Quarta-feira, 23 de Abril de 2008

1000 a.C. (256 a.C. a 238 a.C.)



Ano 256 a.C. (498 a.C.) - O Senado resolve mudar de sistema e atacar Cartago na África.

* Na Primavera, Roma resolve atacar Cartago na África e uma frota de 330 naves de linha, rumam para as costas da Líbia. Os Romanos encontram a frota Púnica em ordem de batalha na altura de Ecnomos para proteger a Pátria contra a invasão. Raramente se viu combate no mar com massas maiores do que estas que se encontram nesta Batalha. A frota Romana, de 330 velas, leva pelo menos 100.000 homens de tripulação, além do exército de terra, de aproximadamente 40.000 soldados. A frota Cartaginesa de 350 velas, é constituída de um número igual de combatentes, de maneira que perto de 300.000 homens foram postos em linha este dia, para decidir a luta entre os dois poderosos povos. Da frota Romana, 24 naves  são postas a pique. Da frota Cartaginesa, 24 afundam-se e 64 são tomadas. Os Romanos, em vez de desembarcarem na costa Ocidental da Península que forma o Golfo, descem mais para Leste, onde a Baía de Clúpia , lhes apresenta uma larga enseada para a protecção de suas naves contra quase todos os ventos. Em pouco tempo, um campo naval fortificado é ali construído, e o exército de terra tem a liberdade de começar as suas operações.

* A energia dos Cartagineses está quebrada. Pedem paz. Mas as condições propostas pelo Cônsul são inaceitáveis.

* Roma inflige uma derrota aos Cartagineses no Cabo Ecnomo .



Ano 255 a.C. (499 a.C.) - Amílcar, que fez com tanto sucesso a guerra de guerrilhas na Sicília contra os Romanos, aparece na Líbia com a elite das tropas da Sicília, que fornecem um precioso núcleo para o novo recrutamento. Ao chegar a Primavera, as coisas já mudaram de tal forma que são os Cartagineses os primeiros a abrir Campanha e a oferecer a batalha aos Romanos. A massa principal dos Romanos atacada na frente pelos elefantes, dos dois lados e por trás pela cavalaria, por mais que se esforcem em quadrado e procurem defender-se heroicamente, têm no final as suas massas compactas quebradas e dispersas. No pequeno número de prisioneiros, está o próprio Cônsul, que vai morrer mais tarde em Cartago. Uma frota Romana de 350 velas parte imediatamente e após ter ganho no Promontório de Hermes, uma brilhante vitória na qual os Cartagineses perdem 114 naves, chega a Clúpea bem a tempo de tirar de sua posição crítica os restos do exército desfeito, que ali estava entrincheirado. Mas os Romanos perdem a cabeça de tal forma, que após o combate feliz em Clúpea , embarcam todas as suas tropas e rumaram para a Itália. Três quartos da frota sucumbe com as suas tripulações, numa tempestade violenta. Apenas 80 naves chegam ao porto em Julho deste ano.

* Numa tentativa dos Romanos atacarem directamente Cartago, por meio de uma força invasora comandada por M. Atílio Régulo, fracassa, transformando-se em catástrofe total quando a frota enviada para evacuar o exército, naufraga numa tempestade na sua viagem de regresso, este ano.



Ano 251 a.C. (503) - Batalha de Palermo. O exército Romano esmaga o exército de elefantes, os animais cercados, desorientam-se e voltam-se contra os Cartagineses.

* O cônsul Gaio Célio Metelo ganha no verão, sob as muralhas de Panormo (a cidade mais importante da Sicília cartaginesa), uma brilhante vitória sobre o exército dos elefantes.

 


Ano 250 a.C. - Em Roma, a prática impiedosa da lei dos devedores, excita a indignação de toda a classe de fazendeiros. Quando, este ano, são convocados os recrutas para uma guerra perigosa, os homens obrigados a servir, recusam-se a obedecer a este comando, de maneira que o Cônsul Públio Sérvio, suspende por algum tempo a aplicação da lei dos devedores, e dá ordem para pôr em liberdade as pessoas já encarceradas por dívidas, e para impedir novas prisões. Os fazendeiros tomam seus lugares no exército e contribuírem para garantir a vitória.

* O rei Asoka, o Grande; levanta em Lumbini, uma coluna com a inscrição “aqui nasceu Buda Sakya Munif.”



Ano 249 a.C. (505 a.C.) - Nascimento de Aníbal, filho mais velho de Amílcar.



Ano 244 a.C. - Fundação de uma colónia em Brundisium.



Ano 242 a.C. - Os Romanos reunem as suas últimas forças para alcançarem a decisão no mar contra os Cartagineses. Os cofres do Estado estão vazios mas os cidadãos mais ricos dão provas de generoso patriotismo, oferecendo fundos necessários para a construção de navios. Cada um, toma sobre si, o encargo de financiar o equipamento de um navio, ou se os seus meios não são suficientes, junta-se-lhe um ou outro cidadão. Este esforço surpreende completamente o inimigo, que sofre uma dura derrota ao largo das costas ocidentais da Sicília, este ano. Os Cartagineses, perdem toda a sua esperança de vitória e propõe a paz. Estabelece-se um pacto de paz e Cartago perde a Sicília e deve pagar 3200 talentos à maneira de reparações.



Ano 241 a.C. (513) - O Ocidente tem a paz este ano. O Tratado concluído com Roma este ano, dá a paz a Cartago, mas custa-lhe caro. O remorso que mais fere os Cartagineses, é ver destruído todo o seu sistema de política comercial.

* Novo Tratado entre Romanos e Cartagineses, decorrente do triunfo dos Romanos na Primeira Guerra Púnica.

* A expedição do Cônsul Régulo a África, fracassa e os combates recomeçam. Em terra, as Legiões Romanas, são derrotadas na Sicília pelo jovem general Amílcar Barca. É no mar que o Procônsul Lutácio Catulo domina os Cartagineses, interceptando diante das ilhas Égatas um importante comboio de abastecimento. Cartago, tem de abandonar a Sicília e pagar uma pesada indemenização. E, ao mesmo tempo fazer face a uma crise interna grave. O seu exército, recrutado entre os indígenas Númidas, não é de grande qualidade. Logo que aparece a trégua com os Romanos, estala uma terrível revolta dos mercenários, aos quais o Governo havia recusado pagar os soldos. Esta revolta é reprimida por Hanão; o Grande e Amílcar Barca; mas os Romanos aproveitam estas perturbaçãos para ocupar a Córsega e a Sardenha.

* Os cidadãos Romanos beneficiam directamente da fundação das Colónias Latinas, que este ano ocupam mais de 10 Km2 de terras confiscadas. Simultâneamente a população de cidadãos Romanos vai crescendo. A Sicília é o principal ganho inerente à vitória deste ano. Para além de alguns casos priveligiados, tais como Messana e o reino de Siracusa, as várias comunidades da Sicília passam a pagar tributo a Roma, sob a forma de dízimo.

* Os recursos de Roma são superiores aos dos Cartago, e após a vitória Romana nas ilhas Égates, este ano, os Cartagineses rendem-se. Os romanos ocupam a Sicília que se torna a sua Primeira Província.

* Fundação, pelos Romanos duma colónia em Spoletium; esta tem lugar no seguimento de uma revolta da cidade de Falerii, gesto isolado de desafio que os Romanos esmagam com violência, numa campanha de 6 dias.



Ano 240 a.C. - Livius Andronicus, escravo de Tarento, alforriado, torna-se Professor, profissão de escravo ou de liberto. O Tarentino, contribui para a helenização das élites Romanas, mas, paralelamente, esforça-se por aperfeiçoar a Língua Latina. Este ano escreve a primeira tragédia romana que é apresentada nos Ludi Romani.



Ano 238 a.C. - Ocupação do litoral Ibérico pelos Cartagineses.

* Os Romanos escutam as propostas dos revoltosos da Sardenha que está nas mãos dos Cartagineses. Assim adquire Roma sem esforço a Sardenha, à qual junta a Córsega, antiga possessão Etrusca, onde, talvez depois da última guerra, haviam ficado algumas guarnições Romanas.

* Aperfeiçoamento, do calendário egípcio, com o “Decreto de Canopo”, que introduz o ano bissexto.

