Quinta-feira, 11 de Setembro de 2008

1000 a.C (181 a 168)

Ano 181 a.C. - As querelas com o irmão mais novo, o filorromano Demétrio, de Perseu, levam Filipe V a apoiar o primogénito e condenar à morte o filho dissidente, este ano. Perseu é o filho mais velho de Filipe V.

 

Ano 180 a.C. - Morre o historiador Grego Políbio.

Ano 179 a.C. (575) - Filipe morre, aos cinquenta e nove anos, e deixa um reino abalado e uma família dividida. Perseu sobe ao trono aos trinta e um anos e, como em criança, participou da guerra com Roma, herda ao mesmo tempo que o reino de seu pai, seus temores, ressentimentos e esperanças. Devota-se com uma convicção inflexível, à continuação da obra paterna, preparando-se com mais ardor que nunca para combater Roma.

*Perseu sucede a seu pai Filipe V da Macedónia, e tenta reconciliar-se com os Estados gregos, apelando às classes mais baixas das cidades gregas, obtendo alguns êxitos iniciais.
*Ao subir ao trono, Perseu tenta evitar novo conflito com Roma. Assim, depois de ter consolidado a situação na Macedónia, dá-se a uma política de expansão no Norte do País (Trácia, Dardânia, Ilíria).
*Termina a guerra na Hispânia Citerior, quando T. Sempónio Graco pacifica as provincias e faz uma aliança com os Celtiberos.

Ano 178 a.C. - Tibério Semprónio Graco, mantém o governo da Espanha Citerior até este ano, data da fundação de Gracaunis, na margem direita do Ebro, hoje Alfaro, entre Cascante e Calahorra. Os tratados que conclui com os Celtiberos garantem a paz por muito tempo entre este povo e os romanos.

Ano 176 a.C. - Após a colonização da Macedónia, este ano, o tributum é abolido e as propriedades dos cidadãos romanos de Itália deixam de estar sujeitas a impostos directos. Uma elevada percentagem do rendimento Público é reinvestida em mais conquistas, isto é, gasta no abastecimento do exército. O restante é gasto em grandes projectos de construção levados a cabo por Roma e nas cidades de Itália.
* O rendimento do Estado, sob a forma de despojos, indemnizações e impostos, é enorme.

Ano 175 a.C. - O movimento da reforma judaica encontra um entusiasta, porém perigoso aliado do novo monarca selêucida, Antíoco Epifanes. Sobe Antíoco IV, a religião judaica vai ser proscrita e o Templo profanado pelo culto de Zeus Olímpico.
*São vistos três sóis.

Ano 174 a.C. -O primeiro imperador Han realiza oferendas rituais diante do túmulo de Confúncio.
*São vistos três sóis.

Ano 173 a.C. -Aparece no céu uma grande frota.Em Priverno, uma lã cinzenta cobre o solo.

Ano 171 a.C. - Este ano, Antíoco acha necessário substituir Jasão como sumo sacerdote pelo ainda mais pró-grego Menelau e reforça o poder grego em Jerusalém, construindo uma fortaleza-acrópole dominando o Templo.
* Os Romanos intervêm militarmente no mundo grego, enviando um exército que atravessa o Adriático para defrontar Perseu. Este sai vencedor de uma batalha em Callinicos.
*Os êxitos militares e diplomáticos de Perseu, e o crescente prestigio que granjeia no Mediterrânio Ocidental, alarmam Êumenes II de Pérgamo, que vai a Roma acusar de imperialismo o soberano macedónico. O Senado delibera mover-lhe uma guerra este ano.
* São vistos três sóis.

