Quarta-feira, 23 de Abril de 2008

1000 a.C. (256 a.C. a 238 a.C.)



Ano 256 a.C. (498 a.C.) - O Senado resolve mudar de sistema e atacar Cartago na África.

* Na Primavera, Roma resolve atacar Cartago na África e uma frota de 330 naves de linha, rumam para as costas da Líbia. Os Romanos encontram a frota Púnica em ordem de batalha na altura de Ecnomos para proteger a Pátria contra a invasão. Raramente se viu combate no mar com massas maiores do que estas que se encontram nesta Batalha. A frota Romana, de 330 velas, leva pelo menos 100.000 homens de tripulação, além do exército de terra, de aproximadamente 40.000 soldados. A frota Cartaginesa de 350 velas, é constituída de um número igual de combatentes, de maneira que perto de 300.000 homens foram postos em linha este dia, para decidir a luta entre os dois poderosos povos. Da frota Romana, 24 naves  são postas a pique. Da frota Cartaginesa, 24 afundam-se e 64 são tomadas. Os Romanos, em vez de desembarcarem na costa Ocidental da Península que forma o Golfo, descem mais para Leste, onde a Baía de Clúpia , lhes apresenta uma larga enseada para a protecção de suas naves contra quase todos os ventos. Em pouco tempo, um campo naval fortificado é ali construído, e o exército de terra tem a liberdade de começar as suas operações.

* A energia dos Cartagineses está quebrada. Pedem paz. Mas as condições propostas pelo Cônsul são inaceitáveis.

* Roma inflige uma derrota aos Cartagineses no Cabo Ecnomo .



Ano 255 a.C. (499 a.C.) - Amílcar, que fez com tanto sucesso a guerra de guerrilhas na Sicília contra os Romanos, aparece na Líbia com a elite das tropas da Sicília, que fornecem um precioso núcleo para o novo recrutamento. Ao chegar a Primavera, as coisas já mudaram de tal forma que são os Cartagineses os primeiros a abrir Campanha e a oferecer a batalha aos Romanos. A massa principal dos Romanos atacada na frente pelos elefantes, dos dois lados e por trás pela cavalaria, por mais que se esforcem em quadrado e procurem defender-se heroicamente, têm no final as suas massas compactas quebradas e dispersas. No pequeno número de prisioneiros, está o próprio Cônsul, que vai morrer mais tarde em Cartago. Uma frota Romana de 350 velas parte imediatamente e após ter ganho no Promontório de Hermes, uma brilhante vitória na qual os Cartagineses perdem 114 naves, chega a Clúpea bem a tempo de tirar de sua posição crítica os restos do exército desfeito, que ali estava entrincheirado. Mas os Romanos perdem a cabeça de tal forma, que após o combate feliz em Clúpea , embarcam todas as suas tropas e rumaram para a Itália. Três quartos da frota sucumbe com as suas tripulações, numa tempestade violenta. Apenas 80 naves chegam ao porto em Julho deste ano.

* Numa tentativa dos Romanos atacarem directamente Cartago, por meio de uma força invasora comandada por M. Atílio Régulo, fracassa, transformando-se em catástrofe total quando a frota enviada para evacuar o exército, naufraga numa tempestade na sua viagem de regresso, este ano.



Ano 251 a.C. (503) - Batalha de Palermo. O exército Romano esmaga o exército de elefantes, os animais cercados, desorientam-se e voltam-se contra os Cartagineses.

* O cônsul Gaio Célio Metelo ganha no verão, sob as muralhas de Panormo (a cidade mais importante da Sicília cartaginesa), uma brilhante vitória sobre o exército dos elefantes.

 


Ano 250 a.C. - Em Roma, a prática impiedosa da lei dos devedores, excita a indignação de toda a classe de fazendeiros. Quando, este ano, são convocados os recrutas para uma guerra perigosa, os homens obrigados a servir, recusam-se a obedecer a este comando, de maneira que o Cônsul Públio Sérvio, suspende por algum tempo a aplicação da lei dos devedores, e dá ordem para pôr em liberdade as pessoas já encarceradas por dívidas, e para impedir novas prisões. Os fazendeiros tomam seus lugares no exército e contribuírem para garantir a vitória.

* O rei Asoka, o Grande; levanta em Lumbini, uma coluna com a inscrição “aqui nasceu Buda Sakya Munif.”



Ano 249 a.C. (505 a.C.) - Nascimento de Aníbal, filho mais velho de Amílcar.



Ano 244 a.C. - Fundação de uma colónia em Brundisium.



Ano 242 a.C. - Os Romanos reunem as suas últimas forças para alcançarem a decisão no mar contra os Cartagineses. Os cofres do Estado estão vazios mas os cidadãos mais ricos dão provas de generoso patriotismo, oferecendo fundos necessários para a construção de navios. Cada um, toma sobre si, o encargo de financiar o equipamento de um navio, ou se os seus meios não são suficientes, junta-se-lhe um ou outro cidadão. Este esforço surpreende completamente o inimigo, que sofre uma dura derrota ao largo das costas ocidentais da Sicília, este ano. Os Cartagineses, perdem toda a sua esperança de vitória e propõe a paz. Estabelece-se um pacto de paz e Cartago perde a Sicília e deve pagar 3200 talentos à maneira de reparações.



Ano 241 a.C. (513) - O Ocidente tem a paz este ano. O Tratado concluído com Roma este ano, dá a paz a Cartago, mas custa-lhe caro. O remorso que mais fere os Cartagineses, é ver destruído todo o seu sistema de política comercial.

* Novo Tratado entre Romanos e Cartagineses, decorrente do triunfo dos Romanos na Primeira Guerra Púnica.

* A expedição do Cônsul Régulo a África, fracassa e os combates recomeçam. Em terra, as Legiões Romanas, são derrotadas na Sicília pelo jovem general Amílcar Barca. É no mar que o Procônsul Lutácio Catulo domina os Cartagineses, interceptando diante das ilhas Égatas um importante comboio de abastecimento. Cartago, tem de abandonar a Sicília e pagar uma pesada indemenização. E, ao mesmo tempo fazer face a uma crise interna grave. O seu exército, recrutado entre os indígenas Númidas, não é de grande qualidade. Logo que aparece a trégua com os Romanos, estala uma terrível revolta dos mercenários, aos quais o Governo havia recusado pagar os soldos. Esta revolta é reprimida por Hanão; o Grande e Amílcar Barca; mas os Romanos aproveitam estas perturbaçãos para ocupar a Córsega e a Sardenha.

* Os cidadãos Romanos beneficiam directamente da fundação das Colónias Latinas, que este ano ocupam mais de 10 Km2 de terras confiscadas. Simultâneamente a população de cidadãos Romanos vai crescendo. A Sicília é o principal ganho inerente à vitória deste ano. Para além de alguns casos priveligiados, tais como Messana e o reino de Siracusa, as várias comunidades da Sicília passam a pagar tributo a Roma, sob a forma de dízimo.

* Os recursos de Roma são superiores aos dos Cartago, e após a vitória Romana nas ilhas Égates, este ano, os Cartagineses rendem-se. Os romanos ocupam a Sicília que se torna a sua Primeira Província.

* Fundação, pelos Romanos duma colónia em Spoletium; esta tem lugar no seguimento de uma revolta da cidade de Falerii, gesto isolado de desafio que os Romanos esmagam com violência, numa campanha de 6 dias.



Ano 240 a.C. - Livius Andronicus, escravo de Tarento, alforriado, torna-se Professor, profissão de escravo ou de liberto. O Tarentino, contribui para a helenização das élites Romanas, mas, paralelamente, esforça-se por aperfeiçoar a Língua Latina. Este ano escreve a primeira tragédia romana que é apresentada nos Ludi Romani.



Ano 238 a.C. - Ocupação do litoral Ibérico pelos Cartagineses.

