


Ano 605 a.C. - Início do reinado de Nabucodonosor II, filho de Nabopolassar. Sob o seu reinado e o de seu pai a Babilónia transforma-se, mais uma vez no centro de uma grande potência.

No Eufrates, exércitos egípcios e babilónicos travam a batalha de Karkemish, decisiva para a posse da Palestina e da Síria. O combate começa em frente das muralhas da cidade antiga e prossegue com violentos combates de rua. O exército egípcio é aniquilado até aos últimos restos e o território da Síria setentrional fica assegurado para a Babilónia até à clássica linha de Gaza. A Babilónia ganha a batalha decisiva de Karchemish, destruindo o exército do Egipto, o “junco partido”.

A luta é travada em Carchemish e os egípcios derrotados, postos em fuga e impiedosamente perseguidos.


Ano 602 a.C. - Na Palestina, Joaquim, posto por Necho no trono de Judá, faz acto de submissão a Nabucodonosor. Apesar da presença de tropas babilônicas, não obstante, os conselhos aflitos do sábio Jeremias, Joaquim revela evidentes sinais de querer libertar-se da nova opressão e contando com a promessa de apoio de Necho , p e em prática a primeira tentativa de revolta automaticamente dominada pelo ocupante. Mas Joaquim, despótico tirano, não entende a lição e este ano, revela-se pela segunda vez, mas teve sorte porque Nabocodonosor está ocupado  com outros empreendimentos


Ano 599 a.C. - Joaquim, na Palestina consegue manter uma fraca independência até este ano, ano em que morre.


Ano 597 a.C. - Queda de Jerusalém. Após a primeira conquista de Jerusalém, Nabucodonosor deixa Judá como Estado vassalo. No meio do primeiro grupo da elite obrigada ao exílio babilónico está, Ezequiel, o mais antigo e erudito sacerdote.

Rebenta em Judá uma clara insurreição. O rei Joaquim, segundo a Bíblia, e todos os seus foram feitos prisioneiros e levados para a Babilónia.

Como herdeiro de Joaquim, que se encontra no cativeiro, sobe ao trono seu tio Matanias, com o nome de Sedecias, como rei da Caldeia.

Crônica Babilônica : “No sétimo ano, no mês de Kislev , (Nabucodonosor) revistou suas tropas e, havendo marchado para a terra de Hatti , sitiou a cidade de Judá, e no segundo dia do Mês de Adar tomou a cidade e capturou o rei. Designou ali um rei de sua própria escolha, recebeu seu pesado tributo e (os) enviou para a Babilônia ” 16 Março. O rei de Judá, Joaquim, foi levado para a Babilónia em “toda a Jerusalém e todos os príncipes, e todos os poderosos homens de valor, dez mil cativos, e todos artificies e todos os ferreiros”; ninguém restou, exceto “as pessoas mais pobres da terra”. Os vasos de ouro do Templo são, do mesmo, modo “feitos em pedaços” e levados!

Nabucodonosor envia um exército e intimida Jerusalém o redde rationem. Joaquim, filho de Joaquim, recusa a rendição e fecha as portas. Depois de um breve cerco, a cidade é tomada e saqueada no dia 16 de março.


Ano 595 a.C. - Psamético II, filho de Necho, começa a reinar. Renuncia qualquer intervenção na Síria e transfere o exército para o lado oposto, contra a Núbia que há séculos fugiu ao controle egípcio.

Na Babilónia, Ezequiel vê junto ao Eufrates a.c. lebre “roda flamejante”.


Ano 594 a.C. - Drácon é um personagem semitíco a quem a tradição atribui o primeiro código de leis escritas da Grécia, o Código de Drácon, o qual pune com a pena de morte os delitos contra a propriedade. As leis escritas são uma solicitação do Demos que não quer ficar à mercê dos Eupátridas nos julgamentos baseados nas velhas tradições. Mas, apesar das leis escritas, a situação do Demos continua ruim. As agitações continuam e este ano, Sólon é nomeado primeiro Arconte e encarregado de promover a paz social entre os Eupátridas e o Demos. Sólon, magistrado e poeta, é nomeado legislador com poderes ditatoriais para promover reformas. Eupátrida por nascimento e comerciante por profissão, descende de uma família aristocrática arruinada economicamente e acumula grande fortuna dedicando-se ao comércio. Vai realizar reformas populares, abolindo a escravidão por dívidas e suprimindo as hipotecas sobre a terra. Não promove a redivisão do solo, mas limita a extensão das grandes propriedades rurais e adopta medidas incentivando a indústria e o comércio. Substitui o critério de nascimento pelo de riqueza para o acesso aos cargos públicos, o que debilita a nobreza e permite aos comerciantes maior participação no Governo. Com base na riqueza dos cidadãos, redivide em quatro classes a sociedade ateniense. Os membros da primeira classe participam do arcontado e do areópago. Cria também a Bulé (Conselho dos 500) integrado pelos representantes das três primeiras classes. A última classe, composta por cidadãos de menor renda, participa da assembléia popular, a eclésia, e do tribunal ateniense, a heliéia.

Necho morre.


Ano 592 a.C. - Ezequiel vê pela primeira vez naves espaciais. Após cinco anos de ter sido deportado para a Babilónia, casado e com trinta anos, sacerdote oriundo de uma família da alta sociedade. Fica completamente aterrado e fortemente emocionado.


Ano 589 a.C. - Psamético II, morre e deixa a seu sucessor Apires, uma óptima situação financeira. Apires encontra um formidável poderio marítimo e fica tão envolvido pela nostalgia das glórias passadas, que não resiste às hostilidades no Retenu.

Cartas de Lachish, datadas deste outono, são despachos de um posto avançado para um oficial do estado-maior de Lachish e abrangem a última fase da liberdade de Jerusalém. um dos despachos tem uma referencia a um profeta. Outro despacho, declara que Jerusalém, Lachish e Azeká são os únicos enclaves israelitas que restam.

Penso: bem

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