Ano 168 a.C. - O rei da Síria decide helenizar profundamente a Judeia e particularmente consagrar o Templo a Júpiter Olímpico. Eclode então a insurreição chefiada por Matatias e depois por seus filhos, ditos “os Macabeus”. Mas Roma, que, para se infiltrar no Oriente, apoia os pequenos chefes locais contra as grandes soberanias, detém a Síria. Graças a esta confrontação ainda pacifica entre Roma e os herdeiros de Alexandre a Palestina reencontra a independência.
*Os macedónios revoltam-se, daí que este ano, a Macedónia transforma-se em província romana.
*
Cónscio da superioridade inimiga Perseu (da Macedónia) adopta uma estratégia defensiva que lhe rende vitórias sobre chefes militares mediocres (como Lícinio Crasso, em Calínio, na Tessália). Mas Paulo Emilio desbarata o seu aliado Gêntio e compele Perseu a uma batalha decisiva em Pidua neste ano. A carga da falange macedónica veio esmagar-se contra a solidez das linhas romanas. Completamente derrotado, Perseu refugia-se em Samotrácia, onde, abandonado por todos, se rende ao vencedor.
*Perseu figura no cortejo triunfal de Paulo Emílio.
*Perseu sofre uma derrota decisiva, frente a L. Emílio Paulo, na batalha de Pidua. O exército macedónico fica quase completamente destruído e o próprio Perseu rende-se pouco depois. O acordo estabelecido após a batalha de Pidua é duro e mostra até que ponto os Romanos mudaram. A Macedónia é dividida em quatro repúblicas separadas e a sua população forçada a pagar tributo a  Roma, a metade da taxa cobrada por Perseu. Deste modo os romanos têm o benefício do governo directo sem terem de suportar as cargas da Administração e da Defesa.
*Um destino cruel foi reservado aos Molossianos do Epiro, que colaboraram com Perseu, após a vitória deste em Callinicos. O seu território foi sistematicamente pilhado pelo exército de Paulo, e a população escravizada. É levada a cabo uma purga geral de elementos anti-romanos nos Estados gregos, sendo de destacar a deportação de 1000 membros das classes mais elevadas da Liga Egeia para a Itália, onde são presos sem julgamento. O mais famoso destes detidos é o historiador Políbio.
* Na Ásia, Pérgamo e Rodes são punidas com perdas de território, já que não participaram na guerra, adiando intencionalmente a decisão de o fazer. Roma demonstra assim, não estar disposta a tolerar a menor intenção de desobediência por parte dos seus súbditos. É mediante estes métodos que os romanos conseguem governar indirectamente a Grécia por mais 18 anos.
* Tendo vencido Cartago, Roma volta-se para o Oriente, esmaga os Macedónios, aliados dos Cartagineses, este ano, e submete a Grécia.
* Os macedonios são vencidos numa sangrenta batalha. o seu vencedor Paulo Emílio, digno homónio e digno filho do cônsul caído em Canas. Perseu vai morrer nas prisões romanas.
*
Um episódio de guerra entre Roma e Perseu da Macedónia, mostra a atitude que um senador romano pode assumir. Este ano, o senado soube que o seleucida Antíoco IV domina o Egipto, o que é contrário aos interesses de Roma. O senado envia um dos seus membros, Pompílio, para pôr termo a esta inoportuna conquista. Pompílio encontra-se com o senhor da Ásia perto de Alexandria. antes mesmo de ter chegado junto do seu visitante, já o grande rei saudava o representante do poderoso povo romano, mas Pompílio não reage. Sem a menor manifestação de cortesia, estende ao rei o ucasse do senado romano. Antíoco lê a carta e diz: Vou deliberar com os meus conselheiros. Mas pPompílio não lhe dá oportunidade para isso. Com o seu bastão, traça na areia um círculo em redor do rei e ordena: Dar-me-ás a resposta no interior deste circulo. O rei estupefacto, fica tão impressionado que não pode proferir o mínimo protesto. Por fim, depois de um penoso silencio, responde: Coloco-me às ordens dos Romanos. Pompílio subitamente amistoso, estende então a mão ao autocrata oriental. Antíoco tem de retirar sem demora as suas tropas do Egipto. Pompílio ocupa-se da Administração do país e ordena aos dois reis que vivam em paz.