* Os Romanos escutam as propostas dos revoltosos da Sardenha que está nas mãos dos Cartagineses. Assim adquire Roma sem esforço a Sardenha, à qual junta a Córsega, antiga possessão Etrusca, onde, talvez depois da última guerra, haviam ficado algumas guarnições Romanas.

* Aperfeiçoamento, do calendário egípcio, com o “Decreto de Canopo”, que introduz o ano bissexto.

* Depois dos acontecimentos de Sicília, os Cartagineses compreendem que a paz de 241 a.C. não passa de um Armistício. Ninguém está mais a par da situação do que Amílcar e seu genro Asdrúbal. Decidem procurar na Península Ibérica compensações para as perdas sofridas pela sua cidade natal. A Península Ibérica possui ricas minas de prata que exploradas de maneira racional, podem pagar as reparações devidas pelos Cartagineses e financiar as suas guerras futuras. Além disso os habitantes da Ibéria são excelentes soldados. E, Cartago, acaba de enfrentar uma revolta de mercenários a quem a assinatura da paz em 241 a.C. deixou sem trabalho e sem dinheiro. Amílcar, este ano, leva as tropas para a Ibéria, onde os Cartagineses já possuíem Cades e alguns postos comerciais dispersos. Apoiando-se nessas possessões, Amílcar, aplica todo o seu talento de estratego e a sua inteligência política, na criação de um Estado Cartaginês homogéneo que agrupa as regiões férteis do Litoral Mediterrânico e se estenda a Norte, até ao Ebro. Na costa Sul funda Nova Cartago (a actual Cartagena) capital do Novo Império.

 

 

 

 

 

General Romano Espición












1ª Guerra Púnica





Rotas da 2ª Guerra Púnica... Península Ibérica



Aníbal Barca















(fotosdanet)





2ª Guerra Púnica
guerreiro Lusitano  


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Segunda-feira, 7 de Abril de 2008

1 ooo a.C. (295 a.C. a 276 a.C)




Ano 295 a.C. - Os acontecimentos da Terceira Guerra Samnita culminam este ano, quando os Samnitas conseguem fazer entrar um exército no Norte da Itália para se unir aos Etruscos e aos Úmbrios , que estão ainda em guerra com Roma. Ao mesmo tempo aproveitam-se da presença dos Gauleses. Forma-se então uma importante coligação cujas forças conjuntas enfrentam o exército Romano numa grande batalha, em Sentinum , na Úmbria, no Verão deste ano. A vitória cabe aos Romanos.


Ano 294 a.C. (460) - A Etruria pede a paz. Os Samnitas agem de outra forma; preparam-se para uma resistência desesperada, com a energia de homens livres, que não podem mandar na sorte, mas podem desafiá-la. Contudo, Roma triunfa e arrebata de assalto as fortalezas onde os samnitas se refugiam com seus bens.


Ano 293 a.C. - A ilha do Tibre está há muito tempo relacionada com a arte da cura. Um Templo dedicado a Esculápio, o deus grego da medicina, é ali erigido após uma praga este ano.


Ano 291 a.C. - É fundada na vasta região do sueste de Sâmnio, a colónia latina de Venúsia.


Ano 290 a.C. - Invasão do território dos Samnitas este ano, pelos romanos, e chegam a um acordo. São obrigados a aliar-se a Roma, perdendo assim, a independência, e vêem-se despojados dos seus territórios para além do rio Volturnus, que passaram a ser a nova fronteira.

* Este ano, o cônsul M. Cúrio Dentado subjuga os Sabinos e os Petrúcios que passam a ser cidadãos romanos sine suffragio e algumas das suas terras são confiscadas e distribuidas por romanos pobres.

* A trégua de guerra, que a paz com os Samnitas este ano, deu à Itália, é de curta duração.

* As guerras Samnitas terminam com a derrota dos Samnitas que se rendem aos romanos este ano.


Ano 287 a.C. - Fase final do processo das instituições plebeias, quando é atribuida às resoluções da assembleia plebeia (Plesbiscita) força de lei.

* A igualdade das diferentes ordens sacerdotais, é finalmente estabelecida, quando os plesbiscitas adquirem força de lei. As resoluções das assembleias plebeias, tinham um cumprimento obrigatório para toda a comunidade.

* Até este ano foi usada pelo menos cinco vezes, a arma suprema da plebs “secessão”, forma extrema de desobediência civil.


Ano 285 a.C. - Sobe ao trono dos faraós Ptolomeu II, com 25 anos, altivo, amante do luxo e das belas mulheres, vaidoso, não propriamente dedicado às armas. Educado pelo físico Estrabão e pelo sábio Fileto de Coós, formidável homem de negócios culto e inteligente. Estas qualidades levam-no a dedicar-se com ávida paixão às duas grandes fundações de seu pai, a Biblioteca e o Museu. Envia a diversos lugares uma série de pesquisadores com a missão de adquirir através de todos os meios, lícitos ou não, todas as obras literárias que encontrassem, onde quer que fosse. Nisto foi empreendido um grande património, os papiros são muito caros, e desde então a Biblioteca é a mais importante do mundo. A biblioteca de Alexandria.

* Demétrio é finalmente capturado por Seleuco.


Ano 284 a.C. (470) - A liga etrusca subleva-se e convoca numerosos mercenários gauleses; o exército romano, que o pretor Lúcio Cecílio conduz em socorro dos Aretinos fiéis, é aniquilado sob os muros da cidade pelos mercenários Sênones, e o general sucumbe com treze mil soldados, este ano. Todo o norte da Itália, com Etruscos, Umbros, Gauleses, levanta-se em armas contra Roma.

Supressão dos tectos de palha, em Roma. A nova capital da Itália perde o seu aspecto de aldeia, e começa a ser adornada.


Ano 283 a.C (471 a.c.) - O cônsul Públio Cornélio Dolabela volta com um poderoso exército à terra dos Sênones; tudo o que não foi passado no fio da espada acaba expulso da região, e esta povoação é riscada do número das nações itálicas, este ano. Um considerável exército etrusco-gaulês dirige-se para Roma, a fim de vingar na capital o aniquilamento da nação Sênone, e riscar o nome de Roma da face da terra mais completamente do que o fizera antes um rei dos próprios senonianos. Mas, no momento em que atravessa o Tibre, nas vizinhanças do lago Vadimão, o exército unido é completamente derrotado pelos romanos, este ano.


Ano 280 a.C. (474) - Os Romanos começam por envolver-se nos assuntos da Grande Grécia, quando a cidade de Thuni lhes pede auxílio para fazer frente aos Lucanos. Dentro de poucos anos, Locri, Rehegio e Crotona, também se colocarão sobre a protecção de Roma. Esta situação alarma Tarento, a mais poderosa das cidades gregas, que já desconfiava há algum tempo do crescente poder Romano. Face a esta ameaça, os Tarentinos pedem auxílio ao rei Pirro, do Epiro, monarca ambicioso que espera ele próprio uma oportunidade para aumentar o seu poder. Pirro, desembarca este ano com um exército de 25 mil homens e 20 elefantes. Foi esta a primeira ocasião em que os romanos têm de fazer face a um exército helenístico bem treinado, que os derrota em Heracleia este ano. Embora tivesse infligido pesadas baixas nos seus opositores, Pirro, oferece-lhes um acordo de paz, cujos termos não são aceites pelos romanos, a quem o velho Ápio Cláudio convence a regeitar qualquer negociação com Pirro enquanto este permanecer em solo italiano. Pirro tenta então marchar sobre Roma, avançando até Anáguia antes de voltar para trás; Cápua e Nápoles fecham as suas portas e nenhum dos seus aliados se lhe reune.