* Depois dos acontecimentos de Sicília, os Cartagineses compreendem que a paz de 241 a.C. não passa de um Armistício. Ninguém está mais a par da situação do que Amílcar e seu genro Asdrúbal. Decidem procurar na Península Ibérica compensações para as perdas sofridas pela sua cidade natal. A Península Ibérica possui ricas minas de prata que exploradas de maneira racional, podem pagar as reparações devidas pelos Cartagineses e financiar as suas guerras futuras. Além disso os habitantes da Ibéria são excelentes soldados. E, Cartago, acaba de enfrentar uma revolta de mercenários a quem a assinatura da paz em 241 a.C. deixou sem trabalho e sem dinheiro. Amílcar, este ano, leva as tropas para a Ibéria, onde os Cartagineses já possuíem Cades e alguns postos comerciais dispersos. Apoiando-se nessas possessões, Amílcar, aplica todo o seu talento de estratego e a sua inteligência política, na criação de um Estado Cartaginês homogéneo que agrupa as regiões férteis do Litoral Mediterrânico e se estenda a Norte, até ao Ebro. Na costa Sul funda Nova Cartago (a actual Cartagena) capital do Novo Império.

 

 

 

 

 

General Romano Espición












1ª Guerra Púnica





Rotas da 2ª Guerra Púnica... Península Ibérica



Aníbal Barca















(fotosdanet)





2ª Guerra Púnica
guerreiro Lusitano  


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Quarta-feira, 5 de Março de 2008

1000 a.C. (328 a.c. a 314 a.c.)


Ano 328 a.C. - Os romanos fundam uma colónia em Fregellae , na zona estratégica do vale médio do Lírio. A fundação de Fregellaes , provoca de imediato uma reacção hostil por parte dos Samnitas , e no prazo de um ano estala uma Guerra que vai durar de forma intermitente, quase 40 anos.


Ano 326 a.C. (428) -
Fo
i este ano que começa a luta sobre o território samnita ; algumas cidades fronteiras da Campânia, Rufras (entre Venafro e Teano) e Alifas, são ocupadas pelos romanos.

* Proibição da escravidão de cidadãos, em Roma.

* Alexandre encontra Besso e manda esquartejá-lo devido à sua traição a Dario.

* Este ano em Roma proibe-se a escravidão de cidadãos.

* Depois da queda do poderio Etrusco e a partir do enfraquecimento das Repúblicas Gregas, a Confederação Samnita era, para os romanos, a potência mais considerável da Itália e, ao mesmo tempo, a mais imediatamente ameaçada pelo espírito conquistador de Roma. A ela coube, em consequência, o primeiro lugar e o mais pesado fardo na luta que os italiotas tiveram que sustentar contra Roma.

* Este ano começa a luta sobre o território sammnita; algumas cidades fronteiras da Campânia, Rufras (entre Venafro e Teano) e Alifas, são ocupadas pelos romanos.

* Parte da India pertencera ao Império Romano Persa e era preciso conquistá-la. Alexandre III atravessa o Indo este ano e a sua vitória sobre o rei Poro traz-lhe o Penjabe. Pensa então atingir o GHranges, mas os seus soldados, esgotados, impediram-no. Obrigado a voltar para trás, manda erguer uma coluna com estas palavras. “Aqui parou Alexandre”. Depois torna a descer o Indo, fundando mais colónias. Consciente da fragilidade do seu Império, Alexandre julga necessário dar-lhe um fundamento sagrado. Voltando à antiga crença que fazia dele o filho de Zeus-Amon, exige ser venerado como um deus.

* A fim de unificar o seu Império, agora mais Oriental que Mediterrâneo. Alexandre procura formar um exército em que todas as provincias estejam representadas e colocadas sob a mesma autoridade. E incorpora numerosos persas e orientais na infantaria, com risco de enfraquecer a coesão. Visando a rivalidade entre povos, cria um corpo de cavaleiros persas, os epígonos, ao lado dos hebreus. Para conquistar a India, integra cavaleiros orientais e elefantes. É uma verdadeira horda de quase 12 0000 pessoas, de que metade são mulheres e crianças, que atravessa o Indo este ano.

* o sistema de servidão por divida (nexum) foi abolido este ano.

* Os romanos obtêm um exito este ano, quando o governo da cidade grega de Nápoles decidiu expulsar uma guarnição samnita e chamar os romanos em sua ajuda. O resultado deste episódio, o primeiro contacto formal com a comunidade grega de Itália, foi uma aliança extremamente valiosa.

 

Ano 325 a.C. - Quando Alexandre Magno anda em campanha na Bulgária recebe depurtações de todos os povos que vivem perto do Danúbio Inferior, e entre estes vem uma embaixada de celtas, referidos como do Adriático.


Ano 324 a.C. - Alexandre III, continua a sua política de fusão racial, desposa em segundas núpcias, Satira, filha de Dario III, este ano. Até no seu trajo, ele realiza esta fusão: enverga a âmide e o barrete macedónio, mas também a túnica, o diadema e o manto púrpura dos reis persas.

* Este ano, Alexandre está em Susa onde toma importantes medidas politicas. Gizou a fusão dos povos macedónio e persa atravês de casamentos em massa (o próprio Alexandre desposa a filha de Dario), a fusão dos respectivos exércitos e, para reiterar a sua supremacia, exige ser considerado e honrado como um deus.


Ano 323 a.C. -
Alexandre Magno atravessa novamente a Palestina. Ficam subjugados todos os Países do antigo Oriente e penetra até ao Indo e até quase às imediações do maciço do Himalaia. De regresso, é atacado no caminho pela febre. E com trinta e três anos de idade, Alexandre morre na Babilónia a 13 de Junho.

* Regressado à Babilónia, de que queria fazer a sua capital, Alexandre encarrega um dos seus tenentes, Nearco, de uma expedição ao Golfo Pérsico. Concebe sem dúvida outras conquistas, como a Espanha e a África, e acalenta o projecto de construir uma grande esquadra. Mas manifestam-se sombrios presságios. Hefesto, seu amigo de juventude, morre bruscamente; ele posta-se por muitos dias diante do cadáver. Recobrando a energia empreende novas tarefas, funda novas cidades. Mas cai doente, dura apenas 12 dias e morre a 13 de Junho, com 33 anos. Tudo se desmorona: a mãe e o filho são assassinados; os generais disputam a herança do Império, que se desmembra.

* Alexandre morre ano de doença súbita, na Babilónia, decretada capital do seu Império. Tem morte prematura aos 33 anos de idade.

* Quando prosseguia a sua marcha para o Oriente até o vale do rio Indo, as tropas de Alexandre recusam acompanhá-lo na expedição de conquista à India. Então ele retorna à Mesopotâmia e fixa a capital do Império na Babilónia. Morre prematuramente nesta cidade, este ano, com 33 anos de idade, quando planejava uma nova campanha para conquistar Cartago e o Mediterrâneo Ocidental.

Depois da derrocada da Pérsia, Israel passa a fazer parte, sem grandes perturbações do Império de Alexandre e, depois da morte do Imperador macedónio, este ano, foi anexada ao reino Ptolemaico do Egipto, em luta constante tanto com o outro reino dos Diádocos a Oriente, como com o Estado dos Selêucidas, por motivo do Sul da Síria.

* Morre Alexandre, Magno. O seu Império é dividido e dá origem aos reinos helenísticos. O Egipto é a partir daqui, governado pela Dinastia Plotomaica.

Novos Estados surgem no grandioso Império Macedônico, com a morte de Alexandre Magno.

A cultura e a língua grega, graças às campanhas de Alexandre Magno, foram difundidas pelo Oriente.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Depois da Morte de Alexandre a 13 de Junho, Atenas tem uma sublevação conduzida pelo Partido Democrático, dirigido por Hipérides e o esmagamento das forças atenienses por Cassandro, que fica a reger o governo da Macedónia, o governo da cidade fica entregue a Demétrio de Farelos, apoiado pelo Partido Aristocrático.

Ptolomeu valente soldado e um perito general, conterrâneo de Alexandre, amigo e parente, de origens nobres, ( seu pai, Lago, desposou Arsione, que era parenta da família real,) teve três esposas: a primeira foi Apama, filha do Sátrapa persa Artabazo e irmã de uma outra mulher de Alexandre, de nome Barsina; a segunda, Eurídice, filha de Antipatro, e a terceira chamada Berenice, sua meia irmã, porquanto ela era também filha de Lago e de outra mulher (Antígona). Chega ao Egipto este ano, onde encontra logo um problema a resolver: Alexandre deixou aqui uma vasta guarnição sob as ordens de um comandante grego de Náucrate, chamado Cleômenes, que tem também a função de supervisionar a construção de Alexandria e que é o verdadeiro governador e dono do Egipto. É lógico que com o aparecimento de Ptolomeu sua fisionomia não revela nenhum sinal de jubilo, mas Ptolomeu nomeia-a-o tesoureiro e preocupa-se em adquirir simpatia e prestígio pessoal dentre os novos súbditos.