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soldado romano

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Sábado, 5 de Julho de 2008

1000 a.C. (192 a.C. a 183 a.C.)

 

Ano 192 a.C. (562) - Supremacia romana em toda a Gália Cisalpina.
* Os Etólios, ressentidos por Flamínio não lhes permitir ocupar alguns dos seus territórios anteriores evacuados por Filipe, tomam a cidade fortificada de Demétria e pedem a Antíoco que venha livrar os Gregos dos Romanos. Antíoco responde ao pedido levando uma pequena força expedicionária para a Grécia.
* No Verão, uma frota romana de trezentas velas, tendo a bordo três mil soldados, sob o comando de Aulo Atílio Serrano, apareceu na altura de Giteu. Antíoco reúne as naves e as tropas que tem em mãos, contando quarenta naves e dez mil homens de infantaria com quinhentos cavaleiros e seis elefantes. Parte do Quersoneso, na Trácia, para a Grécia, onde desembarca no Outono em Ptéleo, no golfo de Pégaso, ocupando imediatamente a cidade vizinha de Demetríade, enquanto um exército romano de aproximadamente vinte cinco mil homens, sob as ordens do pretor Marco Bébio, desembarca na Apolônia. A guerra está começada por dois lados. Os Ródios e os Bizantinos juntam-se aos seus antigos aliados. O Egipto toma o partido de Roma. Filipe põe todas as suas forças, com um zelo cordial, à disposição dos Romanos. A segunda potência da Grécia, a liga Aqueana, adere tanto quanto a primeira à aliança com Roma.
* O fim da independência da Gália Cisalpina só chega este ano, quando os Romanos derrotam os Bóios na sua praça forte. (Bolonha actual)

Ano 191 a.C. - Antíoco, é expulso da Grécia por um exército Romano, que o derrota nas Termópilas.
Sucessivas campanhas sangrentas no vale do Pó, terminam com a derrota da mais poderosa das tribos da Gália Cisalpina, os Bóios.

* No começo da primavera, o estado-maior Romano chega a Apolônia. O comandante chefe é Mânio Acílio Glábrio, homem de origem humilde, mas general hábil, temido por seus soldados e seus inimigos. O almirante é Caio Lívio. Levam reforços de homens e naves, a cavalaria Líbia e elefantes, de forma que o contingente total do exército Romano eleva-se para quarenta e mil homens aproximadamente. As tropas Romanas já tinham começado as operações na Tessália.
* Lúcio Emílio Paulo, recebe o imperium proconsular da Província Ulterior (Espanha) e sofre este ano uma derrota lutando contra os Lusitanos em Lycon.