* Pirro é o primeiro grego a medir-se com os romanos. Desembarca em Tarento, este ano. O seu exército conta 25 000 soldados de primeira qualidade e 20 elefantes. A travessia é realizada com transportes tarentinos, a frota tem de enfrentar uma tempestade e perde numerosos homens. O objectivo de Pirro é impôr-se aos gregos ocidentais e fundar um império grego que abranja as duas margens do Adriático.  Mas depressa verifica que não se devia ter em grande conta a ajuda voluntária dos habitantes da Grande Grécia. Os tarentinos prometem grandes contigentes mas são poucos ou nenhuns  os soldados que enviam. Pirro é obrigado a tratar duramente semelhantes aliados. É quase forçado a tratar Tarento como região conquistada para poder utilizar a cidade como base das suas operações. Nunca pode confiar inteiramente nos seus habitantes.

* A primeira batalha entre Romanos e Gregos é travada este ano perto de Heracleia, na Lucânia. A estratégia Romana ainda não atingiu a perfeição táctica macedónica. Os Romanos são ainda um povo de camponeses. As guerras que travaram até aqui não lhes exigiram grande talento estratégico. A batalha foi extremamente dura perto de Heracleia e o resultado esteve incerto durante muito tempo. Os elefantes de Pirro fazem pender a balança a seu favor. Quando do seu aparecimento no campo de batalha, semeiam o pânico nas fileiras romanas. Os cavalos espantam-se e os soldados que não se atrevem a proximar-se destes enormes animais e põe-se em fuga  sendo esmagados pela cavalaria de Pirro e pelos seus elefantes. Mas Pirro paga a sua vitória com demasiadas baixas. Perde a maior parte dos seus melhores soldados e dos seus melhores quadros. Em Heracleia, Pirro, prova retumbantemente o seu talento de general facto que impressiona as cidades gregas da Itália meridional. Quase todas se aliam aos Epirotas. Os Samnitas agregam-se a este movimento. Depois da vitória Pirro penetra na Campânia. Esperando que os Etruscos e outros povos submetidos pelos romanos aproveitem a oportunidade de se juntar ao vencedor, como sucedia habitualmente no Oriente. Mas nenhum dos aliados de Roma na Campania e na Itália central abre as portas a Pirro, apesar das dificuldades nas suas relações com os Romanos, os aliados não têm nenhuma vontade de se colocarem sob um outro domínio, este agora estrangeiro.

* Pirro, para proteger a Colônia Tarentina de Heracléia, situada entre esta cidade e Pandósia, põe-se em marcha com suas tropas e as de Tarento este ano.

 

Ano 279 a.C. - Ratificado e corrigido o Segundo Tratado entre Romanos e Cartagineses, antes da Primeira Guerra Púnica.

* Os Celtas, saqueiam o Templo de Delfos, centro religioso do mundo. Com o nome de Gálatas espalham o terror na Ásia Menor.

* Pirro obtém uma segunda vitória em Ausculum, mas as perdas que sofre são ainda maiores do que as de Heracleia, e a Batalha custa-lhe mais do que aos romanos.

* Cartago e Roma transformam seus antigos tratados de comércio numa oliga ofensiva e defensiva contra Pirro.

* Êxito de Etolo.


Ano 278 a.C. - Tendo sido assassinado Asdrúbal, sucessor de Amílcar, os oficiais cartagineses do exército da Espanha chamam para suceder-lhe o filho mais velho de Amílcar, Aníbal. Jovem ainda, com 29 anos, mas tendo já vivido muito, seguiu seu pai por toda a parte e partilha de seus sentimentos sobre a paz de Catulo. Ainda criança, acompanhou seus pais nos campos, e ali, destinguiu-se cedo.

* Este ano, Pirro decide abandonar a Itália e tenta intervir na Sicília, onde as cidades gregas pedem auxílio contra os Cartagineses. O resultado é uma nova aliança entre Roma e Cartago.

* Pirro faz-se ao mar com o exército principal estabelecido em Tarento, na primavera, rumo a Siracusa.


Ano 276 a.C. - P. Cornélio Rufino, expulso do Senado, por possuir uma baixela de prata com 5 kg.

* Ao abandonar a Sicília, este ano, Pirro diz: “Deixamos atrás de nós um belo Campo de Batalha para romanos e cartagineses!”

* Na Primavera deste ano, retoma Pirro a ofensiva e penetra na Apúlia, onde encontra o exército romano. Os dois exércitos chocam-se perto de Ásculo (Ascoli di Puglia). Sob o estandarte de Pirro combatem, além das tropas Epirotas e Macedônias, os mercenários Italiotas, as milícias das cidades, os escudos brancos de Tarento, os Lucanianos, Brutianos e Samnitas aliados, ao todo setenta mil infantes, dos quais dezasseis mil Gregos e Epirotas, mais de oito mil cavaleiros e dezanove elefantes. Neste dia, os Romanos têm consigo os Latinos, os Campanianos, os Volscos, os Sabinos, os Úmbrios, os Marrucinos, os Polignos, os Frantanos e os Arpinantes; são mais de setenta mil infantes, dos quais vinte mil cidadãos Romanos e oito mil cavaleiros. Os Romanos para se protegerem contra os elefantes dispõem uma espécie de carros de guerra, que terminam em pontas de ferro, e aos quais adaptam uma espécie de mastros móveis e pontudos dirigidos para a frente.

* Pirrro nunca esteve tão perto do seu objectivo, quando no verão vê diante de si Cartago desencorajada, manda na Sicília, e conserva um pé na Itália com a posse de Tarento.

* Pirro, em vez de seguir para Lilibeu com sua frota, vai para Tarento. O embarque, cheio de consequências, tem lugar no fim deste ano. Em rota, a nova frota Siracusana tem que travar um combate no mar com os Cartagineses, e este combate custa-lhe um grande número de naves. O afastamento do rei e a notícia desta primeira desgraça são suficientes para derrubar a realeza Siciliana: Todas as cidades retêm o dinheiro e as tropas que devem dar ao rei, este brilhante Estado desaba mais rapidamente ainda do que surgiu.

 

 

Etrusco

 

 

(fotodanet)


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Quarta-feira, 5 de Março de 2008

1000 a.C. (328 a.c. a 314 a.c.)


Ano 328 a.C. - Os romanos fundam uma colónia em Fregellae , na zona estratégica do vale médio do Lírio. A fundação de Fregellaes , provoca de imediato uma reacção hostil por parte dos Samnitas , e no prazo de um ano estala uma Guerra que vai durar de forma intermitente, quase 40 anos.


Ano 326 a.C. (428) -
Fo
i este ano que começa a luta sobre o território samnita ; algumas cidades fronteiras da Campânia, Rufras (entre Venafro e Teano) e Alifas, são ocupadas pelos romanos.

* Proibição da escravidão de cidadãos, em Roma.

* Alexandre encontra Besso e manda esquartejá-lo devido à sua traição a Dario.

* Este ano em Roma proibe-se a escravidão de cidadãos.

* Depois da queda do poderio Etrusco e a partir do enfraquecimento das Repúblicas Gregas, a Confederação Samnita era, para os romanos, a potência mais considerável da Itália e, ao mesmo tempo, a mais imediatamente ameaçada pelo espírito conquistador de Roma. A ela coube, em consequência, o primeiro lugar e o mais pesado fardo na luta que os italiotas tiveram que sustentar contra Roma.

* Este ano começa a luta sobre o território sammnita; algumas cidades fronteiras da Campânia, Rufras (entre Venafro e Teano) e Alifas, são ocupadas pelos romanos.

* Parte da India pertencera ao Império Romano Persa e era preciso conquistá-la. Alexandre III atravessa o Indo este ano e a sua vitória sobre o rei Poro traz-lhe o Penjabe. Pensa então atingir o GHranges, mas os seus soldados, esgotados, impediram-no. Obrigado a voltar para trás, manda erguer uma coluna com estas palavras. “Aqui parou Alexandre”. Depois torna a descer o Indo, fundando mais colónias. Consciente da fragilidade do seu Império, Alexandre julga necessário dar-lhe um fundamento sagrado. Voltando à antiga crença que fazia dele o filho de Zeus-Amon, exige ser venerado como um deus.