Perdica envia à Babilônia um tal Arrideu para recuperar os restos mortais de Alexandre, pode ser que Alexandre tenha deixado disposições no sentido de ser sepultado no oásis de Siva, no santuário de “seu pai” Zeus-Amon, mas os seus soldados preferem sepultá-lo em Pela. Ptolomeu acolhe com grande devoção os restos mortais do seu rei e manda sepultá-los em Mênfis. Assim pode elevar ao máximo o seu prestígio, pois para os egípcios era o guardião do falecido faraó e para os macedônios, era de certa forma o sucessor de Alexandre. Mas Perdica fica furioso e declara-lhe guerra. Chega a Pelúsio com uma armada e tenta penetrar no Delta, mas tem que retroceder. Desvia para sul, mas fracassa novamente, a terceira vez ainda mais para sul, perde dois mil homens e acaba assassinado em sua tenda por dois de seus oficiais este ano. O império sofre então uma forte reviravolta, ficando quase totalmente desguarnecido. E durante uma Conferência de Diádocos em Triparadiso, na Síria este ano, são decretadas as novas divisões. Lisímaco, Ptolomeu, Antíogo e Eumene são reconfirmados nos seus domínios. Antipatro assume o lugar de Cratero e a Seleuco cabe a Babilónia.

Ptolomeu podia ter conseguido facilmente o lugar de Perdica, o guardião da unidade do Império. Mas não o faz, pois está interessado no Egipto e no Mediterrâneo.


Ano 322 a.C. - Para poupar um segundo crime contra a filosofia dos Atenienses, segundo as suas próprias palavras, Aristóteles deixa Atenas e refugia-se em Cálcis, na ilha de Eubeia, onde morre este ano.

Quando se arrogou o direito ao Egipto, o diádoco Ptolomeu foi sem dúvida o mais perspicaz; previu, que os seus colegas logo começariam a demandar. O que acontece durante a primeira “guerra civil”.  O primeiro que desaparece de circulação é Leonato este ano, morto na Tessália, vítima de uma rebelião. As batalhas, todavia, resolvem-se muito rapidamente, pois não passam de lutas entre generais e as tropas permanecem fiéis aos seus chefes enquanto vencem. À primeira derrota passam as armas e bagagens para o campo do vencedor.O Egipto um País de pequena extensão porém populoso e muito rico, habitado por gente pacífica e confinado aos limites do Império, representa um oásis de paz e demontra prespectiva não muito longe de uma total independência.


Ano 321 a.C. - Os Cônsules decidem irreflectidamente empreender uma invasão em grande escala do território Semnita. Tal tentativa termina em desastre, quando o exército romano sofre uma embuscada na encruzilhada de Candina e é vergonhosamente forçado a render-se.

O outro que demanda de junto do diádoco Ptolomeu é Cratero, este ano, que também morre lutando contra Eumene.


Ano 319 a.C. - Antipatro, primeiro-ministro em Pela, morre com quase oitenta anos, deixando a Regência do Império a um velho colega, Poliperconte, e não ao filho Cassandro. Os protestos de Cassandro são apoiados por Antígono e Ptolomeu e os direitos de Poliperconte por Eumene. Estoura a Guerra Civil.


Ano 317 a.C. - As vitórias mais clamorosas foram conquistadas por Antígono Monoftalmo e Eumene é julgado em Ecbátana este ano. Antígono torna-se assim o dominador entre os diádocos, incluindo nos seus domínios a Capadócia de Eumene bem como a Pérsia. Portanto praticamente a maior parte do Império de Alexandre. É também o mais abastado, pois apossasse dos tesouros de Susa e de Ecbátana (trinta mil talentos). Neste meio tempo, Cassandro, com o apoio de Lisímaco e Eurídice, mulher de Filipe Arrideu, vence Poliperconte. Mas em Pela ainda não foram ajustadas contas com a terrível Olímpia, mãe de Alexandre, protetora de Poliperconte. Ela sai do Epiro com Rossane e o jovem Alexandre IV, que se refugiaram em sua companhia. As tropas de Cassandro são derrotadas por Filipe Arrideu e sua mulher assassinados este ano.


Ano 316 a.C. - A Guerra com os romanos reinicia-se este ano por iniciativa dos Samnitas .

Guerra na Apúlia, onde os romanos tomam de assalto Satícula, cidade fronteira com o Sâmnio.

Cassandro, não se deu por vencido e consegue entrar novamente na Macedônia e capturar Olímpia em Pidna enviando-a a um tribunal este ano, enquanto Rossane e Alexandre IV são presos na fortaleza de Anfípolis. Assim termina a Segunda Guerra Civil, mas o campo está aberto para uma Terceira.


Ano 315 a.C. - Os Samnitas invadem o Lácio e obtêm uma vitória na Batalha em Lantulae, perto de Terracina.


Ano 314 a.C. (438) Os romanos acampam no inverno, diante de Boviano, capital do Sâmnio. Os romanos, para assegurarem para sempre a conquista do território da Apúlia e da Campânia, começam a fundar aqui, este ano novas fortalezas.


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Sexta-feira, 28 de Dezembro de 2007

1000 a.C. (387 a.C a 370 a.C.)




Ano 387 a.C. (367) - Os Celtas, portadores da cultura La Tène, este ano, vencem os Romanos em Ália e, tendo conquistado Roma e cercado o Capitólio, só se retiram depois de receberem a título de resgate uma elevada soma de dinheiro.

* Roma é destruída totalmente, durante a guerra contra os Gauleses.

* Este ano em que o rei da Pérsia impõem aos Gregos a humilhante paz do rei, é também um ano de infelicidade para os Romanos. Celtas – os Gauleses – vindos do Norte lançam-se sobre Roma. A existência da cidade eterna está ameaçada. O exército que sai das muralhas da cidade para conter o inimigo aterroriza-se à vista daqueles robustos guerreiros gauleses, de elevada estatura e terrível aspecto. Os gauleses têm métodos de combate completamente diferentes daqueles a que os romanos se haviam habituados nas lutas que tratavam com os povos vizinhos. Basta o horrível grito de guerra dos  gauleses para gelar os romanos. As legiões, não resistem durante muito tempo, depressa o pânico torna-se geral, passando do exército a todo o povo romano. A ordem social está abalada. Ninguém é capaz de impedir o desastre iminente, nenhuma autoridade pode forçar os cidadãos à obediência. As pessoas só pensam em salvar a pele.

* Os romanos formam quatro novas tribos dos territórios de Veios, Capena e Falérios.

* Destruição total de Roma, durante a guerra contra os gauleses.

 

Ano 385 a.C. - Estabelecimento de uma colónia Romana em Sacritum.


Ano 384 a.C.- Nascimento na Macedónia cerca deste ano, de Aristóteles, filho do médico Nicómano.


Ano 383 a.C. - A fronteira setentrional de Roma está, assegurada, o que permite, este ano, fundar colónias a norte de Veios, em Sutrium e Nepet, duas fortalezas que vêm a ser conhecidas por “Portas da Etrúria”.

* Os romanos asseguram a fronteira do norte pela fundação das fortalezas de Sútrio.


Ano 382 a.C. - M. Mânlio da elite governante em Roma, durante a República é acusado de (monarquismo regnum ) daí que é um dos executados este ano por este motivo. M. Mânlio, executado por tentativa de se proclamar rei. Embora seja patrício, aliou-se aos plebeus, a quem ajudou, pagando-lhes as dividas com o seu próprio dinheiro.

* É estabelecida uma colónia Romana em Setia .

* Os protestos contra o endividamento são frequentes.


Ano 381 a.C. - Atribuída cidadania a Tusculum e o seu território incorporado no de Roma.


Ano 378 a.C. - O Estado Romano consegue organizar a construção de uma grande muralha, que mede 10 km de cumprimento e circunda toda a cidade. Feita em blocos de pedra trazidos das pedreiras de Grotta Oscura, no território de Veios. Esta região está ainda nas mãos dos Romanos, e pouco depois da partida dos Gauleses, é colonizada por Romanos que constituem 4 novas tribos. Nesta altura o território de Roma tem cerca de 1510 Km2. A cidade está em boas condições para uma recuperação rápida. A norte do antigo ager Veientanus fica o território da cidade etrusca de Caere, aliada dos Romano nesta altura e que os ajuda na sua recuperação.

* A agitação plebeia contra o peso das dívidas provoca desordens violentas.