Ano 190 a.C. (564) - Os Romanos invadem a Ásia, sob o comando de L. Cipião (irmão do Africano, que acompanha o exército) e derrota Antíoco em Magnésia. Antíoco é forçado a retirar-se para além das montanhas do Tauro, e a pagar uma enorme indemnização e a entregar os seus elefantes e a sua frota.
* No vale do Ermo, perto de Magnésia, ao pé do monte Sipilo, não longe de Esmirna, as tropas Romanas encontram o inimigo no fim do outono. A vitória que lhes dá um terceiro continente, custa aos Romanos somente 84 cavaleiros e trezentos infantes. A Ásia Menor submete-se, até ao Éfeso, de onde o almirante retira rapidamente sua frota, além de Sardes, a residência da corte.
Assim o protetorado da República Romana abrange agora todos os Estados, desde a extremidade oriental até à extremidade ocidental do Mediterrâneo. Não existe nesta extensão nenhum Estado do qual os Romanos acreditem ter algo a temer. Mas um homem vive ainda a quem Roma faz honra: O Cartaginês sem asilo, que levantou contra Roma todo o Ocidente. Este refugiou-se inicialmente em Creta, depois na Bitínia e reside na corte de Prúsias, rei deste país, ajudando-o nas guerras com Eumeno. Flaminino resolve, sem consultar ninguém, libertar Roma de Aníbal, como libertara os gregos de seus grilhões. Se não puder cortar a garganta do maior homem deste tempo, pretende pelo menos provocá-lo. Prúsias, o mais miserável dos miseráveis príncipes da Ásia, fica encantado em conceder o pequeno favor que o enviado Romano pede em termos ambíguos e Aníbal vendo sua casa cercada de assassinos, toma veneno. Viveu o bastante para ver o Ocidente completamente submisso e para travar a última batalha com os Romanos contra as galeras de sua própria cidade, que se tornou Romana. Por fim é obrigado a ser um mero espectador.
* Partindo da Macedónia um exército Romano passa o Helesponto e este ano, esmaga Antíoco. Basta esta vitória de Roma para abater o Império Selêucida. Antíoco tem que ceder quase toda a Ásia Menor e quanto ao resto de seus territórios aceitar condições tão severas como as postas aos outrora a Cartago e mais recentemente á Macedonia. Cedência de toda a frota, com excepção de dez navios, e de todos os elefantes de guerra, pagamento da enorme soma de 15 000 talentos, a título de reparação. Promessa de não atacar os países vizinhos situados a Ocidente. Depois de tal humilhação os súbditos do rei perdem-lhe o respeito. Desordens e crises financeiras perturbam com frequência a paz do reino.

Ano 189 a.C. - Perseu combate os Etólios.
* O Consul Cn. Mânlio Vulso invade o território dos Gálatas, mata muitos deles e apodera-se de enormes despojos.
* O procônsul Lúcio Emílio Paulo, tira a desforra com os Lusitanos do desastre de Lycon, no qual perde 6 000 homens.

Ano 188 a.C. - Chega-se a um acordo final com Antíoco, com que se assina um tratado em Apamea. Os seus antigos territórios na Ásia Menor são divididos entre Rodes e Êmenes II de Pérgamo, os Romanos retiram-se então completamente da Grécia e da Ásia.

Ano 187 a.C. - É construída a Via Emília (de onde deriva o nome actual desta região) que liga a Piacenza a Ariminum (Rimini).

Ano 186 a.C. - São introduzidas em Roma, as competições de atletismo.
* Os mistérios de Dionisios-Baco são vários: a mistura de sexos, das pessoas de qualquer condição, o mistério das reuniões e o seu carácter orgíaco, até mesmo bestial, fazem recear as autoridades Romanas uma conspiração ou tentativa de subversão social. Por isso estas práticas são severamente reprimidas aquando do escândalo das Bacanais este ano.
* O mais antigo decreto senatorial data deste ano. é um dos mais importantes documentos em língua latina. Refere-se ao culto de Baco, imitação Romana dos ritos gregos em honra de Dionísio O Senado vê-se obrigado a regulamentar estritamente as cerimónias dionisíacas; todas as comunas itálicas são obrigadas a mandar gravar o decreto em placas de bronze e a expor estas na via pública para edificação de todos os cidadãos.
* Decreto do senado proibindo as Bacanais.
* Este ano, sendo Lúcio Mânlio Acidino Fulviano e Gaio Atínio os governadores da Espanha Citerior e da Ulterior, respectivamente, os Lusitanos, atacam novamente os Romanos. Passando o Guadalquivir, e auxiliados pelos habitantes de Hasta, defrontam Atínio na Primavera. Os Romanos conseguem vitória, mas sem vantagem.

Ano 185 a.C. - Os Pretores da Hispânia, este ano, Lúcio Quíncio Crispino e Gaio Calpúrnio Pisão, trazendo um exército de cerca de 24 000 homens, que se juntam aos já estacionados na Península, atacam Lusitanos e Celtiberos perto de Toledo em Dipo. Vencidos no primeiro recontro, os Romanos contra-atacam e obtêm êxito.