* A fim de unificar o seu Império, agora mais Oriental que Mediterrâneo. Alexandre procura formar um exército em que todas as provincias estejam representadas e colocadas sob a mesma autoridade. E incorpora numerosos persas e orientais na infantaria, com risco de enfraquecer a coesão. Visando a rivalidade entre povos, cria um corpo de cavaleiros persas, os epígonos, ao lado dos hebreus. Para conquistar a India, integra cavaleiros orientais e elefantes. É uma verdadeira horda de quase 12 0000 pessoas, de que metade são mulheres e crianças, que atravessa o Indo este ano.

* o sistema de servidão por divida (nexum) foi abolido este ano.

* Os romanos obtêm um exito este ano, quando o governo da cidade grega de Nápoles decidiu expulsar uma guarnição samnita e chamar os romanos em sua ajuda. O resultado deste episódio, o primeiro contacto formal com a comunidade grega de Itália, foi uma aliança extremamente valiosa.

 

Ano 325 a.C. - Quando Alexandre Magno anda em campanha na Bulgária recebe depurtações de todos os povos que vivem perto do Danúbio Inferior, e entre estes vem uma embaixada de celtas, referidos como do Adriático.


Ano 324 a.C. - Alexandre III, continua a sua política de fusão racial, desposa em segundas núpcias, Satira, filha de Dario III, este ano. Até no seu trajo, ele realiza esta fusão: enverga a âmide e o barrete macedónio, mas também a túnica, o diadema e o manto púrpura dos reis persas.

* Este ano, Alexandre está em Susa onde toma importantes medidas politicas. Gizou a fusão dos povos macedónio e persa atravês de casamentos em massa (o próprio Alexandre desposa a filha de Dario), a fusão dos respectivos exércitos e, para reiterar a sua supremacia, exige ser considerado e honrado como um deus.


Ano 323 a.C. -
Alexandre Magno atravessa novamente a Palestina. Ficam subjugados todos os Países do antigo Oriente e penetra até ao Indo e até quase às imediações do maciço do Himalaia. De regresso, é atacado no caminho pela febre. E com trinta e três anos de idade, Alexandre morre na Babilónia a 13 de Junho.

* Regressado à Babilónia, de que queria fazer a sua capital, Alexandre encarrega um dos seus tenentes, Nearco, de uma expedição ao Golfo Pérsico. Concebe sem dúvida outras conquistas, como a Espanha e a África, e acalenta o projecto de construir uma grande esquadra. Mas manifestam-se sombrios presságios. Hefesto, seu amigo de juventude, morre bruscamente; ele posta-se por muitos dias diante do cadáver. Recobrando a energia empreende novas tarefas, funda novas cidades. Mas cai doente, dura apenas 12 dias e morre a 13 de Junho, com 33 anos. Tudo se desmorona: a mãe e o filho são assassinados; os generais disputam a herança do Império, que se desmembra.

* Alexandre morre ano de doença súbita, na Babilónia, decretada capital do seu Império. Tem morte prematura aos 33 anos de idade.

* Quando prosseguia a sua marcha para o Oriente até o vale do rio Indo, as tropas de Alexandre recusam acompanhá-lo na expedição de conquista à India. Então ele retorna à Mesopotâmia e fixa a capital do Império na Babilónia. Morre prematuramente nesta cidade, este ano, com 33 anos de idade, quando planejava uma nova campanha para conquistar Cartago e o Mediterrâneo Ocidental.

Depois da derrocada da Pérsia, Israel passa a fazer parte, sem grandes perturbações do Império de Alexandre e, depois da morte do Imperador macedónio, este ano, foi anexada ao reino Ptolemaico do Egipto, em luta constante tanto com o outro reino dos Diádocos a Oriente, como com o Estado dos Selêucidas, por motivo do Sul da Síria.

* Morre Alexandre, Magno. O seu Império é dividido e dá origem aos reinos helenísticos. O Egipto é a partir daqui, governado pela Dinastia Plotomaica.

Novos Estados surgem no grandioso Império Macedônico, com a morte de Alexandre Magno.

A cultura e a língua grega, graças às campanhas de Alexandre Magno, foram difundidas pelo Oriente.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Depois da Morte de Alexandre a 13 de Junho, Atenas tem uma sublevação conduzida pelo Partido Democrático, dirigido por Hipérides e o esmagamento das forças atenienses por Cassandro, que fica a reger o governo da Macedónia, o governo da cidade fica entregue a Demétrio de Farelos, apoiado pelo Partido Aristocrático.

Ptolomeu valente soldado e um perito general, conterrâneo de Alexandre, amigo e parente, de origens nobres, ( seu pai, Lago, desposou Arsione, que era parenta da família real,) teve três esposas: a primeira foi Apama, filha do Sátrapa persa Artabazo e irmã de uma outra mulher de Alexandre, de nome Barsina; a segunda, Eurídice, filha de Antipatro, e a terceira chamada Berenice, sua meia irmã, porquanto ela era também filha de Lago e de outra mulher (Antígona). Chega ao Egipto este ano, onde encontra logo um problema a resolver: Alexandre deixou aqui uma vasta guarnição sob as ordens de um comandante grego de Náucrate, chamado Cleômenes, que tem também a função de supervisionar a construção de Alexandria e que é o verdadeiro governador e dono do Egipto. É lógico que com o aparecimento de Ptolomeu sua fisionomia não revela nenhum sinal de jubilo, mas Ptolomeu nomeia-a-o tesoureiro e preocupa-se em adquirir simpatia e prestígio pessoal dentre os novos súbditos.

Perdica envia à Babilônia um tal Arrideu para recuperar os restos mortais de Alexandre, pode ser que Alexandre tenha deixado disposições no sentido de ser sepultado no oásis de Siva, no santuário de “seu pai” Zeus-Amon, mas os seus soldados preferem sepultá-lo em Pela. Ptolomeu acolhe com grande devoção os restos mortais do seu rei e manda sepultá-los em Mênfis. Assim pode elevar ao máximo o seu prestígio, pois para os egípcios era o guardião do falecido faraó e para os macedônios, era de certa forma o sucessor de Alexandre. Mas Perdica fica furioso e declara-lhe guerra. Chega a Pelúsio com uma armada e tenta penetrar no Delta, mas tem que retroceder. Desvia para sul, mas fracassa novamente, a terceira vez ainda mais para sul, perde dois mil homens e acaba assassinado em sua tenda por dois de seus oficiais este ano. O império sofre então uma forte reviravolta, ficando quase totalmente desguarnecido. E durante uma Conferência de Diádocos em Triparadiso, na Síria este ano, são decretadas as novas divisões. Lisímaco, Ptolomeu, Antíogo e Eumene são reconfirmados nos seus domínios. Antipatro assume o lugar de Cratero e a Seleuco cabe a Babilónia.

Ptolomeu podia ter conseguido facilmente o lugar de Perdica, o guardião da unidade do Império. Mas não o faz, pois está interessado no Egipto e no Mediterrâneo.


Ano 322 a.C. - Para poupar um segundo crime contra a filosofia dos Atenienses, segundo as suas próprias palavras, Aristóteles deixa Atenas e refugia-se em Cálcis, na ilha de Eubeia, onde morre este ano.

Quando se arrogou o direito ao Egipto, o diádoco Ptolomeu foi sem dúvida o mais perspicaz; previu, que os seus colegas logo começariam a demandar. O que acontece durante a primeira “guerra civil”.  O primeiro que desaparece de circulação é Leonato este ano, morto na Tessália, vítima de uma rebelião. As batalhas, todavia, resolvem-se muito rapidamente, pois não passam de lutas entre generais e as tropas permanecem fiéis aos seus chefes enquanto vencem. À primeira derrota passam as armas e bagagens para o campo do vencedor.O Egipto um País de pequena extensão porém populoso e muito rico, habitado por gente pacífica e confinado aos limites do Império, representa um oásis de paz e demontra prespectiva não muito longe de uma total independência.