Ano 373 a.C. (381) - Artaxeres envia contra o Egipto o sátrapa Tirabazo que, à frente de uma poderosa armada, invade o Delta e chega a Mênfis. Mas, nos seus planos de batalha, não nota que esta época do ano inicia a cheia do Nilo e o sátrapa é obrigado a bater precipitadamente em retirada.

* Os romanos asseguram mais uma fronteira do norte com a fundação da fortaleza de Napete este ano. A passos rápidos esta região fértil, e coberta de colonos romanos, romaniza-se completamente e na Itália do Norte, os povos que lutavam entre si acalmam-se e organizam-se de maneira mais durável e em fronteiras mais bem demarcadas.


Ano 372 a.C.  - Uma grande tocha, flamejando do céu, anuncia a derrota final de Esparta.


Ano 370 a.C. - Nos finais da década deste ano, um período de anarquia política em que, pelo menos durante um ano, nenhum magistrado é eleito.

Penso: cada vez mais eu

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Segunda-feira, 10 de Dezembro de 2007

1 000 a.C. (444 a.C. a 415 a.C.)

 

 

 

Ano 444 a.C. - Nomeação de Neemias , governador autónomo de Judá, por Artaxerxes, rei da Pérsia.


Ano 443 a.C. - Os censores, eleitos pela primeira vez, este ano. Exercem funções anteriormente desempenhadas pelos cônsules, a mais importante das quais é a realização de um censo da comunidade, para estabelecer os direitos e obrigações dos cidadãos e para os distribuir pelas tribos e centúrias apropriadas. Os censores são eleitos em intervalos de quatro ou cinco anos, sendo o seu mandato de 18 meses.


Ano 440 a.C. - Espúrio Mélio , da elite governante, é este ano executado durante a República, pela grave acusação de (monarquismo regnum ).


Ano 439 a.C. - Já passaram 20 anos depois da sua vitória sobre os Équos, Cincinato salva mais uma vez o seu povo. Um romano influente, Espúrio Mélio , faz, este ano, uma tentativa de golpe de Estado. Pelo menos é acusado disso. Mélio é extremamente rico e, numa altura em que uma grande fome reina em Roma, julga possível apoderar-se do poder graças à sua fortuna. A situação é de tal modo desesperada que as pessoas se atiram ao Tibre para porem fim aos seus sofrimentos. Mélio compra na Etrúria grandes quantidades de trigo e distribui pelo povo faminto. “determina fazer donativos de pão”. Olhado e considerado superior a um homem particular, leva para qualquer parte que caminhe, a plebe, ganha por tal benefício e que lhe promete, pelo seu favor e esperança, um certo consulado. ele mesmo, tem aspirações a coisas mais elevadas e não concedidas. E, visto que o consulado, também há-de de ser arrancado, aos senadores constrangidos, entra a pensar na realeza. As autoridades depressa encontram provas da sua culpabilidade. Sabes se que Mélio estabelece um depósito de armas em sua casa, que ai tem reuniões secretas, que elabora planos para abater a República, e que até compra tribunos da plebe.


Ano 435 a.C. - Nascimento de Filóxeno de Citera .


Ano 432 a.C. - Este ano, o filósofo grego Anaxágoras, que interpreta a realidade como um torvelinho de infinitos elementos homeomerias ), ligado à “razão de ser” do cosmos, é acusado de ateísmo por atenienses politeístas ortodoxos.


Ano 431 a.C. - O primeiro Templo de Apolo, é construído em sua honra este ano por Augusto, no Palatino, em Roma, durante uma epidemia.


Ano 426 a.C. - A Segunda Guerra, este ano, quando os romanos tomam Fidence , posto avançado de Veios na margem esquerda do Tibre, cerca de 9 km a norte de Roma. A luta decisiva que segundo a tradição romana dura 10 anos (405-396) está associada a muitas lendas e histórias, algumas das quais inspiradas na lenda grega da Guerra de Tróia. O resultado final é um dos pontos de viragem na história de Roma: Veios é tomada e destruída pelo general romano M. Fúrio Camilo, e o seu território anexado ao de Roma.


Ano 424 a.C. - Morte de Artaxerxes, após 40 anos de reinado. Segue-se um período de sanguinárias batalhas. O único filho, Xerxes II, é assassinado por um bastardo. Outro bastardo de nome Vahuka (Oco) consegue apoderar-se do trono dos Aquemênidas com o nome de Dário II. Mas um irmão e um primo revoltam-se contra ele apoderando-se por sua vez de duas grandes partes do Império, desta maneira vai-se fragmentando.


Ano 419 a.C. (335) - Em Roma o número de escravos concentrados na capital, atestado pela primeira conspiração séria de escravos este ano. Existem muitos escravos.


Ano 415 a.C. - Nos Jogos Olímpicos, Alcibíades corre sete magníficos carros e arrebata os três primeiros prémios. Ídolo dos Atenienses, lidera o partido democrático e, põem em causa a trégua de 50 anos que Nícias, seu adversário, estabelece com Esparta, arrasta os Atenienses para a infeliz expedição da Sicília este ano. Na véspera da partida, as estátuas de Hermes são profanadas e a sua reputação de impiedade designa-o imediatamente como sacrílego.

Penso: parada - a olhar o mundo

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Quinta-feira, 29 de Novembro de 2007

1 000 a.C (450 a.C a 445 a.C )





Ano 450 a.C. (304) -  Como um suplemento parece necessário, os decênviros são novamente nomeados este ano e juntam duas placas a mais. Assim nasce o primeiro e único código de leis de Roma, a lei das doze tábuas.

• As leis em Roma são baseadas na tradição e interpretadas pelos patrícios. Os plebeus passam a exigir leis escritas. Este ano, uma comissão de decuriões, composta por patrícios e plebeus, redige o primeiro código de lei escrito da história romana: a Lei das XII Tábuas.

• A disposição das Doze Tábuas este ano, segundo a qual, se um paterfamilias morrer sem testamento e sem herdeiros, a sua propriedade deve ser devolvida à gens .

• Os decênviros estiveram no poder durante dois anos, período em que publicaram 12 “tábuas” de leis. No entanto este ano começam a abusar da sua posição e são eles mesmos destituídos.

• Os Plebeus conquistam a igualdade jurídica impondo aos Patrícios a transformação das leis orais numa legislação escrita. Esta legislação será aplicada, indistintamente, às duas classes. As leis foram gravadas em placas de bronze que são fixadas no fórum romano, ficando esta codificação conhecida como Lei das 12 Tábuas.

• A fase final do “encerramento do patriciado” tem lugar este ano, com a proibição de casamentos entre as diferentes ordens.

• Alcibíades, nasce por volta deste ano, em Atenas. A sua educação é confiada a seu tio Péricles. Belo e culto, cedo se distingue por uma arrogância singular. Criança, atravessa-se no caminho de uma viatura que perturba as suas brincadeiras, por forma a impedir a sua passagem. Sócrates faz dele o seu discípulo favorito, salvando-lhe mesmo a vida na batalha de Potideia . O seu gosto pelo luxo, a impertinência e altivez intelectual que manifesta na presença dos seus concidadãos, mais ilustres, depressa lhe granjeiam a mais lisonjeira fama.


Ano 449 a.C. - Este ano, os Cônsules L. Valério e M. Horácio aprovam uma série de leis que reafirmam os direitos dos cidadãos e reconhecem as instituições plebeias.

As Doze Tábuas são a base da lei romana, em língua arcaica. Ex: “Se o leva a tribunal, que vá. Se não for chama-se uma testemunha. Então será detido”(11.) “Se alguém tiver mutilado um membro de outro, a menos que se chegue a um acordo, deve haver retaliação ”(8-2).

As Doze Tábuas não são um código sistemático. Os principais tópicos têm haver com: Família, casamento e divórcio, herança, propriedade e transferência de propriedade, ofensas e delitos, divida, escravatura e nexum . Por outro lado, omite qualquer referência à lei pública.

 

Ano 448 a.C. - Nascimento de Aristófanes.


Ano 447 a.C. - Entre outros magistrados contam-se os Questores, que ajudam os cônsules e que a partir deste ano passam a ser eleitos por voto popular, em Roma.


Ano 445 a.C. - As Doze Tábuas são um misto de codificação e inovação. A principal inovação é a proibição do casamento entre Patrícios e Plebeus. Este decreto provoca uma onde de protestos e é em breve revogado pelo Tribuno C. Canuleio , este ano. Para além desta clausula, claramente excepcional, as Tábuas atribuem igualdade de direitos a todos os cidadãos livres, que é o que tinham exigido os plebeus.

Aumento dos consules patrícios.

A Lei Canuléia estabelece a igualdade civil ao autorizar o casamento entre patrícios e plebeus.