Ano 184 a.C. - Catão-o-Censor, rediculariza o exibicionismo frívolo dos Helenistas, defende as virtudes caseiras e mostra um profundo respeito pelas tradições itálicas. Os seus esforços para manter a coesão tradicional da oligarquia levaram-no a desencadear um ataque político contra Cipião, que acaba por forçar este a retirar-se da vida pública este ano. Catão apoia leis sumptuárias e opõem-se com frequência aos subornos, à corrupção e ao abuso de Poder. A oposição de Catão ao helenismo não se baseia num mero preconceito. Ele próprio fala grego e compreende a cultura grega melhor do que muitos dos que ataca; favorece mesmo a adopção de ideias gregas, desde que possam ser adaptadas às necessidades Romanas. É Catão que ordena, durante o seu mandato de censor, este ano, a construção  da primeira basílica em Roma, edifício de estilo grego. Este é um dos muitos exemplos de edifícios públicos de estilo grego mandados erigir durante este período.
* Catão é eleito Censor, exerce naturalmente as suas funções com impiedosa crueldade. Retoma a sua campanha contra a luxo. Desta vez com mais sucesso. O seu alto cargo permite-lhe taxar os artigos cujo uso quisera em 195 proibir ao belo sexo. O resmungão de cabelos vermelhos e olhos verde-cinzentos arranjou muitos inimigos mas o povo Romano honra-o com o título de Censorius.
* Plauto (escritor) morre este ano com 70 anos de idade.

Ano 183 a.C. - Aníbal tenta organizar a desforra, mas traído, refugia-se na corte de Prúsias II, rei da Bitínia. Este para salvar o seu reino, decide entregá-lo a Roma. Advertido Aníbal prefere matar-se este ano. Uma vez decidida a guerra com Aníbal, os Romanos podem mais uma vez voltar a sua atenção para os Balcãs, onde Filipe começou a estabelecer o seu poderio no Egeu e está a empreender movimentos ameaçadores na Ilíria.

 

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Viriato                                                                                                                      

Lusitano                                                                                        

"Deuses" lusitanos

Iberos

Pretor

Exército Romano

* Baco / dionisio baco

* Dionísio / baco dionisio      (TODAS AS IMAGENS RETIRADAS DA NET)


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Quinta-feira, 26 de Julho de 2007

1000 a.C. (612 a 589)



Ano 612 a.C. - Este ano, os caldeus, sob o comando de Nabopolassar aliam-se aos Medos e destroem Nínive, a capital do Império Assírio.

Os Medos e os Neobabilónicos coligados, atingem a meta almejada: “depois de uma luta terrível a cidade é tomada”. Nínive sucumbe vítima da destruição. Nínive jaz, destruída e queimada, ela que foi a central donde saíram as ordens que tinham enchido o Velho Mundo de terror e de lágrimas durante séculos de expedições guerreiras e de ocupações com tormentos, terror e deportações em massa. O “Crescente Fértil” respira livremente. Nínive é destruída. O exército Assírio fiel até ao fim ao seu último rei, Sinsharishkun, perece na Nínive em chamas. A conquista de Nínive e a sua subquente destruição é obra de Ciaxares este ano, e põe ponto final à presença histórica da Assíria. Babilónia e a Média partilham entre si os despojos. Nabucodonosor II, o filho de Nabopolassar, incorpora no seu Novo Império Babilónico a totalidade das possessões mesopotâmicas da Assíria que vão até à fronteira egípcia. Ciaxares anexa a antiga Urartu até à fronteira clássica do Hális, na Anatólia Central.

Os Medos, que, juntamente com os babilônios, são herdeiros desde a queda de Nínive, este ano, ano do desgarrado império dos assírios, são dominados imprevistamente pelos seus vizinhos e vassalos, os persas. O rei Medo Astíages é vencido pelo seu próprio neto, Ciro (Cores).