Ano 321 a.C. - Os Cônsules decidem irreflectidamente empreender uma invasão em grande escala do território Semnita. Tal tentativa termina em desastre, quando o exército romano sofre uma embuscada na encruzilhada de Candina e é vergonhosamente forçado a render-se.

O outro que demanda de junto do diádoco Ptolomeu é Cratero, este ano, que também morre lutando contra Eumene.


Ano 319 a.C. - Antipatro, primeiro-ministro em Pela, morre com quase oitenta anos, deixando a Regência do Império a um velho colega, Poliperconte, e não ao filho Cassandro. Os protestos de Cassandro são apoiados por Antígono e Ptolomeu e os direitos de Poliperconte por Eumene. Estoura a Guerra Civil.


Ano 317 a.C. - As vitórias mais clamorosas foram conquistadas por Antígono Monoftalmo e Eumene é julgado em Ecbátana este ano. Antígono torna-se assim o dominador entre os diádocos, incluindo nos seus domínios a Capadócia de Eumene bem como a Pérsia. Portanto praticamente a maior parte do Império de Alexandre. É também o mais abastado, pois apossasse dos tesouros de Susa e de Ecbátana (trinta mil talentos). Neste meio tempo, Cassandro, com o apoio de Lisímaco e Eurídice, mulher de Filipe Arrideu, vence Poliperconte. Mas em Pela ainda não foram ajustadas contas com a terrível Olímpia, mãe de Alexandre, protetora de Poliperconte. Ela sai do Epiro com Rossane e o jovem Alexandre IV, que se refugiaram em sua companhia. As tropas de Cassandro são derrotadas por Filipe Arrideu e sua mulher assassinados este ano.


Ano 316 a.C. - A Guerra com os romanos reinicia-se este ano por iniciativa dos Samnitas .

Guerra na Apúlia, onde os romanos tomam de assalto Satícula, cidade fronteira com o Sâmnio.

Cassandro, não se deu por vencido e consegue entrar novamente na Macedônia e capturar Olímpia em Pidna enviando-a a um tribunal este ano, enquanto Rossane e Alexandre IV são presos na fortaleza de Anfípolis. Assim termina a Segunda Guerra Civil, mas o campo está aberto para uma Terceira.


Ano 315 a.C. - Os Samnitas invadem o Lácio e obtêm uma vitória na Batalha em Lantulae, perto de Terracina.


Ano 314 a.C. (438) Os romanos acampam no inverno, diante de Boviano, capital do Sâmnio. Os romanos, para assegurarem para sempre a conquista do território da Apúlia e da Campânia, começam a fundar aqui, este ano novas fortalezas.


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Quinta-feira, 29 de Novembro de 2007

1 000 a.C (450 a.C a 445 a.C )





Ano 450 a.C. (304) -  Como um suplemento parece necessário, os decênviros são novamente nomeados este ano e juntam duas placas a mais. Assim nasce o primeiro e único código de leis de Roma, a lei das doze tábuas.

• As leis em Roma são baseadas na tradição e interpretadas pelos patrícios. Os plebeus passam a exigir leis escritas. Este ano, uma comissão de decuriões, composta por patrícios e plebeus, redige o primeiro código de lei escrito da história romana: a Lei das XII Tábuas.

• A disposição das Doze Tábuas este ano, segundo a qual, se um paterfamilias morrer sem testamento e sem herdeiros, a sua propriedade deve ser devolvida à gens .

• Os decênviros estiveram no poder durante dois anos, período em que publicaram 12 “tábuas” de leis. No entanto este ano começam a abusar da sua posição e são eles mesmos destituídos.

• Os Plebeus conquistam a igualdade jurídica impondo aos Patrícios a transformação das leis orais numa legislação escrita. Esta legislação será aplicada, indistintamente, às duas classes. As leis foram gravadas em placas de bronze que são fixadas no fórum romano, ficando esta codificação conhecida como Lei das 12 Tábuas.

• A fase final do “encerramento do patriciado” tem lugar este ano, com a proibição de casamentos entre as diferentes ordens.

• Alcibíades, nasce por volta deste ano, em Atenas. A sua educação é confiada a seu tio Péricles. Belo e culto, cedo se distingue por uma arrogância singular. Criança, atravessa-se no caminho de uma viatura que perturba as suas brincadeiras, por forma a impedir a sua passagem. Sócrates faz dele o seu discípulo favorito, salvando-lhe mesmo a vida na batalha de Potideia . O seu gosto pelo luxo, a impertinência e altivez intelectual que manifesta na presença dos seus concidadãos, mais ilustres, depressa lhe granjeiam a mais lisonjeira fama.


Ano 449 a.C. - Este ano, os Cônsules L. Valério e M. Horácio aprovam uma série de leis que reafirmam os direitos dos cidadãos e reconhecem as instituições plebeias.

As Doze Tábuas são a base da lei romana, em língua arcaica. Ex: “Se o leva a tribunal, que vá. Se não for chama-se uma testemunha. Então será detido”(11.) “Se alguém tiver mutilado um membro de outro, a menos que se chegue a um acordo, deve haver retaliação ”(8-2).

As Doze Tábuas não são um código sistemático. Os principais tópicos têm haver com: Família, casamento e divórcio, herança, propriedade e transferência de propriedade, ofensas e delitos, divida, escravatura e nexum . Por outro lado, omite qualquer referência à lei pública.

 

Ano 448 a.C. - Nascimento de Aristófanes.


Ano 447 a.C. - Entre outros magistrados contam-se os Questores, que ajudam os cônsules e que a partir deste ano passam a ser eleitos por voto popular, em Roma.


Ano 445 a.C. - As Doze Tábuas são um misto de codificação e inovação. A principal inovação é a proibição do casamento entre Patrícios e Plebeus. Este decreto provoca uma onde de protestos e é em breve revogado pelo Tribuno C. Canuleio , este ano. Para além desta clausula, claramente excepcional, as Tábuas atribuem igualdade de direitos a todos os cidadãos livres, que é o que tinham exigido os plebeus.

Aumento dos consules patrícios.

A Lei Canuléia estabelece a igualdade civil ao autorizar o casamento entre patrícios e plebeus.

É decidido que em determinados anos o consulado será suspenso e que, em seu lugar, três ou mais “tribunos militares com poderes consulares” sejam eleitos.

Esdras é acompanhado por um poderoso contingente chefiado por um judeu de liderança e um proeminente oficial público Persa chamado Neemias , a quem é dado o cargo de governador de Judá e a autoridade para constituí-lo em uma unidade política independente dentro do Império.

Penso: serena e desperta

PublicadoPor lazulli às 23:13
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Quarta-feira, 31 de Outubro de 2007

1000 a. C (485 a.C a 479 a.C)

 

 

Ano 485 a.C. - Aumento dos cônsules patrícios.

Condenação ao exílio de Xantipo pai de Péricles, e da família alcmeónida.

Xerxes Khjayarja ) lança-se contra o Egipto, consegue dominá-lo e impor-lhe um domínio bem mais árduo que aquele do falecido rei e confia-o a seu filho ou irmão Aquemenes.

Espúrio Cássio, quando cônsul, propõem a distribuição de terras e trigo aos cidadãos necessitados. Esta medida torna-o suspeito. Acusam-no de querer amotinar o povo. Logo que o seu mandato acaba, é apresentada queixa contra ele, de acordo com a tradição. O caso é entregue ao pai de Espúrio. em virtude dos seus poderes paternais. Este último faz o seu inquérito, concluiu pela culpabilidade do filho e condena-o à morte. Espúrio, foi três vezes cônsul, recebeu as honras de tribuno, casado e pai de família, mas continua sujeito à autoridade paterna.