É decidido que em determinados anos o consulado será suspenso e que, em seu lugar, três ou mais “tribunos militares com poderes consulares” sejam eleitos.

Esdras é acompanhado por um poderoso contingente chefiado por um judeu de liderança e um proeminente oficial público Persa chamado Neemias , a quem é dado o cargo de governador de Judá e a autoridade para constituí-lo em uma unidade política independente dentro do Império.

Penso: serena e desperta

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Quarta-feira, 31 de Outubro de 2007

1000 a. C (485 a.C a 479 a.C)

 

 

Ano 485 a.C. - Aumento dos cônsules patrícios.

Condenação ao exílio de Xantipo pai de Péricles, e da família alcmeónida.

Xerxes Khjayarja ) lança-se contra o Egipto, consegue dominá-lo e impor-lhe um domínio bem mais árduo que aquele do falecido rei e confia-o a seu filho ou irmão Aquemenes.

Espúrio Cássio, quando cônsul, propõem a distribuição de terras e trigo aos cidadãos necessitados. Esta medida torna-o suspeito. Acusam-no de querer amotinar o povo. Logo que o seu mandato acaba, é apresentada queixa contra ele, de acordo com a tradição. O caso é entregue ao pai de Espúrio. em virtude dos seus poderes paternais. Este último faz o seu inquérito, concluiu pela culpabilidade do filho e condena-o à morte. Espúrio, foi três vezes cônsul, recebeu as honras de tribuno, casado e pai de família, mas continua sujeito à autoridade paterna.

Gélon, tirano de Siracusa, trava violentas lutas na Sicília. As suas proezas militares, fazem o deserto à volta da cidade de Siracusa. Camaria, Naxos e Mégara Hibleia, são despovoadas para engrandecer Siracusa, cada vez mais poderosa e imperial.


Ano 484 a.C. - Egipto nas mãos de Aquemenes, filho ou irmão de Xerxes.


Ano 481 a.C. - Atenas, procurando realizar a unidade militar da Grécia, chega a acordo com Esparta, no Outono, para a convocação duma conferencia geral das cidades gregas no istmo de Corinto. Só três dezenas delas, correspondem ao apelo. Incluíam as mais importantes, como Esparta e Corinto, mas registam-se muitas ausências.


Ano 480 a.C. - A segunda invasão Persa, à Grécia, comandada por Xerxes, provoca uma aliança entre a maioria dos Estados gregos para enfrentarem o invasor. Os Espartanos pretendiam como táctica a seguir, que as forças aliadas se retirassem para o Peloponeso e construíssem uma muralha no Istmo de Corinto e, desse modo, tentassem impedir a progressão do poderoso exército persa. Alegavam que só assim conseguiriam evitar a derrota e a consequente perda de liberdade. Mas uma decisão dessas equivaleria a entregar a maior parte da Hélade aos Persas, incluindo a Ática. Temístocles , dirigente de Atenas nesta altura e comandante das suas forças, discorda desta estratégia e quer que se enfrente Xerxes na parte continental e no mar, por entender que os Gregos tinham mais possibilidades num confronto naval. Para fazer valer a sua táctica, ameaça abandonar a causa grega e transferir a Pólis Ateniense para outro lugar. Nestes termos dirige-se ao rei espartano que comandava as forças gregas: “Se tu permaneces aqui, serás um homem de bem, mas se não o fizeres arruinarás a Hélade , já que todas as nossas possibilidades nesta guerra se encontram nos navios. Vá, segue o meu conselho. Se não atendes ao que te digo, nós recolheremos as nossas famílias e nos transferiremos para Síris , na Itália".

Os gregos metropolitanos vencem os Persas – os gregos ocidentais infligem uma derrota esmagadora aos Cartagineses.

Em busca de vingança, Xerxes invade a Grécia. Leónidas e os seus trezentos Espartanos, morrem heroicamente defendendo o desfiladeiro das termópilas. Os persas atravessam-no e vai incendiar Atenas. Temístocles esmaga a grande frota persa diante da ilha de Salamina. Uma grande luz brilhou e verificaram-se aparições para proteger os navios gregos.


Ano 479 a.C. - Este ano os Persas retornam à Grécia. A Ática, foi conquistada e Atenas semidestruída.  Esparta, à frente dos outros Estados gregos, atacou os Persas na Ática. Os Persas são derrotados em Platéia este ano. Ao mesmo tempo que o exército Persa é derrotado na Grécia Continental, as colónias gregas da Sicília derrotam os Cartagineses. Com a derrota dos Persas nas Guerras Greco-Pérsicas ou Guerras Médicas, os gregos tornaram-se agressivos, tendo procurado expulsar os persas para a Ásia.

Alguns vestígios da “hipotética” “organização gentilica ” subsistiram durante o período republicano, e podem ver-se, no feito da gens Fábia que este ano, trava uma guerra privada contra a cidade de Veios.

Este ano, na Terceira Guerra Médica, os Gregos impõe uma derrota definitiva aos Persas na batalha de Platéia.

No mar, Temístocles, comandante da esquadra ateniense, derrota os persas na batalha de Salamina, a mais importante das Guerras Médicas. Sem cobertura naval, o exército Persa abandona a Grécia e retira-se para a Ásia Menor, onde é vencido, este ano, pelo espartano Pansânias na batalha de Platéia. Com a vitória nas Guerras Médicas, a Grécia preserva a sua independência, restaura sua supremacia no mar Egeu e libera as cidades gregas da Ásia Menor do domínio persa. As principais consequências deste conflito são, de um lado, a decadência do Império Persa, e de outro, o desenvolvimento económico, politico e cultural da Grécia Clássica.

Depois de viajar durante 13 anos, Confúncio, instala-se definitivamente em Lu, onde compendia os seus apontamentos e até à sua morte este ano ensina os seus discípulos. Os seus últimos anos ficam ensombrados pela tristeza e pela doença já que morreram dois dos seus discípulos preferidos e ele próprio fica sozinho e doente.

Os Fábios tinham uma grande importância política. Durante sete anos consecutivos, até este ano (altura em que começa a campanha de Cremera ) é que um dos cônsules foi sempre um Fábio.

Penso: com sono

PublicadoPor lazulli às 16:36
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Quarta-feira, 3 de Outubro de 2007

1000 a.C. (508 a.c. a 491a.c.)

 

Ano 508 a.C. - Primeiro tratado entre Romanos e Cartagineses, delimitando os respectivos protectorados e áreas de influências.

Iságoras , é eleito arconte, este ano. O  rei de Esparta força os Atenienses a expulsarem Clístenes e com ele setecentas outras famílias. Uma drástica operação de limpeza que visa estabelecer uma apertada oligarquia que tenha em conta os interesses de Esparta. Estes planos deparam com a resistência do Dêmos e do Conselho. O povo compreende o perigo e, naturalmente, a reacção aristocrática de Iságoras e da sua facção, com a consequente perda de algumas regalias. Em face da resistência, os Espartanos retiram e Iságoras fica sem apoio. Chamado pelo Dêmos, Clístenes regressa e com ele as setecentas famílias exiladas. O Alcmeónida tem o caminho aberto.


Ano 504 a.C. - O chefe sabino, Átio Clauso , emigra para Roma, com 5000 clientes e dependentes; tomando o nome de Ápio Cláudio, é aceite no Senado e torna-se o antepassado da gens Cláudia.


Ano 500 a.C. - O território de Roma compreende uma superfície de uns 822 Km2, incluindo os novos distritos tribais estabelecidos por Sérvio Túlio. O Estado Romano incorpora, de facto, por volta deste ano, mais de um terço da superfície total do Latium Vetus.

O Norte da Itália sob ocupação celta. Uma tradição muito encoberta por lendas diz, que os Celtas foram tentados a invadir a Itália pela sua riqueza em produtos agrícolas, particularmente vinho. Segundo Tito Lívio, os Gauless atravessaram os Alpes antes deste ano.


Ano 499 a.C. - Vitória de A. Postúmio Albino, no lago Regilo. Os romanos conseguem uma escassa vitória, sobre os latinos, na épica batalha do lago Regilo este ano.

Aristágoras proclama a isonomia em Mileto.


Ano 498 a.C. - Tarquínio e os seus aliados atacam os Romanos junto do lago Régilo; Aulo Postumo implora aos deuses. De repente, aparecem dois cavaleiros gigantes, encabeçam uma carga de cavalaria e derrotam o inimigo. Todos os romanos juram que Roma foi salva por Castor e Pólux.