Nabopolassar, alia-se a Ciassare, rei dos medas e organiza um grande número de mercenários scitas e este ano conquista Nínive, Os massacres são os mais hostis e as vinganças contra as atrocidades assírias ainda mais ferozes.


Ano 606 a. C. - Fim do reinado no sul da Mesopotâmia do príncipe caldeu Nabopalassar.


Ano 605 a.C. - Início do reinado de Nabucodonosor II, filho de Nabopolassar. Sob o seu reinado e o de seu pai a Babilónia transforma-se, mais uma vez no centro de uma grande potência.

No Eufrates, exércitos egípcios e babilónicos travam a batalha de Karkemish, decisiva para a posse da Palestina e da Síria. O combate começa em frente das muralhas da cidade antiga e prossegue com violentos combates de rua. O exército egípcio é aniquilado até aos últimos restos e o território da Síria setentrional fica assegurado para a Babilónia até à clássica linha de Gaza. A Babilónia ganha a batalha decisiva de Karchemish, destruindo o exército do Egipto, o “junco partido”.

A luta é travada em Carchemish e os egípcios derrotados, postos em fuga e impiedosamente perseguidos.


Ano 602 a.C. - Na Palestina, Joaquim, posto por Necho no trono de Judá, faz acto de submissão a Nabucodonosor. Apesar da presença de tropas babilônicas, não obstante, os conselhos aflitos do sábio Jeremias, Joaquim revela evidentes sinais de querer libertar-se da nova opressão e contando com a promessa de apoio de Necho , p e em prática a primeira tentativa de revolta automaticamente dominada pelo ocupante. Mas Joaquim, despótico tirano, não entende a lição e este ano, revela-se pela segunda vez, mas teve sorte porque Nabocodonosor está ocupado  com outros empreendimentos


Ano 599 a.C. - Joaquim, na Palestina consegue manter uma fraca independência até este ano, ano em que morre.


Ano 597 a.C. - Queda de Jerusalém. Após a primeira conquista de Jerusalém, Nabucodonosor deixa Judá como Estado vassalo. No meio do primeiro grupo da elite obrigada ao exílio babilónico está, Ezequiel, o mais antigo e erudito sacerdote.

Rebenta em Judá uma clara insurreição. O rei Joaquim, segundo a Bíblia, e todos os seus foram feitos prisioneiros e levados para a Babilónia.

Como herdeiro de Joaquim, que se encontra no cativeiro, sobe ao trono seu tio Matanias, com o nome de Sedecias, como rei da Caldeia.

Crônica Babilônica : “No sétimo ano, no mês de Kislev , (Nabucodonosor) revistou suas tropas e, havendo marchado para a terra de Hatti , sitiou a cidade de Judá, e no segundo dia do Mês de Adar tomou a cidade e capturou o rei. Designou ali um rei de sua própria escolha, recebeu seu pesado tributo e (os) enviou para a Babilônia ” 16 Março. O rei de Judá, Joaquim, foi levado para a Babilónia em “toda a Jerusalém e todos os príncipes, e todos os poderosos homens de valor, dez mil cativos, e todos artificies e todos os ferreiros”; ninguém restou, exceto “as pessoas mais pobres da terra”. Os vasos de ouro do Templo são, do mesmo, modo “feitos em pedaços” e levados!

Nabucodonosor envia um exército e intimida Jerusalém o redde rationem. Joaquim, filho de Joaquim, recusa a rendição e fecha as portas. Depois de um breve cerco, a cidade é tomada e saqueada no dia 16 de março.


Ano 595 a.C. - Psamético II, filho de Necho, começa a reinar. Renuncia qualquer intervenção na Síria e transfere o exército para o lado oposto, contra a Núbia que há séculos fugiu ao controle egípcio.