Gélon, tirano de Siracusa, trava violentas lutas na Sicília. As suas proezas militares, fazem o deserto à volta da cidade de Siracusa. Camaria, Naxos e Mégara Hibleia, são despovoadas para engrandecer Siracusa, cada vez mais poderosa e imperial.


Ano 484 a.C. - Egipto nas mãos de Aquemenes, filho ou irmão de Xerxes.


Ano 481 a.C. - Atenas, procurando realizar a unidade militar da Grécia, chega a acordo com Esparta, no Outono, para a convocação duma conferencia geral das cidades gregas no istmo de Corinto. Só três dezenas delas, correspondem ao apelo. Incluíam as mais importantes, como Esparta e Corinto, mas registam-se muitas ausências.


Ano 480 a.C. - A segunda invasão Persa, à Grécia, comandada por Xerxes, provoca uma aliança entre a maioria dos Estados gregos para enfrentarem o invasor. Os Espartanos pretendiam como táctica a seguir, que as forças aliadas se retirassem para o Peloponeso e construíssem uma muralha no Istmo de Corinto e, desse modo, tentassem impedir a progressão do poderoso exército persa. Alegavam que só assim conseguiriam evitar a derrota e a consequente perda de liberdade. Mas uma decisão dessas equivaleria a entregar a maior parte da Hélade aos Persas, incluindo a Ática. Temístocles , dirigente de Atenas nesta altura e comandante das suas forças, discorda desta estratégia e quer que se enfrente Xerxes na parte continental e no mar, por entender que os Gregos tinham mais possibilidades num confronto naval. Para fazer valer a sua táctica, ameaça abandonar a causa grega e transferir a Pólis Ateniense para outro lugar. Nestes termos dirige-se ao rei espartano que comandava as forças gregas: “Se tu permaneces aqui, serás um homem de bem, mas se não o fizeres arruinarás a Hélade , já que todas as nossas possibilidades nesta guerra se encontram nos navios. Vá, segue o meu conselho. Se não atendes ao que te digo, nós recolheremos as nossas famílias e nos transferiremos para Síris , na Itália".

Os gregos metropolitanos vencem os Persas – os gregos ocidentais infligem uma derrota esmagadora aos Cartagineses.

Em busca de vingança, Xerxes invade a Grécia. Leónidas e os seus trezentos Espartanos, morrem heroicamente defendendo o desfiladeiro das termópilas. Os persas atravessam-no e vai incendiar Atenas. Temístocles esmaga a grande frota persa diante da ilha de Salamina. Uma grande luz brilhou e verificaram-se aparições para proteger os navios gregos.


Ano 479 a.C. - Este ano os Persas retornam à Grécia. A Ática, foi conquistada e Atenas semidestruída.  Esparta, à frente dos outros Estados gregos, atacou os Persas na Ática. Os Persas são derrotados em Platéia este ano. Ao mesmo tempo que o exército Persa é derrotado na Grécia Continental, as colónias gregas da Sicília derrotam os Cartagineses. Com a derrota dos Persas nas Guerras Greco-Pérsicas ou Guerras Médicas, os gregos tornaram-se agressivos, tendo procurado expulsar os persas para a Ásia.

Alguns vestígios da “hipotética” “organização gentilica ” subsistiram durante o período republicano, e podem ver-se, no feito da gens Fábia que este ano, trava uma guerra privada contra a cidade de Veios.

Este ano, na Terceira Guerra Médica, os Gregos impõe uma derrota definitiva aos Persas na batalha de Platéia.

No mar, Temístocles, comandante da esquadra ateniense, derrota os persas na batalha de Salamina, a mais importante das Guerras Médicas. Sem cobertura naval, o exército Persa abandona a Grécia e retira-se para a Ásia Menor, onde é vencido, este ano, pelo espartano Pansânias na batalha de Platéia. Com a vitória nas Guerras Médicas, a Grécia preserva a sua independência, restaura sua supremacia no mar Egeu e libera as cidades gregas da Ásia Menor do domínio persa. As principais consequências deste conflito são, de um lado, a decadência do Império Persa, e de outro, o desenvolvimento económico, politico e cultural da Grécia Clássica.

Depois de viajar durante 13 anos, Confúncio, instala-se definitivamente em Lu, onde compendia os seus apontamentos e até à sua morte este ano ensina os seus discípulos. Os seus últimos anos ficam ensombrados pela tristeza e pela doença já que morreram dois dos seus discípulos preferidos e ele próprio fica sozinho e doente.

Os Fábios tinham uma grande importância política. Durante sete anos consecutivos, até este ano (altura em que começa a campanha de Cremera ) é que um dos cônsules foi sempre um Fábio.

Penso: com sono

PublicadoPor lazulli às 16:36
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Segunda-feira, 17 de Setembro de 2007

1000 anos a.C (521 a 509)


Ano 521 a.C. - Dário I, o Grande, é rei a partir deste ano inclusive.

* Dário I, filho de Histapes, este ano, elimina com seis outros conjurados, o astrólogo Gautama, usurpador do trono, e herda o imenso Império Persa, que Ciro e Cambises haviam construído. Os conjurados haviam decidido que a coroa se destinaria àquele cujo cavalo fosse o primeiro a relinchar ao pôr do sol. Dário consegue-o, graças a um ardil do seu escudeiro, Zopyros. Começa  por criar um elo administrativo entre todos os seus povos, diferentes entre si, tanto pelos dialectos como pelos costumes.

* Dário I (Darayavaush) auxiliado pelos seus nobres leais, livra-se de Gaumata e também de outros possíveis usurpadores e sobe ao trono a 29 de Setembro .


Ano 520 a.C. -Com o pleno apoio do filho de Ciro, Dário, verifica-se neste ano, sob um líder oficial Zorobabel, cuja autoridade, como um descendente de David, é reforçada por sua designação, como governador persa de Judá. É essa a entrada na cena de Jerusalém da nova ortodoxia judaica, girando em torno de um templo único e centralizado e de seu culto. A obra do Templo começa imediatamente. É construído num estilo mais humilde que o de Salomão.

* O esforço dos Judeus regressados, limita-se muito tempo à construção do Templo de Jerusalém, que começa a sua construção em Outubro deste ano.

* Polícrates, governador de uma das cidades gregas, tirano aliado dos Pisístratos, morre este ano, vitima das suas ambições e Samos cai nas mãos dos persas.


Ano 517 a.C. - No Egipto, onde está por concluir o canal que foi iniciado por Necho , Dário ordena a sua conclusão e o magnífico curso de água, com uma largura de 45m e 60km de comprimento (desde os lagos Amargos até Bubástis , foi inaugurado este ano com grande cerimonia na presença do próprio Dário .

O grande canal favorece o Egipto e os portos fenícios mas exclui os da Jônia . Dário propõe a estes um grande território interriorano no lado oposto, nas regiões em torno do mar negro, Cítia e a Europa.


 

Ano 516 a.C.-Em seu 4º ano de reinado, Dário I dirige-se ao Egipto onde assume o título de faraó e cogita todos os meios de recuperar os danos de Cambise . em parte tem êxito nesta iniciativa, para a qual se apoia principalmente no clero da Saís.


Ano 515 a.C. - Reconstrução do Templo de Jerusalém.Terminada a sua construção a 12 de Maio, a coroa Persa consegue dele somas consideráveis de dinheiro mas também participa nos gastos do culto.


Ano 514 a.C. -A morte de Hiparco este ano numa querela, leva o irmão Hípias a endurecer a sua actuação e a tentar desarmar o povo. Para pagar a mercenários que o defendessem de qualquer revolta, Hípias necessita de dinheiro e introduz por isso um número considerável de impostos, como o lançado sobre o nascimento e a morte, que atinge praticamente todas as famílias.