Os portos da Jônia, cujo desenvolvimento prometido era obstruído pelo insucesso de Dário, rebelaram-se. Mileto, lidera a revolta e pede reforços a Atenas e a Esparta. Os Atenienses, contribuiram com vinte navios e auxiliados pelos mesmos aliados, tomam e incendeiam • Sardes este ano. Esparta, porém, não atende ao pedido.


Ano 494 a.C. - Os plebeus, carregados de dívidas e vítimas de uma opressão arbitária, retiram-se em massa da cidade e ocupam o monte Sagrado (ou, segundo outra tradição, o Aventino). Ali se organizam no equivalente a um Estado independente, ou “Estado dentro de um Estado”. Criam uma Assembleia, o Concilium Plebis, e elegem os seus próprios representantes, conhecidos por Tribunos. O Tribunato aparece através do que os Romanos chamam Lex Sacrata, que é uma resolução colectiva reforçada por um juramento solene dos que a tomam. Os plebeus juram proteger os seus Tribunos e rogam pragas contra quem quer que lhes faça mal. Os Tribunos tornam-se assim, “sacrossantos”.

Os plebeus abandonam Roma e retiram-se para o Monte Sagrado, próximo da cidade. A retirada dos plebeus implica o enfraquecimento do exército romano. Assim sendo, os patrícios resolvem fazer uma série de concessões aos plebeus. A principal destas concessões é o direito dos plebeus elegerem um Tribuno da plebe, com direito de veto sobre as decisões dos magistrados, menos sobre as decisões militares dos Cônsules. Estes Tribunos, inicialmente em número de dois e mais tarde de dez, são invioláveis.

A partir deste ano, inclusive, é usada a secessão da plebe (forma extrema de desorganização civil. Nestas ocasiões a plebe retira-se em massa para o Aventino, que se vem a tornar mais tarde num centro de actividade plebeia.

A retirada para o monte Sagrado e a criação do Tribunato, parece ter ocorrido este ano, ano em que os Persas destroem completamente a cidade de Mileto.

Este ano, a maioria dos patrícios, apenas constrangidos, fazem concessões; muitos cedem com segundas intenções pouco confessáveis. O facto é particularmente verdadeiro no que se refere a Coriolano, Patrício conhecido pela sua intrépida coragem, mas também pelo orgulho desmedido que tem na sua ascendência. Reage ao Tribunato como um touro em face de um pano vermelho.

Dário depois de ter mantido um entendimento pacifico com Mileto, mas cansado das inúteis negociações resolve enviar contra a Jônia uma frota de seiscentos navios Fenicios e Cipriotas que destruíram as trezentas e cinquenta trirremes dos aliados amotinados. Com o verdadeiro repúdio de todo o mundo grego, Mileto é arrasada este ano, ao passo que as demais cidades sofrem massacres e deportações.


Ano 493 a.C. - No seguimento da primeira secessão “arma suprema da plebs, forma extrema de desobediência civil” Espúrio Cássio, cônsul este ano, consagra um templo a Ceres, Líder e Líbera no sopé do Aventino. Este templo torna-se um importante centro de culto plebeu e é também utilizado como tesouraria de arquivo. Ao mesmo tempo, a plebs cria dois cargos, os edis, cuja função é a de zelarem pela manutenção e administração do Templo (aedes).

A revolta do monte Sagrado desencadeia as lutas sociais em Roma. Os plebeus abandonam a cidade e, retiram-se para o monte Sagrado, só retornam após inúmeras concessões feitas pelos patrícios. As camadas populares conquistam o direito de eleger seus próprios magistrados, denominados tribunos da plebe. Eleitos através de plebiscitos, os tribunos têm o poder de veto, ou seja, de suspender a aplicação dos actos dos magistrados ou das decisões do Senado, que possam prejudicar os interesses plebeus.


Ano 492 a.C. - Tentativa fracassada do Imperador para submeter a Grécia.


Ano 491 a.C. - (263) Gaio Márcio, valente aristocrata que recebe o cognome de Coriolano, após a tomada de Coriolos, quando lhe recusam o consulado, propõe a suspensão das vendas do trigo tirado dos celeiros do Estado, até que o povo esfomeado abandone o tribunato; segundo outra versão, propõe directamente a abolição do tribunato.

* Os gregos, vencem o exército Persa de Dário I, em Maratona.

Penso: com o olhar perdido no nada

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Segunda-feira, 17 de Setembro de 2007

1000 anos a.C (521 a 509)


Ano 521 a.C. - Dário I, o Grande, é rei a partir deste ano inclusive.

* Dário I, filho de Histapes, este ano, elimina com seis outros conjurados, o astrólogo Gautama, usurpador do trono, e herda o imenso Império Persa, que Ciro e Cambises haviam construído. Os conjurados haviam decidido que a coroa se destinaria àquele cujo cavalo fosse o primeiro a relinchar ao pôr do sol. Dário consegue-o, graças a um ardil do seu escudeiro, Zopyros. Começa  por criar um elo administrativo entre todos os seus povos, diferentes entre si, tanto pelos dialectos como pelos costumes.

* Dário I (Darayavaush) auxiliado pelos seus nobres leais, livra-se de Gaumata e também de outros possíveis usurpadores e sobe ao trono a 29 de Setembro .


Ano 520 a.C. -Com o pleno apoio do filho de Ciro, Dário, verifica-se neste ano, sob um líder oficial Zorobabel, cuja autoridade, como um descendente de David, é reforçada por sua designação, como governador persa de Judá. É essa a entrada na cena de Jerusalém da nova ortodoxia judaica, girando em torno de um templo único e centralizado e de seu culto. A obra do Templo começa imediatamente. É construído num estilo mais humilde que o de Salomão.

* O esforço dos Judeus regressados, limita-se muito tempo à construção do Templo de Jerusalém, que começa a sua construção em Outubro deste ano.

* Polícrates, governador de uma das cidades gregas, tirano aliado dos Pisístratos, morre este ano, vitima das suas ambições e Samos cai nas mãos dos persas.


Ano 517 a.C. - No Egipto, onde está por concluir o canal que foi iniciado por Necho , Dário ordena a sua conclusão e o magnífico curso de água, com uma largura de 45m e 60km de comprimento (desde os lagos Amargos até Bubástis , foi inaugurado este ano com grande cerimonia na presença do próprio Dário .

O grande canal favorece o Egipto e os portos fenícios mas exclui os da Jônia . Dário propõe a estes um grande território interriorano no lado oposto, nas regiões em torno do mar negro, Cítia e a Europa.


 

Ano 516 a.C.-Em seu 4º ano de reinado, Dário I dirige-se ao Egipto onde assume o título de faraó e cogita todos os meios de recuperar os danos de Cambise . em parte tem êxito nesta iniciativa, para a qual se apoia principalmente no clero da Saís.


Ano 515 a.C. - Reconstrução do Templo de Jerusalém.Terminada a sua construção a 12 de Maio, a coroa Persa consegue dele somas consideráveis de dinheiro mas também participa nos gastos do culto.


Ano 514 a.C. -A morte de Hiparco este ano numa querela, leva o irmão Hípias a endurecer a sua actuação e a tentar desarmar o povo. Para pagar a mercenários que o defendessem de qualquer revolta, Hípias necessita de dinheiro e introduz por isso um número considerável de impostos, como o lançado sobre o nascimento e a morte, que atinge praticamente todas as famílias.

Harmódio e Aristogíton assassinam Hiparco, um dos filhos de Pisístrato .


 

Ano 511 a.C. -É a pitagórica Crotona que, este ano, destrói a sua antiga aliada Síbaris : os habitantes são mortos, a cidade arrasada e o nome de Síbaris só vai sobreviver na lenda.

 

Ano 510 a.C. -Os Romanos derrubam o rei tirano, Tarquínio , o Soberbo, e fundam a sua famosa República. Tarquínio pede ajuda a Lars Porsena de Clúsio . Plínio, na sua História Natural, relata como Porsena dirigiu orações aos deuses que lançaram raios para destruírem Bolsena, a cidade mais rica da Toscânia; exactamente como o Senhor destruiu Sodoma e Gomorra.

Na Grécia o Governo inconstitucional imposto pela violência, a tirania de Pisístrato, que foi um homem hábil, deu à cidade uma época de paz, de prosperidade e de estabelidade - uma nova “idade de ouro”. Mas a queda da tirania dá-se este ano.

O inconformismo tanto do Demos como dos nobres, dá origem a 3 ou a 4 anos de lutas, de repressões e de intrigas atá que este ano uma conjura derruba a tirania e expulsa Hípias. Os Alcmeónidas, regressados do exílio tomam parte activa neste acontecimento.