Na Babilónia, Ezequiel vê junto ao Eufrates a.c. lebre “roda flamejante”.


Ano 594 a.C. - Drácon é um personagem semitíco a quem a tradição atribui o primeiro código de leis escritas da Grécia, o Código de Drácon, o qual pune com a pena de morte os delitos contra a propriedade. As leis escritas são uma solicitação do Demos que não quer ficar à mercê dos Eupátridas nos julgamentos baseados nas velhas tradições. Mas, apesar das leis escritas, a situação do Demos continua ruim. As agitações continuam e este ano, Sólon é nomeado primeiro Arconte e encarregado de promover a paz social entre os Eupátridas e o Demos. Sólon, magistrado e poeta, é nomeado legislador com poderes ditatoriais para promover reformas. Eupátrida por nascimento e comerciante por profissão, descende de uma família aristocrática arruinada economicamente e acumula grande fortuna dedicando-se ao comércio. Vai realizar reformas populares, abolindo a escravidão por dívidas e suprimindo as hipotecas sobre a terra. Não promove a redivisão do solo, mas limita a extensão das grandes propriedades rurais e adopta medidas incentivando a indústria e o comércio. Substitui o critério de nascimento pelo de riqueza para o acesso aos cargos públicos, o que debilita a nobreza e permite aos comerciantes maior participação no Governo. Com base na riqueza dos cidadãos, redivide em quatro classes a sociedade ateniense. Os membros da primeira classe participam do arcontado e do areópago. Cria também a Bulé (Conselho dos 500) integrado pelos representantes das três primeiras classes. A última classe, composta por cidadãos de menor renda, participa da assembléia popular, a eclésia, e do tribunal ateniense, a heliéia.

Necho morre.


Ano 592 a.C. - Ezequiel vê pela primeira vez naves espaciais. Após cinco anos de ter sido deportado para a Babilónia, casado e com trinta anos, sacerdote oriundo de uma família da alta sociedade. Fica completamente aterrado e fortemente emocionado.


Ano 589 a.C. - Psamético II, morre e deixa a seu sucessor Apires, uma óptima situação financeira. Apires encontra um formidável poderio marítimo e fica tão envolvido pela nostalgia das glórias passadas, que não resiste às hostilidades no Retenu.

Cartas de Lachish, datadas deste outono, são despachos de um posto avançado para um oficial do estado-maior de Lachish e abrangem a última fase da liberdade de Jerusalém. um dos despachos tem uma referencia a um profeta. Outro despacho, declara que Jerusalém, Lachish e Azeká são os únicos enclaves israelitas que restam.

Penso: bem

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Sexta-feira, 20 de Julho de 2007

1000 anos a.C. (661 a 614)

 

Ano 661 a.C. -Assurbanipal cai sobre o Egipto, persegue o incauto Tanutamon até Tebas, que desta vez invade ferozmente fazendo massacres e deportações. Todas as riquezas de Amon são transferidas para Nínive. A destruição da mais famosa cidade do mundo, comove todos os povos.


Ano 660 a.C. - No Japão, os deuses celestes vêm em auxílio do imperador Jimmu, contra os Ainus .


Ano 648 a.C. - Assurbanipal invade pela segunda vez a Babilónia.


Ano 640 a.C. -Túlio Hostílio é morto em Roma, pelo fogo do céu.


Ano 630 a.C. -Na Pérsia, Zoroastres recebe leis de Ahura-Mazda.


Ano 625 a.C. - No sul da Mesopotâmia (Iraque), o príncipe caldeu Nabopalassar, conquista para si a soberania, começa a reinar e vai encabeçar contra a Assíria um movimento de rebelião. Nabopolassar é elevado à dignidade real, sendo o fundador do novo reino da Babilónia. A derrota da Assíria constitui também para os caldeus, o seu único objectivo.