Harmódio e Aristogíton assassinam Hiparco, um dos filhos de Pisístrato .


 

Ano 511 a.C. -É a pitagórica Crotona que, este ano, destrói a sua antiga aliada Síbaris : os habitantes são mortos, a cidade arrasada e o nome de Síbaris só vai sobreviver na lenda.

 

Ano 510 a.C. -Os Romanos derrubam o rei tirano, Tarquínio , o Soberbo, e fundam a sua famosa República. Tarquínio pede ajuda a Lars Porsena de Clúsio . Plínio, na sua História Natural, relata como Porsena dirigiu orações aos deuses que lançaram raios para destruírem Bolsena, a cidade mais rica da Toscânia; exactamente como o Senhor destruiu Sodoma e Gomorra.

Na Grécia o Governo inconstitucional imposto pela violência, a tirania de Pisístrato, que foi um homem hábil, deu à cidade uma época de paz, de prosperidade e de estabelidade - uma nova “idade de ouro”. Mas a queda da tirania dá-se este ano.

O inconformismo tanto do Demos como dos nobres, dá origem a 3 ou a 4 anos de lutas, de repressões e de intrigas atá que este ano uma conjura derruba a tirania e expulsa Hípias. Os Alcmeónidas, regressados do exílio tomam parte activa neste acontecimento.

Queda da tirania em Atenas, com a expulsão dos Pisístratos . Afastada a tirania, os aristocratas preparam-se para retomar, o jogo das facções no momento em que o haviam deixado no ano de 546. Sem demora formam-se dois grupos aristicráticos liderados por Clístenes e por Iságoras. O primeiro, um Alcmeónida filho de Mégacles e da filha do tirano de Sícion também chamado Clístenes. Iságoras, filho de Tisandro, pertence a uma antiga família eupátrida que permaneceu na Ática e colaborou com os Pisístratos, tem por si a vantagem da confiança e amizade do rei espartano Cleómenes que colaborou no afastamento da tirania e cujo exército ainda está acampado por perto.

Queda da tirania em Atenas.

Sob a pressão das armas espartanas, Hípias tem de fugir e, este ano, a tirania termina em Atenas. Esta operação político-militar foi organizada por uma das grandes famílias sacerdotais da Ática, os Alcme.


 

Ano 509 a.C. - Os Aristocratas tomam o Poder em Roma. Os patrícios constituem uma pequena minoria da população da cidade de Roma, há 136 famílias patrícias e só conseguem controlar o Estado devido ao apoio que recebem dos clientes. Os patrícios constituem eles próprios uma pequena minoria da população total da cidade.

Muitas das instituições cívicas estabelecidas sob o governo dos últimos reis devem ter caído em desuso quando os aristocratas tomam o Poder este ano em Roma.

Tarquínio, o Soberbo, último rei de Roma, é deposto por uma revolução que expulsa os etruscos, aboliu a Monarquia e implanta a República. Com a passagem da Monarquia para a República, ocorre a transferência do poder dos etruscos para os patrícios, que se transformam na classe dominante de Roma. Nesta época, a cidade já estendeu o seu domínio sobre a região do Lácio e a maioria da sua população é formada por agricultores, pastores e artesãos. No início da República Roma possui uma população de cerca de 100 mil habitantes.

O período monárquico de Roma, iniciou-se com a fundação de Roma e termina este ano, quando uma revolta da aristocracia depõe o último rei romano, Tarquínio, o Soberbo, de origem etrusca. E é proclamada a República.

O grande templo de Júpiter, Juno e Minerva foi construido pelos Tarquínios, e consagrado pelos primeiros cônsules, este ano. O edifício tem cerca de 64m de comprimento, 55m de largura e altura estimada em 40m, é um dos maiores templos arcaicos do mundo mediterrânico.

O rei romano Tarquínio II ou Tarquínio-o-Soberbo, filho ou neto de Tarquínio I; foi um rei brutal e despótico e é derrubado este ano por um grupo de aristocratas que establecem um governo republicano. Além disso é genro do seu antecessor, Sérvio, que foi assassinado por um golpe arquitectado por este.

Um grupo de aristocratas expulsa Tarquínio e põe fim à monarquia. Em seu lugar, estabelecem a curiosa instituição de uma magistratura colegial, em que dois homens partilham o Poder Supremo. Os cônsules, inicialmente onhecidos simplesmente por “pretores”. São eleitos pelos comitia centuriata e desempenham funções durante um ano. Os cônsules (pretores) têm imperium (sendo, no entanto, obrigados a submeter-se à formalidade do voto dos comitia centuriata) e herdaram dos reis todos os sinais exteriores da realeza, embora os fundadores da República, para não dar a impressão de terem substituido um rei por dois, determinassem que, os cônsules devem ser detentores dos fasces por turnos. Mas os poderes dos cônsules é limitado de outras formas mais importantes. Segundo a Tradição, logo no primeiro ano da República é aprovada uma lei que dá aos cidadãos o direito de apelar (provocatio) para o povo contra uma decisão de um magistrado.

Tarquínio, o Soberbo (rei etrusco de Roma) é deposto pelo Senado, a Assembleia dos Patrícios, sem dúvida por se ter mostrado favorável aos plebeus. A monarquia é então abolida e estabelece-se um novo regime, a República, que se manterá em Roma durante meio milénio.

L. Júnio Bruto, é cônsul este ano e um dos pais fundadores da República.

Data do Primeiro Tratado entre Cartago e Roma, é selada definitivamente a sorte da monarquia tartéssica, mas a sua civilização não morre, prossegue nas pequenas monarquias tíndetanas.

Este ano o povo entrega o governo a um dos membros dos Alcmeónidas, Clístenes. Será ele que, num conjunto de reformas, fará de Atenas uma democracia.

Este ano os reis são expulsos, nesta altura na pessoa de Tarquínio, o Soberbo, último representante da dinastia etrusca. Nesta altura o poderio Etrusco na Itália central e meridional entra em decínio. As populações itálicas, não menos que as colónias gregas, infligem ás coligações etruscas sucessivas derrotas. Roma é assim, “reconquistada”, ficando sob o domínio dos chefes de família, dos cidadãos mais ricos das tribos rústicas, e não do povo miúdo da cidade.

 

Os romanos, encontram-se no mesmo campo dos gregos, contribuindo para esmagar a coligação formada por Etruscos e Cartagineses, contra as cidades gregas do Ocidente.

 

 

Penso: sonolenta

PublicadoPor lazulli às 16:03
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Sexta-feira, 20 de Julho de 2007

1000 anos a.C. (661 a 614)

 

Ano 661 a.C. -Assurbanipal cai sobre o Egipto, persegue o incauto Tanutamon até Tebas, que desta vez invade ferozmente fazendo massacres e deportações. Todas as riquezas de Amon são transferidas para Nínive. A destruição da mais famosa cidade do mundo, comove todos os povos.


Ano 660 a.C. - No Japão, os deuses celestes vêm em auxílio do imperador Jimmu, contra os Ainus .


Ano 648 a.C. - Assurbanipal invade pela segunda vez a Babilónia.


Ano 640 a.C. -Túlio Hostílio é morto em Roma, pelo fogo do céu.


Ano 630 a.C. -Na Pérsia, Zoroastres recebe leis de Ahura-Mazda.


Ano 625 a.C. - No sul da Mesopotâmia (Iraque), o príncipe caldeu Nabopalassar, conquista para si a soberania, começa a reinar e vai encabeçar contra a Assíria um movimento de rebelião. Nabopolassar é elevado à dignidade real, sendo o fundador do novo reino da Babilónia. A derrota da Assíria constitui também para os caldeus, o seu único objectivo.