Queda da tirania em Atenas, com a expulsão dos Pisístratos . Afastada a tirania, os aristocratas preparam-se para retomar, o jogo das facções no momento em que o haviam deixado no ano de 546. Sem demora formam-se dois grupos aristicráticos liderados por Clístenes e por Iságoras. O primeiro, um Alcmeónida filho de Mégacles e da filha do tirano de Sícion também chamado Clístenes. Iságoras, filho de Tisandro, pertence a uma antiga família eupátrida que permaneceu na Ática e colaborou com os Pisístratos, tem por si a vantagem da confiança e amizade do rei espartano Cleómenes que colaborou no afastamento da tirania e cujo exército ainda está acampado por perto.

Queda da tirania em Atenas.

Sob a pressão das armas espartanas, Hípias tem de fugir e, este ano, a tirania termina em Atenas. Esta operação político-militar foi organizada por uma das grandes famílias sacerdotais da Ática, os Alcme.


 

Ano 509 a.C. - Os Aristocratas tomam o Poder em Roma. Os patrícios constituem uma pequena minoria da população da cidade de Roma, há 136 famílias patrícias e só conseguem controlar o Estado devido ao apoio que recebem dos clientes. Os patrícios constituem eles próprios uma pequena minoria da população total da cidade.

Muitas das instituições cívicas estabelecidas sob o governo dos últimos reis devem ter caído em desuso quando os aristocratas tomam o Poder este ano em Roma.

Tarquínio, o Soberbo, último rei de Roma, é deposto por uma revolução que expulsa os etruscos, aboliu a Monarquia e implanta a República. Com a passagem da Monarquia para a República, ocorre a transferência do poder dos etruscos para os patrícios, que se transformam na classe dominante de Roma. Nesta época, a cidade já estendeu o seu domínio sobre a região do Lácio e a maioria da sua população é formada por agricultores, pastores e artesãos. No início da República Roma possui uma população de cerca de 100 mil habitantes.

O período monárquico de Roma, iniciou-se com a fundação de Roma e termina este ano, quando uma revolta da aristocracia depõe o último rei romano, Tarquínio, o Soberbo, de origem etrusca. E é proclamada a República.

O grande templo de Júpiter, Juno e Minerva foi construido pelos Tarquínios, e consagrado pelos primeiros cônsules, este ano. O edifício tem cerca de 64m de comprimento, 55m de largura e altura estimada em 40m, é um dos maiores templos arcaicos do mundo mediterrânico.

O rei romano Tarquínio II ou Tarquínio-o-Soberbo, filho ou neto de Tarquínio I; foi um rei brutal e despótico e é derrubado este ano por um grupo de aristocratas que establecem um governo republicano. Além disso é genro do seu antecessor, Sérvio, que foi assassinado por um golpe arquitectado por este.

Um grupo de aristocratas expulsa Tarquínio e põe fim à monarquia. Em seu lugar, estabelecem a curiosa instituição de uma magistratura colegial, em que dois homens partilham o Poder Supremo. Os cônsules, inicialmente onhecidos simplesmente por “pretores”. São eleitos pelos comitia centuriata e desempenham funções durante um ano. Os cônsules (pretores) têm imperium (sendo, no entanto, obrigados a submeter-se à formalidade do voto dos comitia centuriata) e herdaram dos reis todos os sinais exteriores da realeza, embora os fundadores da República, para não dar a impressão de terem substituido um rei por dois, determinassem que, os cônsules devem ser detentores dos fasces por turnos. Mas os poderes dos cônsules é limitado de outras formas mais importantes. Segundo a Tradição, logo no primeiro ano da República é aprovada uma lei que dá aos cidadãos o direito de apelar (provocatio) para o povo contra uma decisão de um magistrado.

Tarquínio, o Soberbo (rei etrusco de Roma) é deposto pelo Senado, a Assembleia dos Patrícios, sem dúvida por se ter mostrado favorável aos plebeus. A monarquia é então abolida e estabelece-se um novo regime, a República, que se manterá em Roma durante meio milénio.

L. Júnio Bruto, é cônsul este ano e um dos pais fundadores da República.

Data do Primeiro Tratado entre Cartago e Roma, é selada definitivamente a sorte da monarquia tartéssica, mas a sua civilização não morre, prossegue nas pequenas monarquias tíndetanas.

Este ano o povo entrega o governo a um dos membros dos Alcmeónidas, Clístenes. Será ele que, num conjunto de reformas, fará de Atenas uma democracia.

Este ano os reis são expulsos, nesta altura na pessoa de Tarquínio, o Soberbo, último representante da dinastia etrusca. Nesta altura o poderio Etrusco na Itália central e meridional entra em decínio. As populações itálicas, não menos que as colónias gregas, infligem ás coligações etruscas sucessivas derrotas. Roma é assim, “reconquistada”, ficando sob o domínio dos chefes de família, dos cidadãos mais ricos das tribos rústicas, e não do povo miúdo da cidade.

 

Os romanos, encontram-se no mesmo campo dos gregos, contribuindo para esmagar a coligação formada por Etruscos e Cartagineses, contra as cidades gregas do Ocidente.

 

 

Penso: sonolenta

PublicadoPor lazulli às 16:03
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Quinta-feira, 26 de Julho de 2007

1000 a.C. (612 a 589)



Ano 612 a.C. - Este ano, os caldeus, sob o comando de Nabopolassar aliam-se aos Medos e destroem Nínive, a capital do Império Assírio.

Os Medos e os Neobabilónicos coligados, atingem a meta almejada: “depois de uma luta terrível a cidade é tomada”. Nínive sucumbe vítima da destruição. Nínive jaz, destruída e queimada, ela que foi a central donde saíram as ordens que tinham enchido o Velho Mundo de terror e de lágrimas durante séculos de expedições guerreiras e de ocupações com tormentos, terror e deportações em massa. O “Crescente Fértil” respira livremente. Nínive é destruída. O exército Assírio fiel até ao fim ao seu último rei, Sinsharishkun, perece na Nínive em chamas. A conquista de Nínive e a sua subquente destruição é obra de Ciaxares este ano, e põe ponto final à presença histórica da Assíria. Babilónia e a Média partilham entre si os despojos. Nabucodonosor II, o filho de Nabopolassar, incorpora no seu Novo Império Babilónico a totalidade das possessões mesopotâmicas da Assíria que vão até à fronteira egípcia. Ciaxares anexa a antiga Urartu até à fronteira clássica do Hális, na Anatólia Central.

Os Medos, que, juntamente com os babilônios, são herdeiros desde a queda de Nínive, este ano, ano do desgarrado império dos assírios, são dominados imprevistamente pelos seus vizinhos e vassalos, os persas. O rei Medo Astíages é vencido pelo seu próprio neto, Ciro (Cores).

Nabopolassar, alia-se a Ciassare, rei dos medas e organiza um grande número de mercenários scitas e este ano conquista Nínive, Os massacres são os mais hostis e as vinganças contra as atrocidades assírias ainda mais ferozes.


Ano 606 a. C. - Fim do reinado no sul da Mesopotâmia do príncipe caldeu Nabopalassar.


Ano 605 a.C. - Início do reinado de Nabucodonosor II, filho de Nabopolassar. Sob o seu reinado e o de seu pai a Babilónia transforma-se, mais uma vez no centro de uma grande potência.

No Eufrates, exércitos egípcios e babilónicos travam a batalha de Karkemish, decisiva para a posse da Palestina e da Síria. O combate começa em frente das muralhas da cidade antiga e prossegue com violentos combates de rua. O exército egípcio é aniquilado até aos últimos restos e o território da Síria setentrional fica assegurado para a Babilónia até à clássica linha de Gaza. A Babilónia ganha a batalha decisiva de Karchemish, destruindo o exército do Egipto, o “junco partido”.

A luta é travada em Carchemish e os egípcios derrotados, postos em fuga e impiedosamente perseguidos.


Ano 602 a.C. - Na Palestina, Joaquim, posto por Necho no trono de Judá, faz acto de submissão a Nabucodonosor. Apesar da presença de tropas babilônicas, não obstante, os conselhos aflitos do sábio Jeremias, Joaquim revela evidentes sinais de querer libertar-se da nova opressão e contando com a promessa de apoio de Necho , p e em prática a primeira tentativa de revolta automaticamente dominada pelo ocupante. Mas Joaquim, despótico tirano, não entende a lição e este ano, revela-se pela segunda vez, mas teve sorte porque Nabocodonosor está ocupado  com outros empreendimentos


Ano 599 a.C. - Joaquim, na Palestina consegue manter uma fraca independência até este ano, ano em que morre.