Ano 622 a.C. - Achab, por razões políticas, manda construir na sua capital um Templo dedicado a Baal (ao Baal de Tiro), Melqart, o deus de Ittobaal. Ao fazê-lo, o rei não pensou que a sua atitude fosse atentatória aos direitos de Iavé, tal como aconteceu com Salomão, quando mandou erguer perto de Jerusalém altares aos deuses estrangeiros das suas mulheres, altares esses que ainda existem. Somente quando Josias, na sua reforma deste ano, proclama o Templo de Jerusalém o único santuário legítimo de Iavé, é que este atinge a posição que viria a manter no judaísmo, até à abolição dos sacrifícios.

* O conceito de uma solução religiosa para o problema nacional da sobrevivência – oposta à ideia que levou Israel à realeza na época da invasão filisteia – ele próprio levou Judá para duas direcções divergentes. Como poderia Javé ser abrandado com a maior eficácia? Os sacerdotes do Templo de Jerusalém argumentam que isso poderia ser feito somente destruindo, de uma vez por todas, as suspeitas práticas de culto dos antigos lugares elevados e templos provinciais, e concentrando a adoração exclusivamente em Jerusalém, onde a ortodoxia pode ser mantida com toda a sua pureza. O processo é acelerado este ano, quando, durante reparos do Templo, Hilkia, o sumo sacerdote, encontrou num livro de velhos escritos: O Pentateuco ou Torá é canonizado este ano. Outros livros são acrescentados gradativamente, completando-se o processo muito mais tarde.

* Canonização do Pentateuco ou Torá


Ano 621 a.C. - Drácon, Arconte de origem aristocrática, deve a sua celebridade ao código de leis que impõe este ano em Atenas. A compilação de Drácon tem o mérito de suprimir a vingança privada, introduzindo uma distinção entre o assassínio premeditado e a legítima defesa. Apesar disso, a sua legislação é tão excessiva que um orador a diria “escrita com sangue” e o termo “draconiano” passa a qualificar qualquer acto jurídico demasiado rigoroso. Drácon consagra o direito de jurisdição do pai sobre os filhos e do credor sobre o devedor, que faz deste um escravo e permite condenar à pena de morte quem roube uma couve.


Ano 616 a.C. -
Em terra, os Etruscos, estendem o seu domínio ao Lácio e à Campânia, ao norte, a uma parte da planície do Pó e a sul (Roma é governada, desde este ano, por reis etruscos).

Ascensão de Tarquínio Prisco ou Tarquínio I. Datas tradicionais desde este ano a 579, que transforma o aspecto do centro cívico de Roma. O reinado de Tarquínio I, começa este ano em Roma. Tarquínio I atribui concessões de terras à volta do Fórum, para serem utilizadas como locais de construção privados e constrói lógicas e pórticos.

* Este ano, Ciaxares negocia a famosa coligação, tão celebrada pelos povos orientais, com o reino neobabilónico de Nabopolassar. A Assíria vem assim a iniciar este ano o seu sucumbir.

Interveio também um exército egípcio sob o comando de Psamético que, não obstante, chegava para auxiliar os Assírios. Porém a manobra é inútil, pois os assírios, no estado em que se encontram, não oferecem mais preocupações de resgate, pelo contrário, as preocupações provêm do crescente poderio de Nabopolassar . Contra o poderoso exército babilónico Psamético não pode fazer nada e retorna ao Egipto.

* O poder de Roma cai nas mãos de Lucumon, oriundo da cidade etrusca de Tarquínia. Reina em Roma com o nome de Tarquínio, ou seja, o homem de Tarquínia, iniciando a dinastia etrusca que dá à cidade quadros políticos quase definitivos.


 

Ano 614 a.C. -Queda de Assur, em poder dos aliados.

Penso: sei lá

PublicadoPor lazulli às 16:56
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Os Lusitanos - No contexto Peninsular História de Roma Estrabão, III, 3,7 Polibio, XXXIV

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