Ano 622 a.C. - Achab, por razões políticas, manda construir na sua capital um Templo dedicado a Baal (ao Baal de Tiro), Melqart, o deus de Ittobaal. Ao fazê-lo, o rei não pensou que a sua atitude fosse atentatória aos direitos de Iavé, tal como aconteceu com Salomão, quando mandou erguer perto de Jerusalém altares aos deuses estrangeiros das suas mulheres, altares esses que ainda existem. Somente quando Josias, na sua reforma deste ano, proclama o Templo de Jerusalém o único santuário legítimo de Iavé, é que este atinge a posição que viria a manter no judaísmo, até à abolição dos sacrifícios.

* O conceito de uma solução religiosa para o problema nacional da sobrevivência – oposta à ideia que levou Israel à realeza na época da invasão filisteia – ele próprio levou Judá para duas direcções divergentes. Como poderia Javé ser abrandado com a maior eficácia? Os sacerdotes do Templo de Jerusalém argumentam que isso poderia ser feito somente destruindo, de uma vez por todas, as suspeitas práticas de culto dos antigos lugares elevados e templos provinciais, e concentrando a adoração exclusivamente em Jerusalém, onde a ortodoxia pode ser mantida com toda a sua pureza. O processo é acelerado este ano, quando, durante reparos do Templo, Hilkia, o sumo sacerdote, encontrou num livro de velhos escritos: O Pentateuco ou Torá é canonizado este ano. Outros livros são acrescentados gradativamente, completando-se o processo muito mais tarde.

* Canonização do Pentateuco ou Torá


Ano 621 a.C. - Drácon, Arconte de origem aristocrática, deve a sua celebridade ao código de leis que impõe este ano em Atenas. A compilação de Drácon tem o mérito de suprimir a vingança privada, introduzindo uma distinção entre o assassínio premeditado e a legítima defesa. Apesar disso, a sua legislação é tão excessiva que um orador a diria “escrita com sangue” e o termo “draconiano” passa a qualificar qualquer acto jurídico demasiado rigoroso. Drácon consagra o direito de jurisdição do pai sobre os filhos e do credor sobre o devedor, que faz deste um escravo e permite condenar à pena de morte quem roube uma couve.


Ano 616 a.C. -
Em terra, os Etruscos, estendem o seu domínio ao Lácio e à Campânia, ao norte, a uma parte da planície do Pó e a sul (Roma é governada, desde este ano, por reis etruscos).

Ascensão de Tarquínio Prisco ou Tarquínio I. Datas tradicionais desde este ano a 579, que transforma o aspecto do centro cívico de Roma. O reinado de Tarquínio I, começa este ano em Roma. Tarquínio I atribui concessões de terras à volta do Fórum, para serem utilizadas como locais de construção privados e constrói lógicas e pórticos.

* Este ano, Ciaxares negocia a famosa coligação, tão celebrada pelos povos orientais, com o reino neobabilónico de Nabopolassar. A Assíria vem assim a iniciar este ano o seu sucumbir.

Interveio também um exército egípcio sob o comando de Psamético que, não obstante, chegava para auxiliar os Assírios. Porém a manobra é inútil, pois os assírios, no estado em que se encontram, não oferecem mais preocupações de resgate, pelo contrário, as preocupações provêm do crescente poderio de Nabopolassar . Contra o poderoso exército babilónico Psamético não pode fazer nada e retorna ao Egipto.

* O poder de Roma cai nas mãos de Lucumon, oriundo da cidade etrusca de Tarquínia. Reina em Roma com o nome de Tarquínio, ou seja, o homem de Tarquínia, iniciando a dinastia etrusca que dá à cidade quadros políticos quase definitivos.


 

Ano 614 a.C. -Queda de Assur, em poder dos aliados.

Penso: sei lá

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Quinta-feira, 28 de Junho de 2007

1000 a.C. (747 a 727)

 

Ano 747 a.C. - As palavras que anunciam a agonia de Israel, o reino setentrional, são lapidares, sóbrias e desumanas. A morte de Jeroboão II constitui o último acto.

* Neste mesmo ano, fecha também os olhos o rei de Judá, Osias , o Leproso.

* Depois de curto tempo de anarquia. Manaem proclama-se rei de Samaria.


Ano 746 a.C.  -
Começo do reinado, do criador do Novo Império Mundial Assírio, Tiglatpilesar III.


Ano 745 a.C. - Subida ao trono Assírio de um antigo soldado de nome Ful , que passa a chamar-se Teglatfalaser III. Primeiro de uma série de tiranos brutais que fundam, por meio de conquistas, o maior Império do Mundo. Durante algum tempo Israel tem vindo a pagar aos Assírios para se livrarem dos tributos, e formando coligações com outros pequenos estados para estacar seu avanço. Mas, o cruel Teglat-Falasar III no trono Assírio, transforma sua belicosa raça numa nação de imperialistas e introduz uma política de deportação em massa para territórios conquistados.


Ano 740 a.C. - Os anais do rei assírio Teglat-Falasar III, registam: “Quanto a Menahem , rei de Israel, o terror o subjugou... ele escapou e se submeteu a mim... prata, trajes coloridos de algodão, roupagens de linho... eu recebi como seu tributo”.


Ano 734 a.C. - O rei assírio Teglat-Falasar III, irrompe até à costa, depois avança costa fora para o “Riacho do Egipto”. Toda a elite, os ricos, mercadores, artificies, soldados, são transportados para a Assíria e lá restabelecidos; em seu lugar são estabelecidos membros de tribo caldeus e aramaicos oriundos da Babilônia. Teglat avança para o interior. Acometido internamente por divisões religiosas e sociais, o reino setentrional de Israel não está em condições de resistir.


Ano 732 a.C. - O rei Assírio, Tiglatpilesar III, juntamente com Damasco (centro de resistência dos arameus na Síria), conquista o território compreendido entre o Tauro e o Líbano. As cidades comerciais ficam à mercê do assalto Assírio, o mesmo sucedendo com o reino Judaico que entretanto surge na Palestina. O Egipto também fica ameaçado. Tiglatpileser III, rei Assírio, arma-se e toma de assalto Gaza (a capital dos filisteus).


Ano 731 a.C. - Epaminondas, general tebano, põe fim à hegemonia militar de Leuctros. Até este ano Esparta tinha conseguido dominar toda a Grécia. Os espartanos foram praticamente invencíveis até este ano. Graças à sua educação inteiramente fundada no culto da força, apesar da fraqueza numérica dos seus exércitos, quase dominaram toda a Grécia durante séculos. Graças à ponta-de-lança das suas tropas de élite. Pesadamente equipados, cobertos de ferro e coiro, invencíveis e eficazes, não conheciam nem medo nem falta de coragem, mesmo que fossem uma centenas resistiam a um exército. Foram praticamente invencíveis durante meio milénio, até este fatal dia em que Leuctros perdeu as mãos por Epaminondas.


Ano 730 a.C. - Tefnakht, apesar de todas as reviravoltas, manteve seu poder íntegro e logo que Piankhi se afasta, aproveita a oportunidade e reconquista grande parte do Delta, subindo ao trono este ano, funda a XXIV dinastia.


Ano 729 a.C. -
A Babilónia e toda a sua região passam a pertencer à soberania Assíria. Os chefes de Assur vendo nesta cidade a mãe da cultura e da religião mesopotâmica, tratam-na com respeito e piedade e Tiglatipilasar III reúne na sua pessoa, os títulos de rei da Assíria e pulu (soberano) de Babilónia.

* Os gregos intentam alargar o seu domínio pelas terras onde a agricultura se mostra proveitosa, especialmente na viticultura, e a partir deste ano, os colonos gregos, fundam duas outras cidades, a sul de Naxos: Leontina e Catânia.


Ano 727 a.C. - Fim do reinado do rei Assírio, Tiglatpilesar III. Morre Teglat, seu sucessor é Salmanasar V.

 


Penso: indecisa

PublicadoPor lazulli às 11:25
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