Ano 597 a.C. - Queda de Jerusalém. Após a primeira conquista de Jerusalém, Nabucodonosor deixa Judá como Estado vassalo. No meio do primeiro grupo da elite obrigada ao exílio babilónico está, Ezequiel, o mais antigo e erudito sacerdote.

Rebenta em Judá uma clara insurreição. O rei Joaquim, segundo a Bíblia, e todos os seus foram feitos prisioneiros e levados para a Babilónia.

Como herdeiro de Joaquim, que se encontra no cativeiro, sobe ao trono seu tio Matanias, com o nome de Sedecias, como rei da Caldeia.

Crônica Babilônica : “No sétimo ano, no mês de Kislev , (Nabucodonosor) revistou suas tropas e, havendo marchado para a terra de Hatti , sitiou a cidade de Judá, e no segundo dia do Mês de Adar tomou a cidade e capturou o rei. Designou ali um rei de sua própria escolha, recebeu seu pesado tributo e (os) enviou para a Babilônia ” 16 Março. O rei de Judá, Joaquim, foi levado para a Babilónia em “toda a Jerusalém e todos os príncipes, e todos os poderosos homens de valor, dez mil cativos, e todos artificies e todos os ferreiros”; ninguém restou, exceto “as pessoas mais pobres da terra”. Os vasos de ouro do Templo são, do mesmo, modo “feitos em pedaços” e levados!

Nabucodonosor envia um exército e intimida Jerusalém o redde rationem. Joaquim, filho de Joaquim, recusa a rendição e fecha as portas. Depois de um breve cerco, a cidade é tomada e saqueada no dia 16 de março.


Ano 595 a.C. - Psamético II, filho de Necho, começa a reinar. Renuncia qualquer intervenção na Síria e transfere o exército para o lado oposto, contra a Núbia que há séculos fugiu ao controle egípcio.

Na Babilónia, Ezequiel vê junto ao Eufrates a.c. lebre “roda flamejante”.


Ano 594 a.C. - Drácon é um personagem semitíco a quem a tradição atribui o primeiro código de leis escritas da Grécia, o Código de Drácon, o qual pune com a pena de morte os delitos contra a propriedade. As leis escritas são uma solicitação do Demos que não quer ficar à mercê dos Eupátridas nos julgamentos baseados nas velhas tradições. Mas, apesar das leis escritas, a situação do Demos continua ruim. As agitações continuam e este ano, Sólon é nomeado primeiro Arconte e encarregado de promover a paz social entre os Eupátridas e o Demos. Sólon, magistrado e poeta, é nomeado legislador com poderes ditatoriais para promover reformas. Eupátrida por nascimento e comerciante por profissão, descende de uma família aristocrática arruinada economicamente e acumula grande fortuna dedicando-se ao comércio. Vai realizar reformas populares, abolindo a escravidão por dívidas e suprimindo as hipotecas sobre a terra. Não promove a redivisão do solo, mas limita a extensão das grandes propriedades rurais e adopta medidas incentivando a indústria e o comércio. Substitui o critério de nascimento pelo de riqueza para o acesso aos cargos públicos, o que debilita a nobreza e permite aos comerciantes maior participação no Governo. Com base na riqueza dos cidadãos, redivide em quatro classes a sociedade ateniense. Os membros da primeira classe participam do arcontado e do areópago. Cria também a Bulé (Conselho dos 500) integrado pelos representantes das três primeiras classes. A última classe, composta por cidadãos de menor renda, participa da assembléia popular, a eclésia, e do tribunal ateniense, a heliéia.

Necho morre.


Ano 592 a.C. - Ezequiel vê pela primeira vez naves espaciais. Após cinco anos de ter sido deportado para a Babilónia, casado e com trinta anos, sacerdote oriundo de uma família da alta sociedade. Fica completamente aterrado e fortemente emocionado.


Ano 589 a.C. - Psamético II, morre e deixa a seu sucessor Apires, uma óptima situação financeira. Apires encontra um formidável poderio marítimo e fica tão envolvido pela nostalgia das glórias passadas, que não resiste às hostilidades no Retenu.

Cartas de Lachish, datadas deste outono, são despachos de um posto avançado para um oficial do estado-maior de Lachish e abrangem a última fase da liberdade de Jerusalém. um dos despachos tem uma referencia a um profeta. Outro despacho, declara que Jerusalém, Lachish e Azeká são os únicos enclaves israelitas que restam.

Penso: bem

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Quinta-feira, 28 de Junho de 2007

1000 a.C. (747 a 727)

 

Ano 747 a.C. - As palavras que anunciam a agonia de Israel, o reino setentrional, são lapidares, sóbrias e desumanas. A morte de Jeroboão II constitui o último acto.

* Neste mesmo ano, fecha também os olhos o rei de Judá, Osias , o Leproso.

* Depois de curto tempo de anarquia. Manaem proclama-se rei de Samaria.


Ano 746 a.C.  -
Começo do reinado, do criador do Novo Império Mundial Assírio, Tiglatpilesar III.


Ano 745 a.C. - Subida ao trono Assírio de um antigo soldado de nome Ful , que passa a chamar-se Teglatfalaser III. Primeiro de uma série de tiranos brutais que fundam, por meio de conquistas, o maior Império do Mundo. Durante algum tempo Israel tem vindo a pagar aos Assírios para se livrarem dos tributos, e formando coligações com outros pequenos estados para estacar seu avanço. Mas, o cruel Teglat-Falasar III no trono Assírio, transforma sua belicosa raça numa nação de imperialistas e introduz uma política de deportação em massa para territórios conquistados.


Ano 740 a.C. - Os anais do rei assírio Teglat-Falasar III, registam: “Quanto a Menahem , rei de Israel, o terror o subjugou... ele escapou e se submeteu a mim... prata, trajes coloridos de algodão, roupagens de linho... eu recebi como seu tributo”.


Ano 734 a.C. - O rei assírio Teglat-Falasar III, irrompe até à costa, depois avança costa fora para o “Riacho do Egipto”. Toda a elite, os ricos, mercadores, artificies, soldados, são transportados para a Assíria e lá restabelecidos; em seu lugar são estabelecidos membros de tribo caldeus e aramaicos oriundos da Babilônia. Teglat avança para o interior. Acometido internamente por divisões religiosas e sociais, o reino setentrional de Israel não está em condições de resistir.


Ano 732 a.C. - O rei Assírio, Tiglatpilesar III, juntamente com Damasco (centro de resistência dos arameus na Síria), conquista o território compreendido entre o Tauro e o Líbano. As cidades comerciais ficam à mercê do assalto Assírio, o mesmo sucedendo com o reino Judaico que entretanto surge na Palestina. O Egipto também fica ameaçado. Tiglatpileser III, rei Assírio, arma-se e toma de assalto Gaza (a capital dos filisteus).


Ano 731 a.C. - Epaminondas, general tebano, põe fim à hegemonia militar de Leuctros. Até este ano Esparta tinha conseguido dominar toda a Grécia. Os espartanos foram praticamente invencíveis até este ano. Graças à sua educação inteiramente fundada no culto da força, apesar da fraqueza numérica dos seus exércitos, quase dominaram toda a Grécia durante séculos. Graças à ponta-de-lança das suas tropas de élite. Pesadamente equipados, cobertos de ferro e coiro, invencíveis e eficazes, não conheciam nem medo nem falta de coragem, mesmo que fossem uma centenas resistiam a um exército. Foram praticamente invencíveis durante meio milénio, até este fatal dia em que Leuctros perdeu as mãos por Epaminondas.


Ano 730 a.C. - Tefnakht, apesar de todas as reviravoltas, manteve seu poder íntegro e logo que Piankhi se afasta, aproveita a oportunidade e reconquista grande parte do Delta, subindo ao trono este ano, funda a XXIV dinastia.


Ano 729 a.C. -
A Babilónia e toda a sua região passam a pertencer à soberania Assíria. Os chefes de Assur vendo nesta cidade a mãe da cultura e da religião mesopotâmica, tratam-na com respeito e piedade e Tiglatipilasar III reúne na sua pessoa, os títulos de rei da Assíria e pulu (soberano) de Babilónia.

* Os gregos intentam alargar o seu domínio pelas terras onde a agricultura se mostra proveitosa, especialmente na viticultura, e a partir deste ano, os colonos gregos, fundam duas outras cidades, a sul de Naxos: Leontina e Catânia.


Ano 727 a.C. - Fim do reinado do rei Assírio, Tiglatpilesar III. Morre Teglat, seu sucessor é Salmanasar V.

 


Penso: indecisa

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